Mês de Janeiro

Aqui você tem uma mensagem bíblica de força e conforto espiritual para cada um dos 31 dias do mês de Janeiro. Este é o primeiro mês do Ano. Lembre-se: é muito importante que você ore a Deus todos os dias e o busque de todo o teu coração.

Nesta página estão as mensagens somente do mês de Janeiro, mas todas as mensagens dos demais meses também podem ser lidas mês a mês aqui no site através dos seguintes Links:  Mês de Janeiro –Mês de Fevereiro – Mês de Março – Mês de Abril – Mês de Maio – Mês de Junho – Mês de Julho – Mês de Agosto – Mês de Setembro – Mês de Outubro – Mês de Novembro – Mês de Dezembro

JANEIRO

1° de Janeiro

Mas a terra que passais a possuir é terra de montes e de vales: da chuva dos céus beberão as águas; terra de que cuida o Senhor vosso Deus: os olhos do Senhor vosso Deus estão sobre ela continuamente, desde o princípio até o fim do ano. (Dt 11.11,12.)

Estamos hoje, amado leitor, às portas do desconhecido. Diante de nós estende-se o ano novo; vamos conquistá-lo a cada dia.

Quem poderá dizer o que teremos pela frente? Que mudanças virão, que novas experiências, que necessidades? Mas aqui está a mensagem de nosso Pai Celeste — mensagem de ânimo, de conforto, de contentamento: “… os olhos do Senhor vosso Deus estão sobre ela continuamente, desde o princípio até ao fim do ano.” Sim, do Senhor vem toda a nossa provisão.

Nele encontramos a fonte que nunca seca; mananciais e ribeiros que jamais se estancarão. Em Cristo, ó ansioso, está a promessa cheia da graça que nos vem do Pai. E se ele é a fonte das misericórdias, nunca nos faltará misericórdia. Nem calor nem seca poderão pôr fim àquele rio, “cujas correntes alegram a cidade de Deus”. A Terra está cheia de montes e vales. Não são só planícies, nem só declives. Se a vida fosse sempre a mesma, ficaríamos oprimidos com a sua monotonia: nós precisamos dos montes e dos vales.

Os montes recolhem as chuvas para centenas de vales frutíferos. Assim acontece também conosco: é o monte da dificuldade que nos eleva ao trono da graça e nos traz de volta com chuvas de bênçãos.

Os montes, esses montes ásperos da vida, diante dos quais nos espantamos e contra os quais às vezes murmuramos, eles nos trazem águas. Quantos têm perecido no deserto, quando poderiam ter vivido e prosperado em terra montanhosa! Quantos teriam sido abatidos pela neve, açoitados pelos ventos, despojados de suas flores e frutos, não fosse a proteção dos montes — rijos, duros, ásperos, tão difíceis de galgar! Sim, os montes de Deus são para o seu povo uma proteção contra os inimigos.

Não podemos ter idéia do efeito que estão tendo em nossa vida as perdas, as dores, as aflições. Confiemos apenas. O Pai vem bem perto, para tomar a nossa mão e guiar-nos hoje pelo caminho. Será um bom, um abençoado ano novo! Segue ao pé do bom Pastor Cada dia. Nele tens todo o sustento, Tudo de que necessitas Na jornada: Cada dia. N. L. Zinzendorf

2 de Janeiro

E havia maior largura … para cima, … o templo tinha mais largura para cima. (Ez 41.7.)

Não devemos contentar-nos entre as brumas do vale, quando temos diante de nós o cimo do Tabor. O orvalho dos montes é refrescante, e é puro o ar das montanhas. Como é rica a visão dos que moram no alto, com as janelas dando para a Nova Jerusalém! Muitos santos contentam-se em viver como os mineiros nas minas de carvão, sem nunca ver o sol. Seu rosto está manchado de lágrimas, quando poderia estar ungido com óleo celeste.

Estou convencido de que muitos crentes definham em masmorras, quando podiam andar pelos terraços do palácio e avistar a boa terra e o Líbano! Crente, levante-se da condição em que está. Lance de si a inércia, a letargia, a frieza — o que quer que esteja interferindo em seu amor por Cristo.

Seja Ele a fonte, o centro e a circunferência de todo o seu prazer. Não se contente mais com as suas exíguas conquistas. Aspire por uma vida mais plena, aspire por uma vida mais alta, aspire por uma vida mais nobre. Vá para cima. Vá para mais perto de Deus! — Spurgeon

Cristo estava ali. A fonte de Vida. Ele estava ali. Ao alcance de todos, Para quem o quisesse. Cristo estava ali. Maria sentou-se a seus pés, a escutá-lo;

E João reclinou-se em Seu peito sagrado. Zaqueu recebeu-O contente, em seu lar. “Eis que estou convosco.” Ele está conosco; Ele, sempre o mesmo, Sempre desejoso De nos receber. Cristo está conosco, Presente. Onde estás? Não são muitos de nós que estão alcançando uma vida mais elevada. Muitos se demoram nos caminhos planos, porque têm medo de escalar as montanhas.

As ladeiras ásperas os desanimam; então ficam no vale sombrio, e não vêm a conhecer o mistério dos montes. Não sabem o que perdem em sua autocomplacência, a glória que os espera — se apenas tiverem coragem para fazer a escalada; a bênção que encontrariam, se apenas se erguessem até os caminhos de Deus. — J. R. M.

Por que não andarmos mais perto de Cristo? Por que passar fome ante mesa tão farta? Por que estar no baixo, se os cumes são nossos? Cheguemo-nos pois!

3 de Janeiro

Eu seguirei guiando-as pouco a pouco, no passo do gado que me vai à frente… e no passo dos meninos. (Gn 33.14.) Nós ainda não passamos por este caminho, mas o Senhor Jesus

já passou. É um caminho ainda não palmilhado por nós, mas Ele o conhece todo por experiência pessoal. Os trechos íngremes que nos tiram o fôlego, os trechos pedregosos que nos magoam os pés, e outros escaldantes que nos deixam tão cansados, os rios turbulentos que temos de atravessar — por tudo isso Jesus já passou antes de nós.

Ele esteve “cansado da viagem”. Não só algumas, mas todas as muitas águas passaram sobre ele; e não puderam apagar Seu amor. Ele é um guia perfeito, pelas coisas que padeceu. “Ele conhece a nossa estrutura, e lembra-se de que somos pó.” Pense nisto, quando você for tentado a duvidar de que Ele o guia com bondade.

Ele sabe de tudo, o tempo todo; e não vai fazer que você dê sequer um passo além do que os seus pés aguentam. Não se importe se acha que não será capaz de dar o próximo passo, pois, ou Ele lhe dará a força necessária para dá-lo, ou ordenará uma parada, e você não o terá que dar. — Frances Ridley Havergal

Que bonito este quadro do cuidado de Jacó para com o gado e as crianças. Não os deixaria cansarem-se demais por um dia sequer. Não iria conduzi-los segundo a rapidez dos passos de um homem forte como Esaú, mas só de acordo com o que eram capazes de suportar. Ele sabia exatamente a distância que aguentariam percorrer num dia; e foi só o que levou em conta ao programar as caminhadas.

Ele havia percorrido os mesmos caminhos desertos, tempos atrás, e conhecia por experiência as suas asperezas, calor e extensão. Por isso disse: “Eu seguirei guiando-as pouco a pouco.” Tudo são flores? E pastos verdes? Sabes que não. Nem sempre.

Mas a promessa diz fielmente Que nada te faltará. Por que temores? O Mestre falha? Eu sei que não. Não falha. Que tudo mude, tenho a promessa De que Ele comigo está.

4 de Janeiro

Vai, disse-lhe Jesus; teu filho vive. O homem creu na palavra de Jesus, e partiu. (Jo 4.50.) Orando, crede. (Mc 11.24.)

Quando um assunto requer oração específica, devemos orar, até estarmos seguros de que o assunto está nas mãos de Deus; até podermos, com sinceridade, dar-lhe graças pela resposta. Se a resposta aparentemente demorar, não devemos ficar orando como quem não crê que ela vem.

Tal oração, em vez de servir de ajuda, será um obstáculo, pois, quando acabarmos de orar, veremos que a nossa fé se enfraqueceu ou até mesmo se foi. O impulso que nos leva a fazer essa oração veio evidentemente de nós mesmos ou do inimigo. Se o Senhor está-nos fazendo esperar, pode não ser errado mencionarmos o assunto a Ele outra vez, mas façamo-lo como alguém que está crendo. Não oremos de tal modo a perder a fé, em vez de crescer na fé. Digamos ao Senhor que estamos esperando e crendo que Ele nos ouviu, e desde já, louvemo-lo pela resposta.

A própria fé é robustecida quando podemos dar graças pela resposta que já cremos que vamos receber. A oração que nos faz sair da fé nega tanto a promessa de Deus na Sua Palavra, como aquele “Sim” que Ele segredou ao nosso coração. Essas orações expressam a inquietação do coração, e inquietação resulta de incredulidade quanto à resposta. “Pois nós os que cremos entramos no repouso” (Hb 4.3).

É quando ficamos mais voltados para as dificuldades do que para as promessas de Deus, que muitas vezes nascem essas orações ansiosas. Vigiemos e oremos para não cairmos na tentação de orar assim. Abraão, “embora levasse em conta o seu próprio corpo já amortecido, não duvidou da promessa de Deus” (Rm 4.19,20).

Fé não é um sentido, nem vista, nem razão — é tomar a Deus na sua Palavra. — Evans

O começo da ansiedade é o fim da fé, e o começo da fé é o fim da ansiedade. — Jorge Müller ”

Visto que por tal caminho nunca passastes antes” (Js 3.4). No meio de circunstâncias confortáveis a sua fé não vai crescer. Num momento a sós com Deus, Ele nos dá uma promessa e, com palavras grandiosas e cheias de graça, confirma uma aliança conosco. Põe-se, então, à distância para ver quanto nós cremos, e a seguir, permite que o tentador venha — ah, e a prova parece contradizer tudo o que Ele falou. É nessa hora que a fé ganha a coroa. É o momento de olharmos para cima através da tempestade e, do meio dos navegantes atemorizados, exclamar: “Eu confio em Deus, que sucederá do modo por que me foi dito”. Eu sei em quem tenho crido. Ele criou céus e terra,

Me fez, e por mim se deu. Por isso, rujam as águas, no que me falou, espero. Fiel é o que prometeu.

5 de Janeiro

Senhor, além de ti não há quem possa socorrer. (2 Cr 14.11.) Lembremos ao Senhor a inteira responsabilidade dEle: “Além de ti não há quem possa socorrer”. As desvantagens de Asa eram enormes. Vinham contra ele um milhão de homens, além de trezentos carros. Parecia impossível manter-se de pé contra aquela multidão. Não havia aliados que pudessem vir auxiliá-lo.

Sua única esperança, portanto, estava em Deus. Às vezes Deus permite que as nossas dificuldades cheguem a um tal ponto, que sejamos levados a renunciar a qualquer auxílio humano — a que tenhamos recorrido em provações menos duras — e a buscar de novo o Amigo todo-poderoso.

Ponhamos o Senhor entre nós e o inimigo. Para a fé de Asa, era como se Jeová estivesse de pé entre ele — que não tinha forças — e o poderio de Zerá. E não estava enganado. Lemos que os etíopes foram destruídos diante do Senhor e diante do seu exército — como se combatentes celestes estivessem lutando por Israel contra o inimigo e pondo em fuga seu grande exército; de modo que Israel só teve de segui-lo e tomar os despojos. Nosso Deus é Jeová dos exércitos, que, para ajudar seu povo, pode a qualquer momento convocar reforços inesperados. Creiamos que Ele está ali, entre nós e a dificuldade, creiamos, e então aquilo que está-nos perturbando fugirá diante dele como fogem as nuvens ante o vento forte. — F. B. Meyer.

Por fé, e não por vista. Abraão creu, e disse à vista: “Sai do caminho!”; e às leis da natureza: “Calai-vos!”; e a um coração apreensivo: “Aquieta-te, enganoso tentador!” Ele creu em Deus. — J.P.

Senhor, interpõe-Te entre mim e o inimigo; Eu vejo que em mim não há forças. É Tua a peleja. Combate por mim. Espero na Tua vitória. Senhor, interpõe-Te entre mim e este mundo, A vida se torna difícil! — Não pertenço mais a ele. Tu és meu refúgio. Assiste-me. Vive por mim! Senhor, interpõe-Te entre mim e o que é lícito. Eu quero que estejas no centro. Que rejas em tudo e me dês equilíbrio. Expande em meu ser Tua vida. Amém.

6 de Janeiro

Quando passares pelas águas eu estarei contigo. (Is 43.2.)

Deus não abre de antemão o caminho à nossa frente, mas somente à medida que vamos dando cada passo. Ele não promete enviar ajuda antes de ser necessário. Ele não retira os obstáculos do caminho antes de chegarmos a eles. Mas quando chegamos ao extremo da nossa necessidade, ali está a mão de Deus, estendida.

Muitos se esquecem disto e estão sempre ansiosos por causa das dificuldades que preveem para o futuro. Esperam que Deus esteja aplanando e abrindo o caminho, quilômetros à sua frente, quando ele prometeu fazê-lo passo a passo, segundo a necessidade. Precisamos antes chegar às águas e entrar em sua correnteza, para então clamar pela promessa. Muitos temem a hora da morte e queixam-se de não terem “graça para morrer”. É claro; não têm graça para morrer, enquanto estão com saúde, no meio dos afazeres diários, com a morte ainda à distância.

Por que teriam a graça agora? É de graça para os afazeres, que precisam no momento — graça para viver. De graça para morrer precisarão quando chegar a hora da morte. — J. R. M.

Disseste: “Ao passares pelas águas, Estarei contigo”. Passei por águas fundas… E o que eu ouvira com meus ouvidos, Então provei — Tua presença esteve comigo! E eu Te vi no sofrer. Disseste:’Ao passares pelos rios, Não te cobrirão”. Passei por rios turvos!… E o que eu ouvira com meus ouvidos, Passei a ver — A Tua mão me susteve à tona. E provei que és fiel. Disseste: “Ao passares pelo fogo, Não te queimarás”. … Eu não passei por fogo… Porém, se um dia for passar, (Meu Deus!) Eu sei Que estás velando pela Palavra, E a cumprirás! Pois eu ouvia com meus ouvidos, Senhor, mas hoje, Os meus olhos Te vêem.

7 de Janeiro

Aprendi a viver contente em toda e qualquer situação. (Fp 4.11.)

Paulo estava destituído de todo conforto, numa cela de prisão, quando escreveu essas palavras. Conta-se que um rei foi certa manhã ao seu jardim e encontrou as plantas murchando e morrendo. Perguntou ao carvalho, que ficava junto ao portão, o que significava aquilo. Descobriu que a árvore estava cansada de viver, porque não era alta e elegante como o pinheiro.

O pinheiro, por sua vez, estava desconsolado porque não podia produzir uvas, como a videira. A videira ia desistir da vida porque não podia ficar ereta e nem produzir frutos delicados como o pessegueiro. O gerânio estava agastado porque não era alto e fragrante como o lírio. E o mesmo acontecia em todo o jardim. Chegando-se ao amor-perfeito, encontrou sua corola brilhante e erguida alegremente, como sempre. “Muito bem, meu amor-perfeito, alegro-me de encontrar, no meio de tanto desânimo, uma florzinha corajosa. Você não parece nem um pouco desanimada.” ”Não, não estou.

Eu não sou de muita importância, mas achei que, se no meu lugar o se-nhor quisesse um carvalho, um pinheiro, um pessegueiro ou um lírio, teria plantado um deles; mas sabendo que o senhor queria um amor-perfeito, estou resolvido a ser o melhor amor-perfeito que posso.” Senhor, eu quero estar onde me queres; Ser fiel e dar fruto para Deus, Onde Tu me puseres. Os que se deram a Deus sem reserva, estão contentes em qualquer situação. Pois querem só o que é a vontade dele, e desejam fazer para Ele tudo o que ele quiser. Esvaziam-se de tudo, e nisso encontram tudo cem vezes mais.

8 de Janeiro

Farei descer a chuva a seu tempo, serão chuvas de bênção. (Ez 34.26.)

Como está o tempo esta manhã em sua vida? É tempo de sequidão? Então é o tempo oportuno para chuvas. Tempo de ar pesado e nuvens negras? É o tempo para chuvas. Veja que a palavra está no plural: “Farei descer… chuvas de bênção” — Deus manda todo tipo de bênçãos.

As bênçãos de Deus vêm todas juntas, como os elos numa corrente de ouro. Aquele que dá a graça da conversão dá também a graça do consolo. Ele enviará “chuvas de bênção”, Ó planta crestada, olhe para cima e abra as suas folhas e flores à chuva do céu. — Spurgeon

Senhor, minha alma Te deseja muito, Numa terra sedenta, Onde faltam as águas. Eu não tenho recursos pra exigência da hora.

Ó senhor, minha fonte, Satisfaz-me. És poderoso e todo-suficiente Ó Jeová El Shaddai, Deus que nutre e sustenta Qual criança de colo Eu me deixo em Teus braços. Ó Senhor, minha fonte, Satisfaz-me. Tu prometeste carregar meu fardo; A Teus pés o deponho. Olha o que me concerne.

Quero agora, em silêncio, Contemplar o Deus vivo. Ó Senhor, minha fonte, Satisfaz-me. Senhor, Tu podes mudar o meu espinho em flor; e eu quero que o meu espinho seja uma flor. Jó recebeu o brilho do sol, depois da chuva — mas teria sido em vão aquela chuva? Jó queria saber, e eu também quero, se o brilho do sol não teve nada a ver com a chuva. E Tu podes dizer-me — a Tua cruz pode dizer-me. Tu coroaste o Teu sofrimento. Seja essa a minha coroa, Senhor. Eu só poderei triunfar em Ti, se conhecer o esplendor que há na chuva. — George Matheson

A vida frutífera busca tanto as chuvas como o sol. Já reparaste que o sofrimento Abranda os corações? E percebeste que na dor Há um mundo de lições? Procura ouvir o que Deus te fala Nas aflições.

9 de Janeiro

“Porque para mim tenho por certo que os sofrimentos do tempo presente não são para comparar com a glória por vir a ser revelada em nós.” (Rm 8.19.)

Há um fato curioso a respeito da mariposa imperial: ela sai do casulo por uma abertura que nos parece pequena demais para o seu corpo. E, interessante, não deixa vestígio de sua passagem: um Casulo vazio é tão perfeito como um casulo ocupado. Vim a saber que, segundo se supõe, a exígua abertura desse casulo é uma provisão da natureza para forçar a circulação dos humores nas asas da mariposa, asas que ao tempo da eclosão são menores que as de outros insetos congêneres.

Certa vez guardei por bom tempo um desses casulos, que têm Interessante forma cilíndrica. Estava ocupado. Eu anelava por ver chegar o dia da saída do inseto. Finalmente o dia esperado chegou: e lá fiquei eu uma manhã inteira, interrompendo a todo momento o meu serviço, para observar a trabalhosa saída da mariposa.

Mas, no meu entender, aquela saída estava trabalhosa demais! Pensei que talvez fosse por ter o casulo ficado tanto tempo fora de seu habitat, quem sabe se em condições desfavoráveis. Podia ser que suas fibras se tivessem ressecado ou enrijecido. E agora o pobre inseto não teria condições de sair dali.

Depois de muito pensar, arvorando-me em mais sábio e com-passivo que seu Criador, resolvi dar-lhe uma pequena ajuda. Tomei uma tesoura e dei um pique no fiozinho que lhe embaraçava a saída. Pronto! Sem mais dificuldade, lá saiu a minha mariposa, arrastando um corpo intumescido. Fiquei atento e curioso para ver a expansão de suas asas encolhidas, o que é um espetáculo admirável aos olhos do observador. Olhava curiosamente aqueles minúsculos pontos coloridos, ansioso por vê-los dilatarem-se, formando os desenhos que fazem da mariposa imperial a mais bela de sua espécie.

Mas, nada… E o fenômeno nunca se deu! Em minha pressa de ver o inseto em liberdade, eu havia, sem o saber, impedido que se completasse o laborioso processo que estimularia a circulação nos minúsculos vasos de suas asas! E a minha mariposa, criada para voar livremente pelos ares, atravessou sua curta existência arrastando um corpo disforme, com asas atrofiadas.

Muitas e muitas vezes tenho-me lembrado desta mariposa quando observo, com olhos compassivos, pessoas que se estão debatendo em meio a sofrimento, angústias e dores. Eu de bom grado lhes cortaria a disciplina e daria liberdade. Homem sem visão! Qual dessas dores poderia sem dano ser poupada? A perfeita visão, o perfeito amor, que deseja a perfeição de seu objeto, não recua por uma fraqueza sentimental diante do sofrimento presente e transitório. O amor de nosso Pai é muito verdadeiro para fraquejar. Porque ele ama a Seus filhos, Ele os corrige, a fim de fazê-los participantes da Sua santidade. Com este glorioso fim em vista, Ele não nos poupa o pranto. Aperfeiçoados através do sofrimento, como seu Irmão mais velho, os filhos de Deus são exercitados na obediência e trazidos à glória, através de muita tribulação. — De um folheto

10 de Janeiro

Tendo sido impedidos pelo Espírito Santo de pregar a palavra na Ásia. (At 16.6.)

É interessante observar os métodos pelos quais Deus guiou estes primeiros arautos da Cruz. Consistiram em várias proibições quando eles intentavam tomar outra posição que não fosse a certa. Quando iam dirigir-se à esquerda, para a Ásia, Ele os fez parar. Quando procuraram tomar a direita, para a Bitínia, novamente os fez parar.

Anos mais tarde Paulo iria fazer exatamente naquela região um dos maiores trabalhos de sua vida, mas agora a porta para lá lhe era fechada pelo Espírito Santo: a ocasião não estava propícia para o ataque às aparentemente inconquistáveis fortalezas de Satanás. Apolo é que devia ir ali para uma obra pioneira.

Paulo e Barnabé eram necessários mais urgentemente em outro lugar, e precisavam receber ainda um preparo maior antes de assumir aquela tarefa de tanta responsabilidade.

Caro irmão, sempre que você estiver em dúvida sobre a direção a tomar, submeta inteiramente o seu julgamento ao Espírito de Deus, e peça-Lhe para fechar diante de você todas as portas, menos a certa. Diga-Lhe: “Bendito Espírito de Deus, eu lanço sobre Ti a inteira responsabilidade de fechares diante de meus passos toda e qualquer direção que não seja de Deus.

Faze-me ouvir a Tua voz atrás de mim, toda vez que eu me desviar para a direita ou para a esquerda.” Enquanto isso, continue na vereda em que está. Fique na vocação em que foi chamado, até que lhe seja claramente apontado um outro caminho.

O Espírito de Jesus espera, desejoso de ser também para nós o que Ele foi para Paulo. Precisamos apenas ter o cuidado de obedecer até mesmo à menor proibição que Ele nos fizer. E após a oração da fé, se houver diante de nós um caminho sem obstáculos aparentes, sigamos por ali, com o coração contente.

Não nos devemos surpreender se a resposta for uma porta fechada. Quando as portas estão fechadas à direita e à esquerda, é certo haver uma estrada para Trôade. Ali nos espera Lucas, e visões nos apontarão o caminho onde vastas oportunidades, estão abertas e amigos fiéis estão à nossa espera. — Paulo, de Meyer

Ele tem a chave, teu Deus tem a chave De todas as portas adiante de ti! Ele te conhece E conhece a hora. Quando abrir, no tempo, Passa por ali . Ele tem a chave, teu Deus tem a chave De todo mistério, todos os porquês! Ele criou tudo E te fez a mente. Te abrirá, no tempo, O que ora não vês.

Ele tem as chaves, abre e ninguém fecha; Fecha e ninguém abre. De tudo É Senhor! És um filho dele, Por isso, descansa. Teu Deus tem, as chaves, E te tem amor.

11 de Janeiro

Consolai, consolai o meu povo, diz o vosso Deus. (Is 40.1.)

Irmão, armazenemos reservas de consolação. Consolar era a missão do profeta. O mundo está cheio de corações necessitados de consolo, mas para estarmos capacitados para esse ministério, precisamos antes ser preparados. A preparação custa um alto preço, pois, se queremos de fato trazer alívio às pessoas, nós também precisamos passar pelas dores que estão provocando sofrimento e lágrimas em tantos corações nos dias de hoje.

Assim, a nossa própria vida se tornará a escola onde vamos aprender a arte divina de consolar. Somos feridos, para aprender, pelo modo como o Grande Médico nos liga as feridas, a dar os primeiros socorros aos feridos, em toda parte. Geralmente não conseguimos entender o motivo de passarmos por certos sofrimentos. No entanto, se deixarmos passar o tempo, mais tarde encontraremos muitos outros, com as mesmas aflições que agora temos. Então poderemos contar-lhes como sofremos e fomos consolados.

Enquanto o fazemos, aplicamos nos aflitos o bálsamo que uma vez Deus aplicou em nossa vida. Assim compreenderemos, no olhar faminto e no raio de esperança que afastará dessas pessoas a sombra do desespero, por que fomos um dia afligidos. Então bendiremos a Deus pela disciplina que nos trouxe aquela reserva de experiência e de aptidão para socorrer. — Selecionado

Quando estive enfermo, certa vez, prostrado, Aprendi, do modo como fui tratado, Como pensar chagas, Como ter cuidado Com o membro dorido, Com o membro pisado. Na dor que sofri, Sofrendo aprendi. Quando pela angústia, certa vez, rasgado, Aprendi, do modo em que fui consolado, A levar consolo, Ministrar cuidado, Ao que tem sofrido, Ao que está cansado. Na dor que sofri, de Deus aprendi.

12 de Janeiro

Tende por motivo de toda a alegria o passardes por várias provações, sabendo que a provação da vossa fé …produz perseverança. (Tg 1.2,3.)

Deus envolve os Seus com uma “cerca de sebe”, a fim de preservá-los. Mas Seus filhos muitas vezes só vêem o aspecto aparentemente negativo dessa cerca protetora, e por isso interpretam mal os Seus caminhos.

Foi assim com Jó (Jó 3.23). Ah, mas Satanás bem conhecia o valor dessa cerca! Veja o seu testemunho no capítulo 1 verso 10. Na cerca da tribulação, há sempre vãos por onde entra a luz. Um espinho só nos fere quando roçamos contra ele, e nenhum espinho nos tocará sem o conhecimento do Senhor.

As palavras que nos ferem, a carta que nos magoou, a ferida cruel que nos fez o amigo mui caro, o dinheiro curto — tudo isso Ele conhece bem, e se compadece como nenhum outro — e está observando para ver se, em tudo, teremos a coragem de confiar inteiramente nele.

Não estavas sozinho. A palavra que ouviste E que tanto feriu a tua alma, Alguém mais escutou: O Senhor a escutou. Não estavas sozinho, Essa ofensa tão rude, Esse golpe cruel que sofreste, Alguém mais suportou: O Senhor suportou. Não estavas sozinho,

Quando foste lesado E buscaram teu mal sem piedade. Alguém tudo anotou: O Senhor o anotou. O Senhor é presente. O Senhor é contigo. Ele sabe. Ele cuida. — Confia. Mal, em bem tornará. O SENHOR o fará.

13 de Janeiro

Em todas estas cousas, porém, somos mais do que vencedores, por meio daquele que nos amou. (Rm 8.37.)

Temos mais do que vitória. Nosso triunfo é completo. Não somente escapamos da derrota, mas também destruímos os nossos inimigos e ganhamos um despojo tão valioso que podemos agradecer a Deus pela batalha. Como nos tornamos “mais do que vencedores? Adquirindo durante o conflito uma disciplina que fortalecerá muito a nossa fé e consolidará o nosso caráter espiritual. A tentação é necessária para nos firmar e confirmar na vida espiritual.

É como o fogo para as cores de uma pintura em porcelana, ou como os ventos, que ao baterem de encontro aos cedros, mais os levam a fixar-se no solo. Nossos conflitos espirituais devem ser contados entre as mais preciosas bênçãos, e o grande adversário é usado para nos treinar para a sua própria derrota. Segundo uma lenda dos antigos frígios, toda vez que eles venciam um inimigo, o vencedor absorvia o vigor físico de sua vítima, e isso era acrescentado à sua força e valor.

De semelhante modo, a tentação enfrentada vitoriosamente redobra-nos a força e as reservas espirituais. Podemos, assim, não apenas derrotar o inimigo, como também capturá-lo e fazê-lo combater em nossas fileiras.

O profeta Isaías fala em voar sobre os ombros dos filisteus (Is 11.14). Os filisteus eram inimigos mortais dos israelitas, mas a figura sugere que os judeus seriam capacitados não somente a conquistar os adversários, como também a usá-los para carregar nos ombros os vencedores, para outras vitórias.

Assim como o marinheiro sábio usa o vendaval para avançar, manobrando e aproveitando o seu impulso, assim também nos é possível na vida espiritual, pela graça de Deus, tirar proveito de fatos e circunstâncias que parecem ser os mais desagradáveis e adversos. Assim podemos dizer continuamente: “As cousas que me aconteceram têm antes contribuído para o progresso do evangelho.” — Life More Abundantly

“Os navegantes antigos imaginavam que os pequenos insetos construtores dos recifes de coral haviam instintivamente construído os grandes círculos das Ilhas Atol para se protegerem em seu interior.” Um renomado cientista refutou essa crença, mostrando que o inseto só pode viver e prosperar, enfrentando o oceano aberto — nas bem arejadas espumas de suas ondas poderosas.

Assim, tem-se pensado comumente que comodidade e segurança são as condições mais favoráveis de vida; no entanto, todos os homens nobres e fortes provam, ao contrário, que a resistência nas adversidades é que molda os homens de caráter, e distingue uma mera existência de uma vida vigorosa. As dificuldades formam caracteres. — Selecionado “Mas graças a Deus que sempre nos conduz em triunfo no Ungido, e manifesta por meio de nós a fragrância do conhecimento dele, em todo lugar.” (2 Co 2.14 — tradução literal.)

14 de Janeiro

Tira para fora as suas ovelhas. (Jo 10.4.)

Ah, esse é um trabalho penoso para Ele e para nós — é penoso para nós o sair, mas é geralmente penoso para Ele o causar-nos sofrimento; contudo, isso precisa ser feito. Não seria bom para o nosso verdadeiro bem-estar permanecer sempre numa situação feliz e cômoda. Por isso, Ele nos tira para fora.

O redil fica vazio, para que as ovelhas possam vaguear pelos salutares flancos das montanhas. Os obreiros precisam ser atirados ao campo da colheita, de outra forma se perderão os preciosos grãos. Tomemos alento! Se Ele nos tira da proteção do aprisco, é porque ficar dentro não seria o melhor; e se a amorosa mão do Senhor nos faz sair, é porque isso é bom.

Em Seu nome, avancemos para os pastos verdes, para as águas tranqüilas e para os altos montes! Ele vai adiante. O que quer que nos espere no caminho, Ele O encontrará primeiro. Os olhos da fé podem sempre discernir, à frente, a Sua majestosa presença; se não pudermos reconhecê-la, então é perigoso avançar.

Guardemos no coração esta palavra de ânimo: o Salvador já experimentou todas as dificuldades que agora Ele nos pede para enfrentar; e não nos pediria para atravessá-las, se não estivesse certo de que não são difíceis demais para nós, nem estão além das nossas forças.

Assim é a vida abençoada: não fica ansiosa por ver à distância ou preocupada com o próximo passo; não deseja escolher o caminho nem se sobrecarrega com as responsabilidades do futuro; mas vai calmamente seguindo atrás do Pastor, um passo por vez. Eu vou andando com meu Pastor; Passo por passo. Não vejo ao longe, – Nem posso ver — Mas os caminhos a escolher Meu Pastor sabe; e me dirige, Passo por passo.

Tudo Ele sabe; tudo conhece; Já palmilhou estes caminhos; Pode valer-me. E vai à frente Passo por passo. Pra me atacar, todo inimigo Terá primeiro de enfrentar O meu Pastor. E Ele me guarda Passo por passo.

Que temerei, o meu passado? Seja por Ele achei perdão? Quanto ao futuro, Está guardado em Sua mão. Quanto ao presente… Eu vou andando com meu Pastor, Passo por passo. O pastor oriental ia sempre adiante das ovelhas. Qualquer ataque contra elas o tinha pela frente. Deus está adiante de nós. Ele está nos amanhãs. É o amanhã que enche os homens de pavor. Mas Deus já está lá. Todos os amanhãs da nossa vida têm que passar por Ele antes de chegarem até nós. — F. B. M.

15 de Janeiro

Na mesma noite lhe apareceu o Senhor. (Gn 26.24.)

Ele apareceu a Isaque naquela mesma noite, a noite em que fora a Berseba. Será que essa revelação foi um acaso? Será que a ocasião foi acidental? Será que poderia ter acontecido igualmente em outra noite qualquer? Se pensamos que sim, estamos inteiramente enganados.

Por que terá isto acontecido na noite em que Isaque chegou a Berseba? Porque essa foi a noite em que ele alcançou descanso. Em sua antiga localidade ele tinha estado perturbado. Tinha havido ali uma série de querelas mesquinhas quanto a posse de uns simples poços.

Não há nada que perturbe tanto como pequenos aborrecimentos, principalmente se vem uma série deles. Isaque sentiu isso. Mesmo depois de passada a luta, o lugar guardava uma associação desagradável. Ele resolveu sair dali. Buscou mudança de ambiente. Armou suas tendas longe do lugar das antigas lutas. E naquela mesma noite veio a revelação. Deus falou, quando não havia tempestade interior.

Ele não podia falar enquanto a mente estivesse preocupada; precisamos estar quietos para ouvir Sua voz. Só em quietude de espírito Isaque pôde perceber o bulir suave das vestes do Senhor ao passar. Aquela noite de quietude foi luminosa para ele. Será que já consideramos bem as palavras: “Aquietai-vos, e sabei”? Nas horas de perturbação não podemos ouvir a resposta às nossas orações. Quantas vezes nos parece que a resposta vem muito depois!

O nosso coração não obtém a resposta no momento em que clama, isto é, na hora da tempestade, durante a prova de fogo, enquanto dura a tormenta interior. Mas quando cessa o pranto, cai o silêncio e a nossa mão desiste de bater contra a porta de ferro; quando o interesse por outras vidas abranda a tragédia da nossa, então surge a tão demorada resposta.

Devemos descansar, se queremos obter o desejo do nosso coração. Deixemos de tantas preocupações pessoais: nas tribulações de todos, esqueçamos a nossa própria aflição. Nessa mesma noite o Senhor nos aparecerá.

Sobre as águas que se abaixam, brilhará o arco-íris, e no silêncio ouviremos a música do alto. — George Matheson

Pára um pouco, pára um pouco, Deus quer falar-te e não ouves. Há murmúrios, vozerios, Agitações em teu mundo; Dentro de ti, um tumulto… Mas, por quê? Porque não paras. Não te chegas ao Senhor Pra contar-Lhe o que se passa; E pra saber que Ele reina; Pra descansar em Seus braços; Pra que Ele ordene os teus passos “Aquietai-vos…” “Vinde a Mim…” Pára, e vem.

16 de Janeiro

Levantou-se grande temporal. (Mc 4.37.)

Algumas das tempestades da vida vêm de repente: uma grande dor, um desapontamento amargo, uma derrota esmagadora. Outras vêm devagar: aparecem nos recortes do horizonte, pequenas como a mão de um homem; mas a aflição que parecia tão insignificante se espalha até cobrir o céu, e nos confunde. Contudo, é na tempestade que Deus nos prepara para o Seu serviço.

Quando Deus quer um carvalho, Ele o planta num lugar onde as tormentas o fustigarão e onde as chuvas baterão contra ele, e é no meio da batalha contra os elementos que o carvalho ganha suas fibras rijas e se torna o rei da floresta.

Quando Deus quer aperfeiçoar um homem, Ele o coloca em alguma tempestade. A história dos grandes homens é sempre de rudezas e asperezas. Nenhum homem se faz, enquanto não tiver passado pelas ondas da tormenta e encontrado a resposta da sua oração: “Ó Deus, toma-me, quebranta-me, faze-me”. Certo francês pintou um quadro de grandeza incontestável: ali figuram oradores, filósofos, mártires, pessoas que se destacaram em alguma fase da vida.

O fato notável a respeito do quadro é o seguinte: cada homem que se destaca por sua habilidade, destacou-se primeiro por seu sofrimento. No primeiro plano está o homem a quem foi negada a entrada na terra prometida — Moisés. A seu lado está outro, tateando em seu caminho — o cego Homero.

Ali está Milton, cego e de coração partido. Depois vem a figura de um que se ergue entre os demais. E qual a Sua característica? Seu rosto está desfigurado, mais do que o de qualquer outro. O artista poderia ter escrito debaixo de sua obra-prima: “Frutos da Tormenta”. As belezas da natureza surgem após as chuvas. A beleza da montanha nasce na tempestade.

E os heróis da vida são os que foram açoitados pela tormenta e marcados pela batalha. Todos nos já estivemos na tempestade e em meio aos açoites dos ventos. Quais foram as conseqüências? Ficamos feridos, cansados e abatidos no vale? Ou nos erguemos aos picos de uma vida mais rica, mais profunda, mais estável? Nós nos tornamos mais ternos e compassivos para com os feridos da tormenta e marcados da batalha? – Selecionado

Só pode consolar Quem simpatiza. Só simpatiza Quem também sofreu. Por isso nos consola o Homem de dores, Pois nossas dores Padeceu. E na fornalha da aflição Deus nos prepara Pra levarmos também Consolação.

17 de Janeiro

Daniel servo do Deus vivo, dar-se-ia o caso que o teu Deus, a quem tu continuamente serves, tenha podido livrar-te dos leões? (Dn 6.20.)

DEUS VIVO. Quantas vezes encontramos esta expressão na Escritura! E, no entanto, é justamente o que perdemos tão facilmente de vista. Sabemos que está escrito: Deus vivo, mas em nosso viver diário parece que nada perdemos de vista tão depressa como o fato de que Deus é o Deus vivo; é agora o mesmo que era há três ou quatro mil anos; tem para com os que O amam e servem o mesmo poder soberano, o mesmo amor salvador, que teve também no passado; e fará agora pelos Seus o que já fez há dois, três ou quatro mil anos — simplesmente porque é o Deus vivo, Aquele que não muda.

Oh, como devemos confiar nele, e em nossos momentos mais sombrios, nunca perder de vista que Ele ainda é e sempre será o Deus vivo! Se andamos com Ele, olhamos para Ele e dEle esperamos socorro, podemos estar certos de que Ele nunca nos desamparará. Sou um velho irmão, que conheço o Senhor há quarenta e quatro anos, e digo, para seu encorajamento, que Deus nunca falhou para comigo.

Nas maiores dificuldades, nas provas mais difíceis, na maior pobreza e necessidade, Ele nunca me falhou. Por Sua graça aprendi a confiar nEle, e Ele tem sempre vindo em meu socorro. Tenho prazer em falar bem do Seu nome. — Jorge Müller Lutero, certa vez, num momento de perigo e temor em que tinha necessidade de força espiritual, foi visto absorto, escrevendo com o dedo na mesa: “Vivit! Vivit!” (Ele vive! Ele vive!)

Essa é a nossa esperança — para nós mesmos, para a Sua verdade e para a humanidade! Os homens vêm e vão. Líderes, mestres, pensadores falam e trabalham por um tempo e então caem, sem voz e sem força. Ele permanece. Eles morrem, mas ele vive.

Eles são luzes acendidas, e, portanto, mais cedo ou mais tarde, se apagam. Ele É a verdadeira luz, da qual os outros obtêm o seu brilho: Ele brilha para sempre! — Alexander Maclaren “Um dia vim a conhecer o Dr. John D. Adams,” escreveu o servo de Deus C. G. Trumbull, “e fiquei sabendo que, o que ele considerava a sua maior posse era a permanente consciência da presença do Senhor Jesus.

Dizia que nada lhe dava maior segurança do que a consciência de que o Senhor estava sempre com ele em presença real. Dizia que isto não dependia de seus sentimentos ou emoções, nem de seus merecimentos ou de suas próprias idéias sobre como o Senhor manifestaria a Sua presença.

“Dizia ainda que Cristo era o lar dos seus pensamentos. Toda vez que sua mente estava livre de outros assuntos, voltava-se para Cristo; e ele falava em voz alta com Cristo quando estava só — na rua, em qualquer outro lugar — tão fácil e naturalmente como com um amigo qualquer. Tão real era para ele a presença de Jesus.”

18 de Janeiro

Graças, porém, a Deus que em Cristo sempre nos conduz em triunfo. (2 Co 2.14.)

De aparentes derrotas Deus tira as Suas maiores vitórias. Muitas vezes o inimigo parece triunfar temporariamente, e Deus assim permite. Depois então Ele confunde toda a obra do inimigo, desfaz sua aparente vitória e, como diz a Escritura, “transtorna o caminho dos ímpios”.

Assim Ele nos leva a experimentar uma vitória muito maior do que se não tivesse permitido ao inimigo um aparente triunfo no início. A história dos três moços hebreus lançados na fornalha ardente é bastante conhecida, e nos traz um exemplo de vitória aparente do inimigo.

Parecia que os servos do Deus vivo iam sofrer uma terrível derrota. Por certo todos nós já estivemos em situações onde parecíamos derrotados — e o inimigo se regozijava.

Podemos imaginar a derrota completa que os três jovens pareciam estar sofrendo: lançados na fornalha, com os inimigos observando para vê-los arder naquelas chamas. Porém, em que grande pasmo ficaram estes ao foi passeando dentro do fogo! E Nabucodonosor falou-lhes: “Saí e vinde”.

Nem um fio de cabelo estava queimado e nem havia cheiro de fogo em suas vestes, “porque não há outro Deus que possa livrar como este”. Essa aparente derrota resultou em extraordinária vitória. Suponhamos que aqueles três homens tivessem perdido a fé e a coragem e tivessem murmurado, dizendo: “Por que Deus não nos livra de irmos para a fornalha?” Teriam sido queimados, e Deus não teria sido glorificado. Se hoje passarmos por uma grande provação, não a tomemos como derrota, mas continuemos, pela fé, a declarar vitória por intermédio daquele que é poderoso para fazer-nos mais do que vencedores: uma gloriosa vitória logo aparecerá.

Aprendamos que, em todos os lugares difíceis a que Deus nos leva, Ele está criando oportunidades para exercitarmos a nossa fé, de tal forma que ela traga resultados positivos e glorifique o Seu nome. — Life of Praise.

O temporal nos faz buscar abrigo. A tempestade no viver, Embora queira parecer Vitória do inimigo, Nos leva a procurar, E então a conhecer De perto O grande Amigo!

Por isso, aos temporais que me afligiram, Hoje eu bendigo.

19 de Janeiro

Orar sempre e nunca esmorecer. (Lc 18.1.)

“Vai ter com a formiga.” Tamerlane costumava contar aos amigos uma estória de sua mocidade. “Certa vez,” dizia ele, “para escapar de inimigos, fui forçado a me esconder nas ruínas de um edifício, e passei ali sentado muitas horas. Desejando distrair a mente da triste situação em que me achava, fiquei olhando uma formiga que subia por uma parede, carregando um grão de trigo maior do que ela; contei todas as suas tentativas para alcançar o objetivo.

O grãozinho caiu sessenta e nove vezes, mas o inseto perseverou, e, ao completar setenta vezes, alcançou o topo. Aquela cena me deu coragem no momento, e nunca esqueci a lição.” — The King´s Business

A oração que toma como razão para desânimo o fato de orações passadas não terem sido respondidas, já deixou de ser a oração da fé. Para a oração da fé, a ausência de resposta é apenas evidência de que o momento da resposta está muito mais perto. De princípio a fim, as lições e os exemplos do Senhor nos ensinam: a oração que não persevera, não insiste no pedido e não se renova mais e mais, tomando forças de cada petição anterior, não é a oração que prevalece. — William Arthur

Certa vez o grande músico Rubenstein disse: “Se passo um dia sem praticar, eu noto a diferença; se passo dois dias, meus amigos notam a diferença; se passo três dias, o público nota a diferença.” É como se costuma dizer: a perfeição vem da prática. Assim, pois, continuemos crendo, continuemos orando, continuemos a fazer a Sua vontade.

Em qualquer ramo da arte, por exemplo, se alguém deixar de praticar, sabemos qual será o resultado. Se apenas usássemos em nossa vida religiosa o mesmo tipo de senso comum que usamos em nosso viver diário, caminharíamos para a perfeição. Este era o moto de Davi Livingstone: “Eu resolvi nunca parar sem ter chegado ao fim e cumprido o meu propósito.” Com firme persistência, e confiante em Deus, ele venceu.

20 de Janeiro

Melhore a mágoa do que o riso, porque com a tristeza do rosto se faz melhor o coração. (Ec 7.3.)

Quando a tristeza vem sob o poder da graça divina, ela tem um múltiplo ministério em nossa vida. A tristeza revela profundezas de nossa alma que não conhecíamos, bem como capacidades de experiência e serviço que ignorávamos. Pessoas fúteis, levianas, são sempre superficiais, e nunca têm a mais leve idéia das coisas mesquinhas que há em sua natureza.

O sofrimento é o arado de Deus, que revolve as profundezas da alma para que ela possa produzir mais abundante colheita. Se não tivéssemos caído, em Adão, então a força normal para dilatar as capacidades da nossa alma seria a alegria divina. Mas num mundo decaído, o sofrimento (desprovido, porém, do desespero) é o instrumento escolhido por Deus para nos revelar aos nossos próprios olhos.

Assim, é a dor que nos faz pensar profunda, longa e sobriamente. O sofrimento nos faz andar mais devagar e com mais consideração pelos outros, e leva-nos a pesar os nossos motivos e atitudes. O sofrimento é que abre os nossos olhos para as potencialidades da vida espiritual que Deus pôs em nós.

É o sofrimento que nos faz dispostos a usar toda a nossa capacidade em servir a Deus e ao próximo. Imaginemos um grupo de pessoas indolentes, vivendo ao pé de uma cadeia de montanhas, sem nunca se aventurarem a explorar os seus vales e reentrâncias; um belo dia, uma tempestade violenta bate contra aqueles montes e rasga as suas gargantas, pondo à mostra os recessos ocultos dos vales.

Então os habitantes do sopé dos montes se maravilham ante os segredos inexplorados de uma região tão próxima e contudo tão desconhecida. Assim acontece com muitas almas que vivem indolentemente na periferia de sua própria natureza, Até que grandes tempestades de sofrimento vêm revelar profundezas escondidas, de seu ser, que até então nem supunham existir.

Ninguém é grandemente usado por Deus, sem antes ser quebrado. José sofreu mais que qualquer outro filho de Jacó. E isto o levou à tarefa de dar suprimento para todas as nações. Por esta razão o Espírito Santo disse a respeito dele: “José é um ramo frutífero… junto à fonte; seus galhos se estendem sobre o muro” (Gn 49:22). É o sofrimento que faz dilatar a alma. — The Heavenly Life

Eu vi o arado sulcando a terra, E meditei: A minha vida é como um campo Sob o olhar do Senhor; — Onde irá crescer O precioso grão? Onde, a fé? Onde, o amor? A compreensão? — No sulco aberto pela dor.

Cada pessoa e cada nação tem que aprender na escola da adversidade, na escola de Deus. “Podemos dizer: ‘Bendita é a noite, pois nos faz ver as estrelas’. Do mesmo modo podemos dizer: ‘Bendito é o sofrimento, pois nos faz ver as consolações de Deus’. As enchentes levaram-lhe a casa e o moinho, tudo o que o pobre homem possuía na vida. Mas enquanto contemplava a cena de sua miséria depois de baixadas as águas, com o coração partido e desanimado, ele viu alguma coisa brilhando nos barrancos desnudados pelas águas. ‘Parece ouro’, disse. E era ouro. A enchente que o havia deixado pobre o fazia rico. Assim acontece muitas vezes na vida.” — H. C. Trumbull

21 de Janeiro

Em nada considero a vida preciosa para mim mesmo. (At 20.24.)

Lemos no livro de Samuel que, quando Davi foi ungido rei em Hebrom, “todos os fílisteus subiram em busca de Davi”. No momento em que obtemos do Senhor qualquer coisa pela qual vale a pena lutar, já o adversário vem em nosso encalço. Quando o inimigo nos vem de encontro no limiar de algum grande serviço para Deus, aceitemos isto como um “indício de salvação”, e tomemos da parte de Deus bênção dobrada: vitória e poder.

O poder se desenvolve pela resistência. O canhão atira mais longe porque o poder explosivo tem que vencer uma resistência. A eletricidade é produzida na usina distante, pela brusca fricção das turbinas em giro. E assim descobriremos um dia que até mesmo Satanás foi um dos agentes das bênçãos de Deus. — Days of Heaven upon Earth

A tribulação é o caminho do triunfo. O caminho que passa pelo vale conduz a uma vereda elevada. Em todas as coisas grandes, estão as marcas de tribulação. As coroas são preparadas em cadinhos. O caráter das pessoas que se encontram aos pés de Deus é forjado nos sofrimentos aqui da terra.

Ninguém que nunca pisou os lagares da dor sabe o que é triunfar. Com profundos sulcos de angústia cavados em sua fronte o “Homem de Dores” disse: “No mundo passais por aflições” — mas depois disto vem a confortadora promessa: “tende bom ânimo, eu venci o mundo”. As pegadas da dor se vêem por toda parte. Nos degraus que levam aos tronos vemos marcas de sangue. As cicatrizes são o preço dos cetros.

As nossas coroas serão arrancadas às mãos dos gigantes que conquistarmos. Não é segredo que o sofrimento sempre foi a porção dos grandes. A tribulação tem sido a marca no caminho de todos os grandes reformadores.

É a história de Paulo, de Lutero, Savonarola, Knox, Wesley e todos os outros soldados do poderoso exército. Eles alcançaram o poder, através de grande tribulação. Os grandes livros têm sido escritos com o sangue do autor. Quem foi o incomparável poeta dos gregos? Homero. Mas o grande cantor era cego.

Quem escreveu o imortal “O Peregrino”? Um príncipe vestido de púrpura, reclinado em deliciosos coxins?! Não! os halos fulgurantes daquela visão douraram as paredes escuras da velha prisão de Bedford, onde João Bunyan, o nobre prisioneiro, o glorioso gênio, transcrevia fielmente a cena.

22 de Janeiro Para um lugar deserto, à parte. (Mt 14.23.)

“Na pausa não há música, mas a pausa ajuda a fazer a musica.” Na melodia da nossa vida a música é interrompida aqui e ali por “pausas”, e nós, sem refletir, pensamos que a melodia terminou. Deus nos envia um tempo de parada forçada, de enfermidade de planos fracassados, de esforços frustrados, e faz uma pausa repentina no coral de nossa vida.

E nós lamentamos que a nossa voz tinha de calar-se, e tenha de faltar a nossa parte na música que sobe constante aos ouvidos do Criador. Mas, como é que o maestro lê a pausa? Ele continua a marcar o compasso com a mesma precisão e toma a nota seguinte com firmeza, como se não tivesse havido interrupção alguma. Deus segue um plano ao escrever a música de nossas vidas.

A nossa parte deve ser aprender a melodia, e não desmaiar nas pausas”. Elas não estão ali para serem passadas por alto ou serem omitidas, nem para atrapalhar a melodia ou alterar o tom. Se olharmos para cima, Deus mesmo marcará o compasso para nós. Com os olhos nele, vamos ferir a próxima nota com toda a clareza murmurarmos tristemente: “Na pausa não há música”, não nos esqueçamos, contudo, de que “ela ajuda a fazer a música”.

Comporá música da nossa vida é geralmente um processo lento e trabalhoso. Com paciência Deus trabalha para nos ensinar! E quanto tempo Ele espera até que aprendamos a lição! — Ruskin

Chamado à parte, pra ficar parado. Pausa, Silêncio em minha atividade. Quanta coisa parada, que entendia encaminhar, fazer e realizar. Chamado à parte? — Para estar a sós Com meu Senhor. Chamado à parte. A um lugar deserto.

Ninguém afim para me ouvir as queixas, Para entender, para simpatizar. E a dor, a incompreensão, dúvidas, sombras,… Chamado à parte? — Pra falar a sós Com meu Senhor. Chamado à parte. A uma longa espera.

Parece às vezes que não passa o tempo. Teria pressa! a noite se aproxima! Tanta necessidade… e nada posso. Chamado à parte? — Para andar a sós Com meu Senhor. Chamado à parte, para estar com Ele, Privar com Ele, andar no passo dele. Que importa se outras coisas não são feitas ? Das muitas coisas, uma é necessária. Chamado à parte? — Para conhecê-lO — O meu Senhor.

23 de Janeiro

Por que te conservas longe, Senhor? (Sl 10.1.)

Deus é “socorro bem presente na angústia”. Mas Ele permite que as tribulações nos alcancem, como se estivesse indiferente à sua pressão perturbadora, para que cheguemos ao fim de nossas próprias forças e descubramos o tesouro escondido, o imenso lucro da tribulação.

Podemos estar seguros de que Aquele que permite o sofrimento está conosco na dor. Pode ser que só O vejamos quando a aflição já estiver passando, mas precisamos atrever-nos a crer que Ele nunca sai de perto do crisol.

Nossos olhos estão vendados e não podemos ver Aquele a quem amamos. Está escuro — as vendas nos cegam, de forma que não podemos enxergar a figura do Sumo Sacerdote: mas Ele está ali, profundamente compadecido. Não consideremos os nossos sentimentos, mas a Sua imutável fidelidade; e embora não O vejamos, falemos com Ele. Assim que começamos a conversar com Jesus, crendo na Sua real presença, embora nos esteja velada, vem-nos em resposta a Sua voz — que nos prova que Ele está ali, no meio da sombra, velando sobre o que é Seu.

O Pai está tão perto quando passamos pelo túnel, como quando caminhamos sob o céu aberto. Comigo estás, Senhor. Embora eu não Te veja, Sei muito bem que Tu comigo estás. Segura forte a minha mão na dor; Cerca o meu coração com Teu amor; Ergue a minha alma, e que ela firme esteja. Repouso em Ti, Senhor. Comigo estás.

24 de Janeiro

Mas a pomba, não achando onde pousar o pé, tornou a ele… À tarde ela voltou a ele; trazia no bico uma folha nova de oliveira. (Gn 8.9-11.)

Deus sabe exatamente quando nos deve negar qualquer sinal de encorajamento e quando nos deve dar algum. Como é bom saber que sempre podemos confiar nEle! Quando nos são tiradas todas as evidencias de que Ele Se lembra de nós, tanto melhor. A Sua Palavra e as Suas promessas são muito mais sólidas e de confiança do que qualquer evidência fornecida pelos sentimentos, e o Senhor quer que aprendamos isso.

Quando Ele nos dá as evidências, muito bem; mas saberemos apreciá-las melhor depois de termos confiado sem elas. Os que estão prontos a confiar em Deus sem outra evidência senão a Sua Palavra, sempre recebem o maior número de evidências da parte do Seu amor. — C. G. Trumbull

Meu Deus, Que bom saber que existes; Que estás aí; que és sempre o mesmo. Saber que tudo sabes; Que és amor; E saber que o meu tempo e os meus dias Estão nas Tuas mãos. Que bom, meu Deus. Senhor, Que bom que me alcançaste Mediante a cruz.

Que bom que posso ver-Te; Chegar-me como sou e como estou; Falar contigo; Ouvir-Te. Que bom, Senhor. Meu Pai, Que bom ter a Palavra; Saber que é viva como Tu és vivo; E ter em mim o Espírito da graça Que a ilumina pra mim E a torna vida em mim. Meu Pai, que bom.

A demora de Deus não é uma recusa; muitas orações são registradas na Sua presença, tendo ao lado as palavras: “Ainda não é chegada a minha hora”. Deus tem um tempo aprazado e também um propósito estabelecido. Aquele que traça os limites da nossa habitação ordena também o tempo do nosso livramento.

Deus não tarda, Crê, somente. A seu tempo Fará tudo, Prontamente.

25 de Janeiro

A tua vara e o teu cajado me consolam. (Sl 23.4.)

Na casa de meu pai, na fazenda, há um pequeno armário junto à lareira, onde estão guardados os bordões e bengalas de várias gerações de nossa família.

Em minhas visitas à velha casa, quando meu pai e eu vamos sair para uma caminhada, muitas vezes abrimos aquele armário e tiramos dali o bastão que mais nos convém para o passeio. Isso muitas vezes me faz lembrar que a Palavra de Deus é um bordão.

Durante a guerra, quando pairava sobre nós o desânimo e uma constante ameaça de perigo, o verso “Não se atemorizam de más notícias; o seu coração é firme, confiante no Senhor” (Sl 112.7) serviu-me de bordão para atravessar muitos dias escuros.

Quando a morte levou nosso filho e deixou-nos quase despeda-çados, encontrei outro bordão, na promessa de que “o choro pode durar uma noite, mas a alegria vem pela manhã”.

Quando fiquei separado dos meus por um ano por causa de minha saúde, sem saber quando me seria permitido voltar para casa e trabalhar novamente, levei comigo este bordão que nunca falhou: “Eu é que sei que pensamentos tenho a vosso respeito, diz o Senhor; pensamentos de paz, e não de mal”.

Em tempos de maior perigo ou dúvida, quando todos os juízos humanos pareciam não ter nenhum valor, foi suave avançar com este bordão: “No sossego e na confiança estaria a vossa força”.

E nas emergências, quando parecia não haver tempo para tomar uma deliberação ou mesmo para agir, este bordão nunca me falhou: “Aquele que crer, não se apresse”. — Benjamin V. Abbott em The Outlook

“Eu nunca teria compreendido”, disse a esposa de Martinho Lutero, “o que significavam certas palavras de alguns salmos, as expressões de angústia de espírito, jamais  entenderia a prática dos deveres cristãos, se Deus não me tivesse dado aflições.” De fato, a vara de Deus é como o ponteiro do professor, que aponta a letra para que o aluno possa acompanhá-la melhor; com ela Ele nos aponta muitas lições boas que de outra forma não aprenderíamos. — Selecionado

Deus sempre envia, com a Sua vara, o Seu cajado. “O ferro e o metal será o teu calçado, e a tua força será como os teus dias.” (Dt 33.25.)

Podemos estar certos de que, se Deus nos envia por terrenos pedregosos, Ele nos prove de sapatos fortes; e não nos mandará a nenhuma caminhada sem nos equipar convenientemente para ela. — Maclaren

26 de Janeiro

Eis aqui, tenho começado a dar-te … começa pois a possuir. (Dt 2.31.)

Muitas vezes a Bíblia nos fala a respeito de esperarmos no Senhor. Toda a ênfase que dermos a este ponto nunca é demais. Facilmente nos impacientamos ante a demora de Deus. Grande parte das nossas aflições provêm da pressa.

É como se não pudéssemos esperar o fruto amadurecer, e quiséssemos colhê-lo verde. Não conseguimos esperar pela resposta de nossas orações, embora às vezes sejam necessários longos anos de preparação para que aquilo que pedimos venha a ser nosso. Somos exortados a andar com Deus; muitas vezes, no entanto, Deus anda muito devagar.

Contudo, há outra face da lição: Deus freqüentemente espera por nós. Várias vezes deixamos de receber a bênção que Ele preparou para nós, porque não estamos avançando com Ele.

Assim como perdemos muitas bênçãos por não esperarmos por Deus, também perdemos outras por esperarmos além do tempo. Há ocasiões em que a nossa força se revela em permanecermos quietos, mas há também ocasiões em que devemos avançar com passo firme.

Muitas promessas de Deus estão condicionadas a um começo da ação da nossa parte, isto é, quando começamos a obedecer, Deus começa a abençoar-nos. Grandes promessas foram feitas a Abraão, mas nenhuma delas poderia ter sido alcançada se ele ficasse esperando na Caldéia. Ele teve de deixar lar, amigos, o país, e sair por veredas desconhecidas, continuar avançando em constante obediência, a fim de receber as promessas.

Os dez leprosos receberam a ordem de ir apresentar-se ao sacerdote, e, “indo eles, foram purificados”. Se tivessem esperando para ver a purificação em seu corpo antes de saírem, nunca a teriam visto. Deus estava esperando, para purificá-los; e no momento em que sua fé entrou em ação, a benção veio.

Quando os israelitas estavam sem saída, perseguidos pelo exército junto ao mar Vermelho, Deus lhes ordenou que marchassem. Seu dever não era mais esperar, mas levantar-se dos seus joelhos e avançar no caminho da fé. Também em outra ocasião receberam ordem de mostrar sua fé, avançando diante do Jordão quando suas águas corriam e transbordavam pelas margens.

Eles tinham na mão a chave para abrir o portal da Terra Prometida, mas a porta não se moveria, enquanto não se chegassem a ela e a destrancassem. Aquela chave era a fé. Nós somos colocados diante de certas batalhas.

Dizemos que nunca seremos vitoriosos; que nunca derrotaremos aqueles inimigos; mas, quando entramos no conflito, alguém se achega e luta ao nosso lado, e por meio dEle somos mais do que vencedores.

Se, temendo e tremendo, tivéssemos ficado à espera da manifestação de nosso ajudador, antes de entrarmos na batalha, teríamos esperado em vão. Deus está esperando para derramar ricas bênçãos sobre nós. Avancemos confiantes e tomemos o que é nosso. Eu tenho começado a dar-te, começa a possuir — J. R. Miller

27 de Janeiro

Ele mesmo vos há de aperfeiçoar, firmar, fortificar e fundamentar. (1 Pe 5.20.)

Para entrarmos em um novo relacionamento com Cristo em nossa vida, precisamos primeiro ter iluminação intelectual suficiente para satisfazer a mente, convencendo-nos de que temos o direito de estar nesse relacionamento.

A mais leve sombra aniquilará a nossa confiança. Mas, uma vez tendo esclarecido tudo, então é só nos lançarmos à aventura: fazer a escolha e colocar-nos ali, assumindo aquela posição. E isto de forma tão definida como a árvore que fica plantada no solo, ou como a noiva, que no altar se entrega definitivamente ao noivo.

Algo definitivo, sem reservas, e sem voltar atrás. Vem depois um tempo de firmação, confirmação e prova, durante o qual precisamos “ficar ali” até que o novo relacionamento se firme e torne-se um hábito permanente.

É como quando o cirurgião encana um braço quebrado. Ele o coloca entre talas, para protegê-lo de vibrações. Assim, Deus tem talas espirituais, que Ele quer pôr em Seus filhos para conservá-los quietos e sem se moverem daqui para ali, até que passem o primeiro estágio de fé.

Isso nem sempre é fácil para nós, mas “o Deus de toda a graça, que em Cristo Jesus vos chamou à sua eterna glória, depois de terdes sofrido por um pouco, ele mesmo vos há de aperfeiçoar, firmar, fortificar e fundamentar”. —A. B. Simpson

Em Cristo a mesa é farta, E É mesmo para nós. Não nos endureçamos Se ouvirmos Sua voz. Tomemos o que é nosso, Entremos no repouso. Sentemo-nos. Comamos. Honremos ao Senhor.

28 de Janeiro

Zelo por vós com zelo de Deus. (2 Co 11.2.)

É preciso ver o carinho com que um harpista trata a sua harpa! Ele a dedilha como quem acaricia uma criança a repousar no seu regaço. Sua vida gira em torno dela. Mas, observemos quando ele a afina. Toma-a com firmeza e, num movimento brusco, fere-lhe uma corda; e enquanto ela estremece como num ai, ele se inclina sobre ela atentamente para apanhar o primeiro som que vem.

A nota, como ele temia, é desafinada e áspera. Ele vai esticando a corda com a torturante cravelha; embora ela pareça pronta a rebentar pela tensão, ele ainda a fere de novo, inclinando-se para ouvi-la, atento como antes; e assim prossegue, até que lhe vemos um sorriso no rosto, quando o primeiro som limpo e perfeito se faz ouvir.

Pode ser que Deus esteja lidando assim conosco. Ele nos ama muito mais do que um harpista ama sua harpa, mas encontra em nós um conjunto de cordas desafinadas. Por meio da angústia, Ele vai ajustando as cordas do nosso coração;

Ele Se inclina sobre nós com ternura, ferindo a corda e escutando; e, ouvindo apenas uma queixa áspera, fere de novo, enquanto Seu próprio coração sofre por nós, esperando ansiosamente por aquela melodia: “Não se faça a minha vontade, e, sim, a tua” — que é doce aos Seus ouvidos, como o canto dos anjos.

E não cessará de ferir a corda, até que nossa alma, disciplinada pela aflição, se harmonize com as harmonias do Seu próprio ser. — Selecionado O que eu faço não sabes inda agora, Depois o entenderás.’ ‘Meus caminhos não são os teus caminhos’, ‘Crê somente’, e tem paz. São marcadas as mãos que te modelam, Traspassadas por ti. Deixa nelas, inteiro, o teu cuidado; E reclina-te ali.

No momento parece de tristeza A firme correção; Mas depois produz fruto de justiça, E abranda o coração. Que depois, trabalhado pela graça, Cantarás em louvor; “Pelos anos em que tu me afligiste, Dou-te graças, Senhor”!

29 de Janeiro

Deus está no meio dela, não será abalada; Deus a ajudará ao romper da manhã. (Sl 46.5.)

“Não será abalada” — que declaração inspiradora. Será que nós, tão facilmente agitados pelas coisas da terra, ainda veremos o dia em que nada poderá abalar a nossa calma? Sim, isto é possível.

O apóstolo o conheceu. Quando estava a caminho de Jerusalém, sabendo que o esperavam “cadeias e tribulações”, pôde dizer triunfantemente: “Em nada considero a vida preciosa para mim mesmo”.

Tudo o que podia ser sacudido, na vida de Paulo, havia sido sacudido, e ele não mais contava por preciosa a sua vida nem nada que possuísse. E nós, se apenas deixarmos que Deus faça conosco o que quiser, podemos provar a mesma coisa, experimentando que nem as pequenas preocupações da vida nem as grandes e pesadas provas podem ter o poder de mover-nos da paz que excede o entendimento.

Isso é o que está assegurado na Palavra como a porção dos que aprenderam a descansar só em Deus. “Ao vencedor, fá-lo-ei coluna no santuário do meu Deus, e daí jamais sairá.” Ser inabalável como uma coluna na casa de nosso Deus é um fim pelo qual de bom grado suportaríamos todas as sacudidas porventura necessárias. — Hannah Whitall Smith

Quando Deus está no meio de um reino ou cidade, Ele o faz firme como o monte de Sião, que não se abala. Quando Ele está no centro de uma vida, embora as calamidades a cerquem de todos os lados e rujam como as ondas do mar, contudo há uma constante calma no seu interior, uma tal paz, a qual o mundo não pode dar nem tirar.

O que é que leva o homem a ficar agitado como as folhas, a qualquer rajada de perigo, se não que, em vez de estar Deus em seu coração, ali está o mundo? —Archbishop Leighton

“Os que confiam no Senhor são como o monte de Sião, que não se abala, firme para sempre. ”

30 de Janeiro

Serei para Israel como orvalho. (Os 14.5.)

O orvalho é uma fonte de refrigério. É a provisão da natureza para a renovação da face da terra. Ele cai de noite, e sem ele a vegetação morreria. É esse grande valor do orvalho que é tantas vezes reconhecido nas Escrituras. Ele é usado como símbolo de refrigério espiritual.

Como a natureza é banhada pelo orvalho, assim o Senhor também renova o Seu povo. Em Tito 3.5, o mesmo pensamento de refrigério espiritual está ligado ao Espírito Santo — a “renovação do Espírito Santo”. Muitos cristãos não reconhecem a importância do orvalho celeste em suas vidas, e como resultado, falta-lhes frescor e vitalidade. Têm o espírito desfalecido, por falta de orvalho. Meu irmão, você reconhece a loucura que seria um operário passar o dia trabalhando, sem comer.

Mas reconhece também a loucura que é um crente querer servir a Deus, sem comer do maná celeste? Não basta recebermos alimento de quando em quando. Precisamos receber cada dia a renovação do Espírito Santo. Nós bem sabemos quando estamos cheios de vigor espiritual, e quando nos sentimos exaustos e desgastados.

A quietude e a absorção são as atitudes propícias para recebermos o orvalho. À noite, quando a vegetação repousa, os poros das plantas estão abertos para receber o banho refrescante e revigorador; assim, na quietude aos pés do Senhor, vem-nos o orvalho espiritual. Coloquemo-nos quietos diante dele.

A pressa impede que recebamos o orvalho. Esperemos diante de Deus, até estarmos impregnados da Sua presença: então entraremos no serviço do Rei, na certeza de que temos o vigor de Jesus Cristo. – Dr. Pardington

O orvalho não cai enquanto há calor ou vento. A temperatura precisa baixar e o vento cessar, e o ar precisa estar fresco e calmo — de uma completa quietude, por assim dizer — para que possa produzir suas invisíveis partículas de umidade para orvalhar a erva e a flor. Assim também, a graça de Deus não pode trazer refrigério ao homem, enquanto ele não estiver naquele necessário ponto quieto. O Bom Pastor minha alma refrigera. Quero estar quieto a Seus pés.

Quieto para aprender; pra conhecê-lO; Pra contemplar a Sua formosura; Pra receber o orvalho que renova E me infunde vigor; é dura a prova. Eu venho estar, Senhor, Quieto a Teus pés.

31 de Janeiro

Se ele aquietar, quem então inquietará? (Jó 34.29.)

Existe um tipo de calma que se manifesta em meio à fúria do temporal. Vamos navegando tranqüilamente; Ele está conosco no barco, ao chegarmos ao meio do lago, longe da terra, sob a escuridão da noite, de repente levanta-se uma furiosa tempestade.

A terra e o inferno parecem estar aliados contra nós, e cada onda parece que vai tragar-nos. Mas ali ele desperta do Seu sono e repreende as ondas; Sua mão levantada traz bênção e repouso sobre a ira dos elementos em tumulto. E a sua voz faz-se ouvir acima do silvo dos ventos que crispam as águas: “Cala-te, aquieta-te”. — Você não a está ouvindo? Segue-se depois uma grande bonança. “Se ele aquietar…” Existe uma calma que está presente, mesmo quando não sentimos consolações.

Algumas vezes Ele retira de nós esses sentimentos, porque começamos a dar-lhes muito valor. Somos tentados a olhar para o gozo, para os êxtases, para os transportes e visões, com uma atenção um tanto especial. Então ele, por nos amar muito, os afasta de nós . Mas por Sua graça, nos leva a distinguir entre os sentimentos e Ele mesmo.

Chega-Se a nós e nos assegura de Sua presença. E uma grande calma nos vem guardar o coração e a mente. “Se ele aquietar, quem então inquietará?” “Se Ele aquietar”, quem pois inquietará? Vem aquietar minha alma, Salvador. Tu vês que o vento é forte, e estou tentado;

As águas cercam-me de todo lado, E sinto aperto; sinto angústia e dor. Vem aquietar minha alma, Salvador. Quero-Te ouvir a voz em meio aos ventos, E em paz descansarei; Tu que foste tentado, estás comigo; Tu que sofreste dor és meu abrigo; E inda que as águas rujam e se perturbem, Ou que se abalem montes, e se mudem, Ouvindo a Tua voz, não temerei. Sei que estás perto, e embora eu não o sinta Quando as rajadas úmidas me atingem, Tu o prometeste — isso me bastará. Tua Palavra traz-me segurança. Na tempestade, em ti gozo bonança. Se ele aquietar, quem pois inquietará?

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