Mês de Setembro

Aqui você tem uma mensagem bíblica de força e conforto espiritual para cada um dos 30 dias do mês de Setembro, que é um mês especial para mim, pois minha amada Esposa Marília, Minha Irmã Sonia Regina e meus sobrinhos João Carlos e Joyce, Fazem aniversário.

Lembre-se: é muito importante que você ore a Deus todos os dias e o busque de todo o teu coração.

Não procure somente falar mas busque principalmente ouvir o que Deus quer te dizer através da Bíblia Sagrada. 

Nesta página estão todas as mensagens somente do mês de Setembro. As demais mensagens podem ser lidas mês a mês através dos seguintes Links:Mês de Janeiro –Mês de Fevereiro – Mês de Março – Mês de Abril – Mês de Maio – Mês de Junho – Mês de Julho – Mês de Agosto – Mês de Setembro – Mês de Outubro – Mês de Novembro – Mês de Dezembro

 

SETEMBRO

1° de Setembro

Assentarei as tuas pedras com argamassa colorida.( Is 54.11.)

As pedras da parede falaram assim: “Nós viemos de montanhas distantes, dos flancos daqueles montes escarpados. Fogo e água deram contra nós, durante séculos, mas só nos tornaram mais rijas.

Mãos humanas nos transformaram numa habitação, onde filhos da sua raça imortal têm nascido, sofrido e se alegrado, e onde têm encontrado descanso e abrigo e aprendido as lições ensinadas pelo nosso Criador e seu. Mas passamos por muita coisa, a fim de sermos preparadas para este lugar. A pólvora nos rasgou o coração e picaretas de operários nos fenderam e quebraram, o que às vezes nos parecia sem propósito e sem sentido, a nós que estávamos ali, informes, na pedreira. Mas aos poucos fomos sendo cortadas em blocos, e algumas foram trabalhadas por instrumentos especiais até terem quinas bem agudas.

Agora, porém, estamos completas; cada uma ocupa seu lugar, e somos úteis. “Você ainda está na pedreira, informe, e por isso muita coisa parece-lhe inexplicável como o era para nós tempos atrás. Mas você está destinado a um edifício muito mais importante, e um dia será colocado nele por mãos não humanas, e será uma pedra viva, num templo celeste.”

2 de Setembro

Porque vos foi concedida a graça de padecerdes. (Fp 1.29.)

O preço da escola de Deus é muito elevado. Muitas de suas lições são lidas através de lágrimas. Richard Baxter disse: “O Deus, eu Te agradeço pela disciplina deste corpo, que já dura cinqüenta e oito anos.”

E ele não foi o único que transformou a tribulação em triunfo. Esta escola de nosso Pai celeste logo terminará para nós; nosso período escolar está cada dia mais perto do fim. Não fujamos de diante de alguma lição mais difícil, nem recuemos ante a vara da correção.

Ao nos diplomarmos na glória, a coroa será mais bela, e o Céu mais doce se tivermos suportado tudo alegremente. — Theodore L. Cuyler

A mais fina porcelana do mundo é queimada pelo menos três vezes, e algumas mais de três vezes. A de Dresden sempre é queimada três vezes. E por que passa por esse calor intenso? Uma ou duas vezes deveriam ser suficientes. Não, aquela porcelana precisa ser queimada três vezes para que os adornos de ouro e carmesim fiquem mais belos e se fixem nela permanentemente.

Em nossa vida somos trabalhados segundo o mesmo princípio. Nossas provações ardem em nós uma, duas, três vezes. E pela graça de Deus as cores mais belas são nela gravadas, e se fixam para sempre. — Cortland Myers

3 de Setembro

Vendo que se fatigavam a remar… (Mc 6.28.)

Não é o esforço estrênuo que leva a termo a obra que Deus nos dá para fazer. Só Deus mesmo, que sempre trabalha sem tensão e nunca em excesso, pode fazer a obra que dá a Seus filhos.

Quando eles descansam confiados nele para que a execute, então ela será bem feita e completa. A maneira de deixá-lo fazer a Sua obra através de nós é participarmos de Cristo tão plenamente, pela fé, que Jesus transborde da nossa vida.

Um homem que aprendeu este segredo disse certa vez: “Eu vim a Jesus e bebi, e creio que nunca mais terei sede. Tomei como meu lema: ‘Não trabalhar em excesso, mas transbordar’; e isto já trouxe uma grande mudança à minha vida.” Em transbordar não há esforço. Possui uma força irresistível, mas tranqüila.

É a vida normal a que Cristo nos convida hoje e sempre, em que Ele mesmo é quem está sempre realizando tudo, com a Sua onipotência. — The Sunday School Times

“Na calma da ressurreição está o poder da ressurreição!”

4 de Setembro

Quando fizerem um sonido prolongado com a trombeta, e quando ouvirdes o som da mesma, todo o povo dará um grande grito. Cairá rente com o chão o muro da cidade, e o povo subirá, cada um para o lugar que lhe ficar defronte. (Js 6.5.)

O grito da fé firme está em contraste direto com os lamentos da fé fraquejante e os queixumes do coração desanimado. Entre os muitos “segredos do Senhor”, não conheço um mais precioso do que este grito da fé. O Senhor disse a Josué: “Olha, entreguei na tua mão a Jericó, ao seu rei e aos seus valentes/’ Ele não disse: “entregarei”, mas “entreguei”. Jericó já lhes pertencia, e agora eles eram chamados a tomar posse dela. Mas a questão era: como? Parecia impossível. Mas o Senhor declarou-lhes o Seu plano.

Bem, não podemos absolutamente supor que aquele grito tenha causado a queda dos muros.

Contudo, o segredo da vitória estava justamente naquele grito, pois era o grito de uma fé que, firmada somente na Palavra de Deus, ousava tomar como sua uma vitória que lhes fora prometida, num momento em que não havia ainda sequer sinais dessa vitória.

E segundo a sua fé, assim lhes foi feito por Deus, de modo que, quando gritaram, Ele fez caírem as muralhas. Deus havia declarado que lhes tinha entregado Jericó, e a fé aceitou isto como sendo verdade. Muitos séculos depois, o Espírito Santo registrou em Hebreus esse triunfo da fé: “Pela fé caíram os muros de Jericó, depois de rodeados por sete dias.” — Hannah Whitall Smith

5 de Setembro

Bem-aventurados todos os que nele esperam. (Is 30.18.)

Ouve-se muito falar sobre esperar em Deus. Contudo, há um outro lado nesta questão. Quando esperamos em Deus, Ele está esperando que estejamos preparados; quando esperamos por Deus, nós estamos esperando que Ele esteja pronto.

Muitos dizem, e muitos mais crêem, que no momento em que preenchemos as condições necessárias à resposta de uma oração, Deus a responde. Dizem estes que Deus vive num eterno agora; para, Ele não há passado nem futuro, e se pudermos cumprir tudo o que Ele requer no caminho da obediência à Sua vontade, as nossas necessidades serão supridas imediatamente, os nossos desejos, cumpridos e respondidas as nossas orações.

Há muita verdade nessa crença, contudo ela expressa apenas um lado da verdade. Embora Deus viva num eterno agora, Ele opera os Seus propósitos no tempo. Uma petição apresentada diante de Deus é como uma semente lançada no solo.

Forças que estão acima e além do nosso controle trabalham sobre ela, até que é dada a plena frutificação da resposta. — The Still Small Voice  “E a paciência estava disposta a esperar.” — O Peregrino

6 de Setembro

Tu permaneces. (Hb 1.11.)

Há sempre muitas lareiras solitárias — sim, e quantas! E os que se assentam junto delas, ao lado da cadeira vazia, não podem conter as lágrimas que lhes brotam. Há pessoas que estão sempre tão sozinhas.

Mas há um Ser invisível ali mesmo ao seu alcance. É que, por alguma razão, não tomamos consciência da Sua presença. Ter consciência desse fato é uma bênção, mas é raro. Pertence à disposição, aos sentimentos.

Depende das condições do tempo e das condições físicas. A chuva, a neblina lá fora, a noite mal dormida, a dor penetrante, estas coisas influem tanto em nossa disposição, que parecem obscurecer completamente aquela percepção. Mas há algo um pouco mais elevado do que ter consciência. É ainda mais maravilhoso.

É independente de todas essas condições exteriores, e é algo que permanece. E é isto: o reconhecimento pela fé, daquela Presença invisível, tão maravilhosa e tranqüilizadora, que suaviza, acalma e aquece. Reconheça a presença dEle, do Mestre. Ele está aqui, bem perto; Sua presença é real.

Reconhecer este fato nos ajudará a ter consciência dele também, mas o reconhecimento pela fé não depende de se ter ou não consciência dele. Pois a própria verdade é uma Presença, não uma coisa ou mera afirmação.

Alguém está presente: um Amigo que nos quer bem, um Senhor todo-poderoso. E isto é uma confortante mensagem para os corações que choram, qualquer que seja a razão das lágrimas. — S. D. Gordon

7 de Setembro

Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente na angústia. (Sl 46.1.)

Muitas vezes surge a pergunta: “Por que Ele não me socorreu antes?” Porque esse não é o Seu modo de operar. Primeiro Ele precisa nos ajustar à tribulação e ensinar-nos uma lição.

A promessa é: “Estarei com ele na angústia, livrá-lo-ei e o glorificarei”. Primeiro Ele precisa estar conosco no meio da tribulação, o dia todo e a noite toda. Então Ele nos tirará dela.

E isto só acontecerá depois que nós pararmos de ficar agitados e agastados a respeito do assunto e ficarmos calmos e quietos.

Então Ele dirá: “Basta”. Deus usa a tribulação para ensinar preciosas lições a Seus filhos. As tribulações visam a nos educar. E quando a sua boa obra está completa, uma gloriosa recompensa nos vem através delas.

Há nelas um gozo suave e um valor real. Ele não as vê como dificuldades, mas como oportunidades. — Selecionado

Certa vez ouvimos de um crente já idoso, um homem de cor muito simples, uma coisa que nunca mais esquecemos: “Quando Deus prova a gente, é uma boa hora para a gente também fazer prova de Deus. A gente pega as promessas de Deus e faz prova delas: vai tirando daí tudo o que é precioso para socorrer a gente naquela provação.”

Há duas maneiras de se sair de uma tribulação. Uma é simplesmente procurar ficar livre dela e respirar aliviado quando tudo passou.

Outra é aceitar a tribulação como um desafio de Deus, para tomarmos posse de uma grande bênção, da maior bênção já experimentada, e saudá-la com alegria como sendo uma oportunidade de obtermos uma medida maior da graça de Deus.

Assim, até mesmo o adversário se torna um auxiliar, e as coisas que parecem ser contra nós passam a servir para nosso progresso. Sem dúvida, isto é ser mais do que vencedor por Aquele que nos amou. — A. B. Simpson

8 de Setembro

Na angústia me deste largueza. (Sl 4.1.)

Este é um dos maiores testemunhos dados pelo homem quanto ao governo moral de Deus. Não é uma palavra de ação de graças a Deus por ter sido livre de sofrimento.

É ação de graças por ter sido libertado através do sofrimento, pois diz: “Na angústia me deste largueza.” Ele declara que as próprias tristezas foram a fonte de um alargamento na vida. E você já não descobriu mil vezes a verdade disto? Está escrito a respeito de José na prisão, que o ferro entrou em sua própria alma.

Todos nós sentimos que o de que José necessitava para o bem de sua alma era justamente o ferro. Ele tinha visto o brilho do ouro; tinha-se alegrado nos sonhos dos dias jovens, e os sonhos endurecem o coração.

Quem derrama lágrimas sobre a narrativa de um romance não estará muito apto a servir de auxílio na vida real; a verdadeira tristeza lhe parecerá muito sem poesia.

Precisamos do ferro para alargar a nossa natureza. O ouro é apenas uma visão; o ferro é uma experiência. A corrente que me liga à humanidade precisa ser de ferro. Aquele toque de humanidade que nos irmana com o mundo não é a alegria, mas a tristeza. O ouro é parcial, o ferro é universal.

Minha alma, se você quer ser alargada na sua compaixão e na sua capacidade de sentir com os outros, precisa ser estreitada dentro de limites de sofrimento humano. A prisão de José foi sua estrada para o trono.

Você não é capaz de carregar a carga de ferro de seu irmão. Se o ferro ainda não entrou em seu coração. As coisas que a limitam na verdade são as que a alargam. As sombras da sua vida é que são o verdadeiro cumprimento dos seus sonhos de glória.

Não se queixe das sombras, minha alma, elas contém revelações melhores do que as dos seus sonhos. Não diga que as sombras da prisão a acorrentaram; os grilhões das horas sombrias na verdade são asas — asas que a levam em vôo para dentro do seio da humanidade.

A porta da sua prisão dá para o coração do universo. Deus a tem alargado, através dos grilhões da corrente do sofrimento. — George Matheson

Se José não tivesse sido prisioneiro, nunca teria sido governador do Egito.

A cadeia de ferro em que prendeu seus pés foi a preparação para a cadeia de ouro que foi colocada em volta do seu pescoço. — Selecionado

9 de Setembro

Não havia muita terra. (Mt 13.5.)

Parece-nos, pelo ensino desta parábola, que nós temos alguma coisa a ver com o solo. A semente frutífera caiu num “coração reto e bom”.

Creio que há pessoas sem profundidade que são como o solo sem muita terra — aqueles que não têm um propósito real, que são movidos por qualquer apelo comovente, ou por um bom sermão, uma melodia sentimental, e que, a princípio, parece que vão produzir alguma coisa; mas não há muita terra — não há profundidade, não há um propósito honesto e profundo, não há um desejo real de conhecer o dever a fim de cumpri-lo.

Olhemos para o solo do nosso coração. Quando um soldado romano era informado por seu dirigente de que, se insistisse em seguir determinada expedição, provavelmente iria morrer, a resposta era: “É necessário que eu vá; não é necessário que eu viva.” Isto é profundidade. Quando estamos assim convictos, alguma coisa resultará daí. A natureza superficial vive dos seus impulsos, impressões, intuições, instintos e, também, do que a cerca.

O caráter profundo olha para além dessas coisas e, enfrentando tempestades e nuvens, avança para a região ensolarada do outro lado; ele espera pelo amanhã, que sempre traz o reverso da dor e da aparente derrota e fracasso.

Quando Deus nos faz profundos, então pode dar-nos também Suas verdades e segredos mais profundos e confiar-nos coisas maiores. Senhor guia-me às profundezas da Tua vida e livra-me de uma experiência superficial.

10 de Setembro

O Senhor aperfeiçoará o que me concerne. (Sl 138.8.)

Há no sofrimento um mistério divino, sim, um poder estranho e sobrenatural, que nunca foi penetrado pela razão humana. Não há alma que não tenha conhecido grande santidade, que também não tenha passado por grande sofrimento.

Quando a alma chega ao ponto calmo e doce de não abrigar preocupações, quando ela pode ter no íntimo um olhar suave para com a própria dor e nem sequer pede a Deus para livrá-la do sofrimento, então o sofrimento já cumpriu seu bendito ministério; então a paciência concluiu sua obra perfeita; então a crucificação começa a transformar-se em coroa.

É neste estado de maturidade no sofrimento que o Espírito Santo opera muitas coisas maravilhosas em nossa alma. Em tais condições, todo o nosso ser está inteiramente quieto sob a mão de Deus: cada faculdade da mente, da vontade e do coração está finalmente subjugada.

Uma quietude vinda da eternidade ocupa todo o ser; a língua se aquieta e tem poucas palavras a dizer, ela pára de fazer perguntas a Deus, pára de clamar: “Por que te esqueceste de mim?” A imaginação pára de construir castelos na areia ou de voar para rumos vãos, a razão fica mansa e dócil, as escolhas próprias são deixadas, a alma não deseja outra coisa senão o propósito de Deus.

Nossa afeição se desliga de toda criatura e de todas as coisas; ela fica tão entregue a Deus, que nada pode ferir nosso coração, nada pode ofendê-lo, nada pode detê-la, nada pode atravessar-se em seu caminho; pois sejam quais forem as circunstâncias, o ser está buscando só a Deus e a Sua vontade.

Ele sabe com certeza que Deus está fazendo com que todas as coisas no universo, boas ou más, passadas ou presentes, contribuam juntamente para o seu bem.

Que felicidade é estarmos inteiramente subjugados! Perdermos a nossa própria força, e sabedoria, e planos e desejos, e estarmos onde todos os átomos da nossa natureza são como o plácido mar da Galiléia sob os onipotentes pés de Jesus. — Soul Food

A grandeza está em sofrer sem ficar desanimado. — Fenelon

11 de Setembro

E assim, esperando com paciência, alcançou a promessa. (Hb 6.15.)

Abraão foi provado por longo tempo, mas foi abundantemente recompensado. O Senhor o provou através de uma demora em cumprir a promessa. Satanás o provou pela tentação; Sara o provou por sua impertinência; os homens o provaram pelo ciúme, desconfiança e oposição: mas ele suportou tudo pacientemente.

Não discutiu a veracidade da promessa, Não limitou o poder de Deus, não duvidou da Sua fidelidade, nem magoou o Seu amor. Antes curvou-se à soberania de Deus, submeteu-se à Sua infinita sabedoria e ficou em silêncio, apesar das demoras, esperando a ocasião determinada pelo Senhor. E assim, tendo esperado com paciência, alcançou a promessa. As promessas de Deus não podem deixar de ser cumpridas.

Os que pacientemente esperam não serão decepcionados. A expectação da fé será recompensada. Amado leitor, a conduta de Abraão condena um espírito apressado, reprova a murmuração, recomenda o espírito paciente e encoraja uma quieta submissão à vontade e aos caminhos de Deus.

Lembre-se de que Abraão foi provado; de que ele esperou paciente-mente; recebeu a promessa e foi satisfeito. Imite o seu exemplo, e receberá a mesma bênção. — Selecionado

12 de Setembro

Quem é esta que sobe do deserto e vem encostada ao seu amado? (Ct 8.5.)

Alguém certa vez aprendeu uma lição valiosa, numa reunião de oração. Um modesto irmão de cor pediu ao Senhor várias bênçãos — como costumamos fazer — e agradeceu por muitas já recebidas — como todos nós fazemos, mas terminou com uma petição estranha: “E, ó Senhor, põe estacas em nós! Sim; põe estacas em todas as nossas necessidades de encostar!”

Você tem necessidade de se encostar? A oração daquele homem humilde as apresenta aos nossos olhos de uma maneira nova, e também nos mostra o Grande Sustentador sob uma nova luz. Ele está sempre andando ao lado do crente, pronto a estender Seu braço poderoso e escorar o fraco “Em todos as nossas necessidades de encostar”.

Meu Jesus Se fez por mim Tudo, sim! Nele encontro, pois, assim, Tudo para mim. Santidade, amor, poder,

— Cada instante em meu viver Redenção e paz sem fim, Tudo Ele é pra mim! Sobre a Cruz por mim sofreu Tudo, sim! Resgatou-me e fez-me Seu. Tudo é para mim! Só Jesus me satisfaz Tudo, sim! Sempre limpo e são me faz, Tudo é para mim. Ele é todo o meu prazer,

— Tudo, sim! Me segura e faz vencer! Tudo é para mim. Glória, honra e amor Lhe dou! Tudo, sim! Seu eternamente sou! Tudo é para mim! – Adaptado

13 de Setembro

Prepara-te para amanhã, para que subas pela manhã ao monte… e ali põe-te diante de mim no cume do monte.” (Êx 34.2.)

A manhã é o tempo que eu estabeleci para estar a sós com o Senhor. A própria palavra manhã é como um belo cacho de uvas. Vamos esmagá-las e beber o vinho sagrado. De manhã! É a hora que Deus preparou para eu estar no melhor do meu vigor e esperança. Não vou ter que subir ao monte na hora em que estou cansado.

Durante a noite eu sepultei a fadiga de ontem, e de manhã tomo uma nova porção de energia. Bendito é o dia cuja manhã é santificada! Bem sucedido é o dia cuja primeira vitória é conquistada em oração! Santo é o dia cuja aurora nos encontra no cume do monte! Meu Pai, estou indo! Nada na planície rasteira me afastará das santas alturas.

Ao Teu comando eu vou, então Tu virás encontrar-Te comigo. De manhã no monte! E estarei forte e alegre por todo o resto de um dia tão bem iniciado. — Joseph Parker

Minha mãe possuía o hábito de, todos os dias imediatamente após o café da manhã, recolher-se ao seu quarto e passar uma hora em leitura da Bíblia, meditação e oração.

Daquele período, como se fosse uma fonte pura, ela tirava a força e a doçura que a capacitavam para todos os seus afazeres e para permanecer sem agitação no meio das banalidades e pequenos aborrecimentos que são tantas vezes motivo de perturbação em lugares onde a vizinhança é muito próxima.

Quando eu penso em sua vida, e em tudo o que teve de suportar, vejo o completo triunfo da graça cristã em seu precioso ideal de mulher cristã.

Nunca vi seu gênio alterado; nunca a ouvi proferir uma palavra de ira, calúnia ou maledicência; nunca observei nela nenhum sinal de um só sentimento que não ficasse bem numa alma que havia bebido do rio da água da vida e que se havia nutrido do maná em pleno deserto. — Farrar

Dê a Deus a flor do dia. Não o ponha de lado juntamente com as folhas secas.

14 de Setembro

Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me. (Mc 8.34.)

A cruz que o Senhor me manda tomar e carregar pode assumir diferentes formas. Pode ser que eu tenha de me contentar com uma esfera humilde e estreita, quando sinto capacidade para trabalho muito mais elevado. Pode ser que eu tenha de cultivar durante muitos anos um campo que não me parece trazer colheita alguma.

Pode ser que Ele me mande nutrir pensamentos amáveis sobre alguém que me prejudicou, e pode ser que eu seja levado a falar-lhe brandamente, a tomar a sua defesa contra alguém que se opõe a ele, a cercá-lo de simpatia e dar-lhe minha ajuda.

Pode ser que eu tenha de confessar a meu Mestre no meio daqueles que não querem ser relembrados da existência dele, nem dos Seus direitos sobre eles. Pode ser que eu seja chamado a andar entre os homens com rosto radiante, quando meu coração está partido. Existem muitas cruzes, e todas elas são dolorosas e pesadas.

Nenhuma delas será procurada por mim de iniciativa própria. Mas Jesus nunca está tão perto de mim como quando tomo a minha cruz e, submisso, coloco-a sobre os ombros, e a recebo com as boas-vindas de um espírito paciente e conformado. Ele Se aproxima, para fazer amadurecer a minha sabedoria, para aprofundar a minha paz, para aumentar a minha coragem, para aumentar minha capacidade de ser útil aos outros, e isto através da própria experiência que se faz tão pesada e angustiante. E então — como estava escrito no sinete de um heróico prisioneiro — Eu cresço sob a carga. — Alexander Smellie

“Aceite sua cruz como um bordão, não como um tropeço.”

15 de Setembro

Assopra no meu jardim, para que se derramem os seus aromas. (Ct 4.16.)

Algumas das especiarias mencionadas neste capítulo são bastante sugestivas. O aloés era uma especiaria amarga, e fala-nos da doçura das coisas amargas, o doce-amargo, que quem já provou, sabe bem quanto agrada ao paladar.

A mirra era usada para embalsamar os mortos, e fala-nos de morrermos para alguma coisa. É a doçura que vem ao coração depois que ele morreu para a vontade-própria, o orgulho e o pecado.

Oh, o encanto inexprimível que paira em torno de alguns crentes, simplesmente porque trazem no semblante açoitado pela disciplina e no espírito dulcifícado, as marcas da cruz; a santa evidência de terem morrido para o que uma vez foi orgulho e força, mas que agora está para sempre aos pés do Senhor.

É o encanto celeste de um espírito quebrantado e um coração contrito, a música que brota de uma tonalidade menor. E ainda, o incenso, com a fragrância que procedia do toque de fogo. Era aquele pó queimado que se erguia em nuvens de doçura do seio das chamas. Fala-nos do coração cuja doçura tem-se desprendido talvez através das chamas da aflição, até que o lugar santo da alma é cheio das nuvens de oração e louvor.

Amado leitor, estamos nós derramando as especiarias, os perfumes, os aromas suaves do coração? — The Love Life of our Lord

16 de Setembro

Esconde-te junto à torrente de Querite. (1 Rs 17.3.)

Os servos de Deus precisam ser instruídos quanto ao valor da vida escondida. Para se ocupar uma posição elevada diante dos semelhantes, é preciso tomar uma posição humilde diante de Deus.

Não devemos ficar surpresos se às vezes nosso Pai nos diz: “Chega meu filho. Você já agüentou bastante dessa correria, publicidade e movimento; retire-se daqui, esconda-se junto ao ribeiro — esconda-se no Querite do quarto de enfermidade, ou no Querite do luto, ou em alguma solidão, do qual as multidões se afastaram.” Feliz daquele que pode responder: “

A Tua vontade nisto é a minha também. Fujo para Ti e me escondo. Esconde-me no oculto do Teu tabernáculo e à sombra das Tuas asas!” Para que uma alma piedosa tenha poder entre os homens, ela precisa ganhá-lo em algum Querite escondido.

A aquisição de poder espiritual é impossível, se não nos escondermos dos homens e de nós mesmos em algum lugar oculto onde possamos absorver o poder do Deus eterno: como a vegetação que absorveu por longas eras a energia do sol, agora a devolve através do carvão em brasa.

O Bispo Andrews, um servo de Deus, teve o seu Querite, no qual passava cinco horas diariamente em oração e devoção. João Welsh também, o qual achava mal empregado o dia em que não passava de oito a dez horas em comunhão particular.

Davi Brainerd teve o seu Querite nas matas da América do Norte. Christmas Evans o teve nas viagens longas e solitárias por entre os montes de Gales. Ah, voltemo-nos aos benditos começos da nossa era: Patmos, o lugar segregado das prisões romanas, o deserto da Arábia, os montes e vales da Palestina, todos estes são lembrados para sempre como os Querites daqueles que fizeram o nosso mundo de hoje.

Nosso Senhor encontrou o Seu Querite em Nazaré e no deserto da Judéia entre as oliveiras de Betânia e na solidão de Gadara. Nenhum de nós, pois, pode passar sem algum Querite, onde o som das vozes humanas é substituído pela quietude das águas que vêm do trono, e onde podemos provar as doçuras e embeber-nos do poder de uma vida escondida com Cristo. — Elijah, de Meyer

17 de Setembro

É o Senhor; faça o que bem lhe aprouver. (1 Sm 3.18.)

“Veja Deus em tudo, e Deus porá calma e colorido em tudo o que você vê!” Pode ser que as circunstâncias da nossa dor não sejam removi-das, que a sua condição permaneça inalterada, mas se Cristo, como Senhor e Mestre de nossa vida, for trazido para a nossa dor e sombra, Ele nos cingirá de alegres cantos de livramento. Vê-lo — e ter a certeza de que a Sua sabedoria não pode errar, Seu poder não falha, Seu amor não muda, saber que mesmo os Seus tratamentos mais severos e dolorosos para conosco visam ao nosso mais profundo proveito espiritual — é ser capaz de dizer, no meio do luto, do sofrimento, da dor, da perda: “O Senhor o deu, e o Senhor o tomou; bendito seja o nome do Senhor.”

Nada, senão ver a Deus em tudo pode tornar-nos pacientes com os que nos molestam e atribulam.

Eles serão para nós, então, apenas instrumentos para a realização dos propósitos sábios e amorosos de Deus para conosco, e nos encontraremos por fim dando graças por eles no íntimo, pela bênção que trouxeram à nossa vida. Nenhuma outra coisa porá um ponto final tão decisivo em nossas murmurações e pensamentos de rebelião. — H. W. Smith

18 de Setembro

Quando tu disseste: Buscai o meu rosto; o meu coração te disse a ti: O teu rosto, Senhor, buscarei. (Sl 27.8.)

É necessário esperar em Deus, a fim de vermos a Deus, de termos uma visão dEle. O elemento tempo é essencial na visão. Nosso coração é como uma sensível chapa fotográfica e para termos Deus revelado ali, precisamos sentar-nos a Seus pés por muito tempo.

A face encrespada de um lago não reflete o céu. Se queremos ver a Deus nossas vidas precisam estar quietas e em repouso. A visão de certas coisas tem o poder de afetar uma vida: um calmo pôr-de-sol poderá acalmar um coração agitado.

A visão de Deus sempre transforma a vida humana. Jacó viu a Deus em Jaboque, e passou a ser Israel. A visão de Deus transformou Gideão, de covarde, em um soldado valoroso. A visão de Cristo mudou Tomé, de seguidor temeroso, para discípulo devotado e leal.

Os homens têm tido visões de Deus desde os tempos bíblicos. William Carey viu a Deus, e deixou seu banco de sapateiro para ir à Índia; Davi Livingstone viu a Deus, e deixou tudo para segui-lO através das selvas escuras da África. Dezenas e centenas de pessoas têm tido visões de Deus e hoje estão nos confins da terra, trabalhando para apressar a evangelização do mundo. — Pardington É muito raro haver um silêncio completo na alma.

Deus está-nos falando baixinho, bem de perto, incessantemente. Sempre que os sons do mundo cessam na alma, ou se empalidecem, ouvimos o murmurar de Deus. Ele está sempre falando baixinho aos nossos ouvidos.

Se nós não ouvimos, é por causa do barulho, da pressa e da distração que a vida produz enquanto passa veloz. — F. W. Faber

19 de Setembro

Meu Pai é o agricultor. (Jo 15.1.)

É confortador pensarmos na tribulação, qualquer que seja a forma em que ela nos venha, como sendo um mensageiro celeste, trazendo-nos alguma coisa da parte de Deus.

Em seu aspecto terreno, ela pode parecer penosa e até destrutiva, mas vista sob o aspecto de seus resultados espirituais, ela traz bênção. Muitas das bênçãos mais ricas que nos têm vindo de homens do passado são fruto de sofrimento e dor.

Não devemos esquecer-nos de que a redenção — a maior de todas as bênçãos — é o fruto do maior de todos os sofrimentos.

Em qualquer tempo de severa poda, quando a faca entra fundo e a dor é forte, é um grande conforto lermos: “Meu Pai é o agricultor.”

Um servo de Deus nos conta que esteve certa vez numa grande estufa onde viu exuberantes cachos de uvas pendendo de toda parte. O proprietário lhe disse: “Quando meu novo jardineiro veio para cá, disse-me que só cuidaria destas videiras se pudesse desbastá-las até deixar- lhes só o tronco. E assim fez.

Por dois anos não tivemos uvas, mas agora aí está o resultado.” Esta interpretação do processo da poda é muito sugestiva se a aplicarmos à vida cristã. A poda parece estar destruindo a videira; o agricultor parece estar cortando-a totalmente; mas ele está visando a um momento futuro, e sabe que o resultado final será o enriquecimento da vida da videira e maior abundância de fruto.

Há bênçãos que só podemos obter se estivermos prontos a pagar o preço da dor. Não há maneira de as conseguirmos, senão através de sofrimento. — Dr. Miller

20 de Setembro

Não te disse eu que se creres verás a glória de Deus? (Jo 11.40.)

Maria e Marta não podiam entender o que o seu Senhor estava fazendo. Ambas lhe disseram: “Senhor, se tu estivesses aqui, meu irmão não teria morrido.”

Parece que atrás de tudo isto podemos ler os seus pensamentos: “Senhor, nós não entendemos por que demoraste tanto para vir. Não entendemos como deixaste morrer aquele a quem amavas.

Não entendemos como pudeste deixar que a dor e o sofrimento rasgassem nossa vida, quando a Tua presença poderia ter impedido tudo isto.

Por que não vieste antes? Agora é tarde, pois ele já está morto há quatro dias!” E para tudo isto o Senhor Jesus tinha apenas uma grande resposta: “Vocês podem não entender, mas eu não lhes disse que se crerem, verão?” Abraão não podia entender por que Deus lhe pedia o sacrifício do filho, mas confiou. E viu a glória de Deus na restituição dele ao seu amor.

Moisés não conseguia entender por que Deus o retinha em Midiã aqueles quarenta anos, mas confiou, e viu, quando Deus o chamou para tirar a Israel da servidão.

José não podia entender a crueldade de seus irmãos, o falso testemunho de uma mulher pérfida e os longos anos de uma reclusão injusta; mas confiou, e por fim viu a glória de Deus em tudo o que se passou. Jacó não podia entender a estranha providência que permitiu que José fosse arrancado ao seu amor de pai, mas viu a glória de Deus quando contemplou o rosto daquele filho como governador à mão de um grande rei e como o preservador de sua própria vida e da de uma grande nação. E talvez seja assim na sua vida.

Você diz: “Eu não entendo porque Deus deixou este meu ente querido ser levado. Eu não entendo por que Ele permitiu que a aflição me açoitasse. Não entendo estes caminhos tortuosos pelos quais o Senhor está-me guiando. Não entendo por que foram desmantelados os planos que eu achava tão bons. Não entendo por que as bênçãos de que eu preciso tanto estão demorando tanto para vir.

Amigo, você não tem que entender todos os caminhos de Deus, todas as maneiras como Ele dirige a sua vida. Deus não espera que você entenda tudo. Você não espera que o seu filhinho entenda tudo: quer apenas que confie em você. Um dia, verá a glória de Deus nas coisas que não entende. — M.H.McC.

21 de Setembro

Tenho também por perda todas as coisas, pela excelência do
conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor. (Fp 3.8.)

A época da colheita é a estação alegre das espigas maduras, da canção festiva, dos celeiros cheios. Mas vamos atentar para o sermão que o campo nos dá.

Esta é a mensagem solene que ele tem para mim: “Você tem que morrer, para poder viver. Seu conforto e bem-estar não têm que ser consultados.

Você tem que ser crucificado, não somente quanto aos desejos e hábitos pecaminosos, mas a muitos outros, que parecem inocentes e retos.” Se você quer vir a salvar outros, não pode salvar-se a si mesmo.

Se quer dar muito fruto, precisa ser sepultado em trevas e solidão. Meu coração treme ao ouvir estas coisas. Mas se Jesus me pede isto, possa eu dizer a mim mesmo como é sublime entrar na comunhão dos Seus sofrimentos; e estarei na melhor das companhias. E possa eu ainda dizer a mim mesmo que tudo isso tem por fim tornar-me em vaso idôneo para Seu uso. O Calvário dEle floresceu e frutificou; assim será com o meu também.

Abundância sairá da dor; vida, da morte. Não é essa a lei do Reino? — In the Hour of Silence Quando o botão se abre numa flor, chamamos a isso morte? — Selecionado

22 de Setembro

Satanás vos reclamou para vos peneirar como trigo. Eu, porém, roguei por ti, para que a tua fé não desfaleça. (Lc 22.31,32.)

Nossa fé é o centro do alvo a que Deus atira quando nos prova; e se alguma outra graça passa sem ser testada, com a fé isso não acontece. Não há melhor maneira de ferir a fé no seu próprio cerne, do que cravar-lhe a seta do desamparo.

Isto revela logo se ela é ou não a fé dos imortais. Despoje a fé do gozo que a envolve como uma armadura, e deixe que venham contra ela os terrores do Senhor; e será fé real, a que escapar ilesa do ataque.

A fé precisa ser provada, e o desamparo aparente é a fornalha aquecida sete vezes, na qual ela precisa ser lançada. Bem-aventurado o homem que pode suportar a provação. — C. H. Spurgeon

Paulo disse: “Guardei a fé”, mas ficou sem a cabeça! Cortaram-lhe a cabeça, mas não tocaram em sua fé.

Aquele grande apóstolo dos gentios se alegrava por três coisas: havia combatido o bom combate, acabado a carreira e guardado a fé. Que lhe importava o resto? Paulo ganhou a corrida: ele ganhou o prêmio; e hoje tem a admiração não só da terra, mas do Céu.

Por que não agimos como se valesse a pena perder tudo para ganhar a Cristo? Por que não somos leais à verdade, como ele foi? Ah, nós não temos a sua aritmética.

Ele contava de maneira diferente da nossa. Nós contamos como lucro o que ele contava como perda. É mister que tenhamos a sua fé e a guardemos, se queremos receber a mesma coroa.

23 de Setembro

Quem crê em mim, como diz a Escritura, do seu interior manarão rios de água viva. (Jo 7.38.)

Alguns de nós ficamos temerosos e imaginando por que o Espírito Santo não nos enche. Não será porque estamos recebendo em abundância, mas não estamos dando?

Comece a dar a bênção que você tem: alargue seus planos de serviço e bênção e logo descobrirá que o Espírito Santo está indo à sua frente; e ele o presenteará com bênçãos para o serviço e confiará às suas mãos tudo o que puder, para ser dado a outros.

Há na natureza um belo fato que tem seus paralelos na esfera espiritual. Não há música tão maviosa como a de uma harpa eólica; e a harpa eólica nada mais é do que um conjunto de cordas musicais dispostas em harmonia, e que são vibradas pelos ventos.

E dizem que quando isto acontece, notas quase celestiais ecoam pelos ares, como se um coro de anjos estivesse passando por ali e tangendo aquelas cordas.

Assim, é possível conservarmos o coração tão aberto ao toque do Espírito Santo, que ele pode tocar ali o que quer, enquanto quietamente nos colocamos à sua disposição nos caminhos do seu serviço. — Days of Heaven upon Earth

Quando os apóstolos foram cheios do Espírito Santo, não alugaram o Cenáculo para ficar ali fazendo reuniões de santificação, mas saíram por toda parte, pregando o evangelho. — Will Hujf

24 de Setembro

Defrontando Mísia, tentavam ir para Bitínia; mas o Espírito de Jesus não o permitiu. (At. 16.7.)

Que estranha proibição! Aqueles homens iam para Bitínia exatamente para fazer a obra de Cristo, e a porta foi fechada diante deles pelo próprio Espírito de Cristo. Eu também já experimentei isto em certas ocasiões.

Já me vi algumas vezes sendo obrigado a interromper uma carreira que me parecia útil e abençoada. Veio oposição e me forçou a voltar para trás; ou doença, e me impeliu a retirar-me para um deserto à parte. Foi difícil, nessas ocasiões, deixar incompleto um trabalho, que eu acreditava ser uma obra do Espírito. Mas vim a me lembrar de que o Espírito não tem somente serviços de atividade, mas também serviços de espera.

Comecei a ver que no reino de Cristo não há somente momentos de ação, mas ocasiões em que se proíbe a ação. Vim a aprender que o lugar deserto à parte é muitas vezes o lugar de maior utilidade na variada vida humana: mais rico em colheita do que as estações em que o trigo e o vinho foram abundantes. Tenho tido que agradecer ao bendito Espírito o fato de ter sido impedido de visitar muitas e estimadas Bitínias.

Assim, Espírito Santo, quero continuar a ser dirigido por Ti, ainda que venham desapontamentos em planos que me pareçam de utilidade. Hoje a porta parece estar aberta para viver e trabalhar para Ti; amanhã, ela se fecha diante de mim exatamente quando estou para entrar por ela. Ensina-me a ver outra porta, no próprio fato de ficar parado.

Ajuda-me a achar na proibição de Te servir ali, uma nova área de serviço. Inspira-me com o conhecimento de que um homem pode, às vezes, ser chamado a fazer o seu dever, não fazendo nada; a trabalhar, ficando quieto; a servir, pela espera. Se me lembrar de quanto poder há na “voz mansa e delicada”, não me queixarei se às vezes essa mesma voz, a voz do Espírito, me disser: Não, não vá. — George Matheson

25 de Setembro

Por que hei de andar eu lamentando…? (Sl 42.9.)

Você pode responder a esta pergunta, meu irmão? Você pode achar alguma razão para explicar por que está tantas vezes lamentando, em vez de estar-se alegrando? Por que ceder a pensamentos sombrios? Quem lhe disse que a noite nunca terminaria? Quem lhe disse que o inverno do seu descontentamento vai passar de geada a geada, de neve,
gelo e granizo, a neve ainda mais espessa, e a tempestades de desespero? Você não sabe que depois da noite vem o dia, que depois da vazante vem a enchente, que depois do inverno vêm a primavera e o verão? Então, nutra esperanças! Tenha sempre esperança, pois Deus não nos desampara. — C. H. Spurgeon

Nunca falha, nunca falta meu bendito Salvador; Nunca falha a Sua graça, nunca falta o Seu amor! Seus preceitos e promessas infalíveis sempre são, Mais seguros que as montanhas, para sempre durarão. Nunca falha, nunca falta meu bendito Salvador; Nunca falha a Sua graça, nunca falta o Seu amor.

Cristo nunca, nunca falta, nunca deixa de acudir Ao mais pobre, ao mais humilde, que pra os braços Seus fugir. Seus pecados perdoando, logo o toma pela mão; Suas dores suaviza com benigna compaixão.

Cristo nunca, nunca falta, nas mais duras provações; Quando Satanás assalta com tremendas tentações, Procurando demover-nos, ou encher-nos de pavor, “Basta-vos a minha graça”, presto diz o Salvador. Cristo nunca, nunca falha; plenamente satisfaz Com o Seu amor infindo, com a Sua doce paz.

Quanto além do que eu pensava, no meu Salvador achei! Que bondade inexcedível tem o meu glorioso Rei.

Nunca falha, nunca falta! Quantas vezes o provei Desde que, com fé singela, tudo a Cristo eu entreguei! Quanto mais Jesus conheço, anseio por trazer A Seus pés o mundo inteiro, para em Seu amor viver. Do Exército de Salvação

26 de Setembro

Andamos por fé, e não pelo que vemos. (2 Co 5.7.)

Por fé, e não pelo que vemos; Deus não quer que olhemos para o que sentimos. O eu, sim, pode querer isto; e Satanás também.

Mas Deus quer que observemos os fatos, não as emoções: a realidade de Cristo, e a obra completa e perfeita que fez por nós. Quando olhamos para essa preciosa realidade, e cremos nela simplesmente porque Deus diz que é realidade, Ele toma conta dos nossos sentimentos e emoções. Deus nunca nos dá emoções para nos encorajar a confiar nele; Deus nunca nos dá emoções para sabermos que já confiamos inteiramente nele. Deus só nos dá emoções, quando vê que estamos confiando nele mesmo sem sentir nada, descansando apenas na Sua Palavra e na Sua fidelidade em cumprir as Suas promessas. É só então que as emoções (quando são de Deus) podem nos sobrevir.

E Deus nos dará as emoções, na medida e no momento que o Seu amor achar melhor para cada caso em particular. Precisamos escolher entre olhar para as nossas emoções e olhar em direção às realidades de Deus. Nossas emoções podem ser incertas como o mar ou as areias movediças. As realidades de Deus são tão certas como a Rocha dos Séculos, como Cristo mesmo, que é o mesmo ontem, hoje e para sempre.

27 de Setembro

Assentando-se também aos pés de Jesus, ouvia a sua palavra. (Lc 10.39.)

“Aos pés de Jesus” — esse é o nosso lugar privilegiado e feliz. É ali que somos educados e preparados para os deveres práticos da vida. Ali é que renovamos nossas forças, enquanto esperamos nele e aprendemos a subir com asas como águias.

Ali é que ficamos possuídos daquele verdadeiro conhecimento dele que nos infunde poder. É ali que aprendemos como se faz trabalho verdadeiro e ali é que somos dotados com a verdadeira motivação que impulsionará nosso trabalho.

É ali que achamos consolação no meio dos desgastes do serviço — que não são poucos — e dos desgastes da vida em geral. E ali experimentamos, antecipadamente, algo das delícias do céu no meio destes dias na terra. Pois sentar-se a Seus pés é, de fato, estar nos lugares celestiais; e contemplar a Sua glória é fazer o que nunca nos cansaremos de fazer além . — Thoughts for the Quiet Hour

28 de Setembro

Em mim… paz. (Jo 16.33.)

Há uma vasta diferença entre felicidade, no sentido comum, e felicidade, no sentido de bem-aventurança. Paulo sofreu prisões e dores, sacrifícios e sofrimentos até ao extremo; mas em meio a tudo, estava feliz.

Todas as bem-aventuranças enchiam seu coração e vida no meio daquelas condições. Paganini, o grande violinista do passado, apresentou-se ao seu auditório certo dia e descobriu, logo após os aplausos iniciais, que havia algo errado com o violino. Olhou-o por um momento e viu que aquele não era o seu valioso instrumento. Sentiu-se paralisado por um instante, mas depois, voltando-se para o auditório, explicou o engano.

Retirou-se por um momento, procurou-o atrás da cortina, no lugar onde provavelmente o teria deixado, mas percebeu que alguém o tinha roubado, deixando o outro no lugar. Ficou ali por uns instantes, e depois veio para o auditório e disse: “Senhoras e senhores: vou mostrar-lhes que a música não está no instrumento, mas na alma.”, E tocou como nunca dantes.

E a música se derramou daquele instrumento de segunda mão, ao ponto de o auditório ficar arrebatado de entusiasmo, e os aplausos quase romperam o teto, pois aquele homem lhes havia mostrado que a música não estava no instrumento, mas em sua alma.

É sua missão, amigo que está sendo provado e testado, andar no palco deste mundo e revelar a toda a terra e Céu que a música não está nas circunstâncias, nem nas coisas, nem no que é exterior, mas que a música da vida está em sua própria alma.

29 de Setembro

Eu me dedico à oração. (Sl 109.4.)

Muitas vezes, em nossos momentos de meditação, estamos numa verdadeira pressa religiosa. Quanto tempo dedicamos a ele diariamente? Não é verdade que podemos registrá-lo em minutos? Quem conheceu um homem eminentemente santo que não passasse muito do seu tempo em oração?

E já vimos alguém com muito espírito de oração que não passasse muito tempo em seus aposentos, à parte? Diz Whitefield: “Dias e semanas passei prostrado no solo, em oração, silenciosa ou audível”. “Caia de joelhos, e cresça assim”, é a linguagem de outro servo de Deus, que conhecia por experiência o que afirmava.

Dizem que nenhuma grande obra no campo da literatura ou da ciência foi executada por alguém que não amasse o estar a sós. E podemos apontar como princípio elementar da vida religiosa, que quem alcança um grande crescimento na graça, sempre toma tempo para estar muitas vezes, e por longo tempo, a sós com Deus. — Still Hour

30 de Setembro

Como a águia desperta a sua ninhada e voeja sobre os seus filhotes, estende as suas asas, e, tornando-os, os leva sobre elas, assim só o Senhor o guiou, e não havia com ele deus estranho. (Dt 32.11,12.)

Nosso Pai todo-poderoso tem prazer em conduzir as tenras avezinhas que estão sob o Seu cuidado, até à beira do precipício, e mesmo em empurrá-las aos abismos de ar, para que possam aprender a conhecer o desconhecido poder de vôo que possuem, o qual lhes será para sempre um prazer. Se na tentativa elas são expostas a perigo a que não estão acostumadas, Ele está preparado para Se colocar debaixo delas e levá-las para o alto, em Suas poderosas asas. Quando Deus leva algum de Seus filhos a uma situação de dificuldade sem precedentes, este pode sempre contar com Ele para livrá-lo. — The Song of Victory”

Quando Deus põe um peso sobre nós, Ele sempre põe seu braço debaixo.” Havia uma plantinha, pequena e mirrada, que crescia à sombra de um carvalho. E a plantinha gostava da sombra que a cobria e sabia apreciar a quietude que lhe garantia seu nobre amigo. Mas uma bênção estava reservada para aquela plantinha.

Um belo dia, lá veio um lenhador e derrubou o carvalho. A pequena planta chorou e exclamou: “Foi-se embora o meu abrigo. Todos os maus ventos soprarão sobre mim, e toda tempestade procurará arrancar-me!” “Não, não”, disse o anjo daquela flor, “agora o sol vai banhar você; agora as chuvas cairão mais copiosamente sobre você; agora a sua forma raquítica se expandirá em beleza, e a sua flor, que nunca pôde desabrochar em toda a sua perfeição, sorrirá ao sol, e os homens dirão:

‘Como cresceu em importância aquela planta! Como ficou linda, depois que retiraram o que era a sua sombra e alegria!”

Você não vê, pois, que Deus pode tirar todos os seus confortos e privilégios, para fazer de você um crente melhor? Pois o Senhor sempre treina os Seus soldados, não em colchões de penas, mas levando-os para fora e fazendo-os exercitar-se em marchas forçadas e serviços pesados. Ele os faz atravessar rios a nado, correntes a vau, escalar montes e fazer longas caminhadas carregando às costas pesadas mochilas de sofrimento.

Este é o método que Ele usa para fazer soldados — não é vestindo-os de belos uniformes, para se jactarem à porta das barracas e serem olhados como finos cavalheiros pelos que circulam nos parques. Deus sabe que os soldados só são formados no campo de batalha; não em tempos de paz. Bem, irmão, será que isso não explica tudo? Não estará o Senhor tomando as graças que estão em você e fazendo-as desabrochar? Lançando-o no calor da batalha, não estará o Senhor desenvolvendo em você as qualidades do soldado? E não deverá você usar todos os recursos que Ele lhe deu, para sair vencedor? — Spurgeon

Você foi abençoado com o que recebeu nesta página? Então agradeça a Deus e compartilhe com outras pessoas, para que elas sejam abençoadas também!

Se puder, abençoe nosso ministério, o qual não é financiado ou patrocinado por nenhuma igreja, por isso, dependemos da Generosidade de corações como o teu.

Agora você pode ajudar o Ministério ” Joanilson Rodrigues e Marília Rodrigues ” com Depósito  PAGSEGURO do UOL, que é  uma empresa confiável para pagamentos Nacionais e Internacionais.

Você pode escolher a melhor forma de fazer a sua doação (de qualquer valor) de qualquer lugar do mundo:  Cartão de Crédito – Cartão de Débito – Boleto Bancário. Basta clicar na imagem abaixo e seguir as instruções.

Caso não queira doar pelo PAGSEGURO, por favor,  visite a seção Doações.

LEMBRETE

Lembramos que não ficamos de posse de nenhum de seus dados, pois toda doação é feita diretamente ao PAGSEGURO e a quantia que você nos doar, só nos será repassada por eles após 14 dias de sua efetuação, quando expira o prazo para cancelamento de doação.

Você não conhece o PAGSEGURO? É uma empresa da UOL  e é totalmente confiável na qual você poderá fazer a sua doação sem receio algum, pelo método que melhor lhe convier, mas se desejar mais informações prévias sobre o seu funcionamento e idoneidade antes de efetuar a sua doação, por favor acesse as seguintes páginas:

1- PAGSEGURO em português:    https://pagseguro.uol.com.br/sobre_o_pagseguro.jhtml

2- PAGSEGURO in English:

https://pagseguro.uol.com.br/en/how-it-works.html

Uma resposta para Mês de Setembro

  1. ANA disse:

    Jo, Marilia:
    Parabéns pelo bonito trabalho de evangelizar, algo que nos dias de hoje não é nada fácil.

    um forte abraço da
    Ana célia

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s