Mês de Fevereiro

Aqui você tem uma mensagem bíblica de força e conforto espiritual para cada um dos 29 dias do mês de fevereiro. Este é o segundo mês do Ano. Lembre-se: é muito importante que você ore a Deus todos os dias e o busque de todo o teu coração.

Nesta página estão as mensagens somente do mês de Fevereiro, mas todas as mensagens dos demais meses também podem ser lidas mês a mês aqui no site através dos seguintes Links:  Mês de Janeiro –Mês de Fevereiro – Mês de Março – Mês de Abril – Mês de Maio – Mês de Junho – Mês de Julho – Mês de Agosto – Mês de Setembro – Mês de Outubro – Mês de Novembro – Mês de Dezembro

FEVEREIRO

1° de Fevereiro

Eu é que fiz isto. (1 Rs 12.24.)

Meu filho, eu hoje tenho uma mensagem para você; quero segredá-la ao seu ouvido, para que ela possa dissipar as nuvens escuras que surjam na sua vida e amaciar os lugares ásperos que você tenha de atravessar.

É breve, apenas cinco palavras, mas deixe-a penetrar no íntimo de sua alma e use-a como travesseiro onde reclinar a fronte cansada: EU é que fiz isto. Você já tinha pensado antes, que tudo o que lhe concerne também concerne a mim? Pois aquele que toca em você, toca na menina dos meus olhos (Zc 2.8).

Você é muito precioso aos meus olhos (Is 43.4). Portanto, educá-lo é o meu maior prazer. Quero que você entenda que, quando as tentações o assaltam e o inimigo vem como um rio, fui eu quem o permitiu; que a sua fraqueza precisa da minha força, e que a sua segurança está em me deixar combater em seu lugar.

Você está em circunstâncias difíceis, cercado de pessoas que não o compreendem, que não consultam o seu gosto, e o deixam de lado? Eu é que fiz isto. Eu sou o Deus das circunstâncias. Você não veio a este lugar por acaso; é exatamente o lugar que Deus tinha em mente para você.

Você não Me pediu para torná-lo humilde? Veja, então, que eu o coloquei exatamente na escola em que essa lição é aprendida; seu ambiente seus companheiros só estão servindo para a operação da minha vontade.

Você está em dificuldades financeiras? Está difícil fazer o dinheiro dar? Eu é que fiz isto, pois Eu sou o que toma conta da sua bolsa, e quero que busque os seus recursos em Mim e dependa de Mim. Meus suprimentos são inesgotáveis (Fp 4.19). Eu quero levá-lo a provar as minhas promessas.

Que não seja dito de você: “Nem por isso crestes no Senhor vosso Deus” (Dt 1.32). Você está passando pelo vale da dor? Eu é que fiz isto.

Eu sou o “homem de dores e que sabe o que é padecer”. Deixei que os recursos do consolo terreno o desapontassem a fim de que, voltando-se para Mim. você encontrasse a eterna consolação (2 Ts 2.16,17).

Você aspirou fazer um grande trabalho para Mim, e em vez disso foi deixado de parte, num leito de dor e fraqueza? Eu é que fiz isso. Eu não conseguia a sua atenção nos seus dias atarefados e queria ensinar-lhe algumas lições mais profundas.

Alguns dos Meus maiores obreiros são pessoas afastadas do serviço ativo, a fim de que possam aprender a manejar a arma da oração. Coloco hoje na sua mão este vaso de bálsamo santo.

Use-o livremente, meu filho. Toda circunstância que se levantar, cada palavra que o ferir, cada interrupção que o queira impacientar, cada revelação da sua fraqueza seja ungida com ele. O ferrão desaparecerá quando você aprender a ver-Me em todas as coisas.- Laura A. B. Snouw

2 de Fevereiro

Na sombra da sua mão me escondeu; fez-me como uma flecha polida, e me guardou na sua aljava. (Is 49.2.)

“Na sombra.” Todos nós precisamos estar ali de vez em quando. A claridade do dia brilha demais; nossos olhos ficam irritados e incapazes de discernir as delicadas nuanças de cor ou aprecias os tons neutros: o ensombreado do quarto de enfermidade; a ensombreada casa de pranto; o ensombreado viver de onde fugiu o sol Mas não temamos! É a sombra da mão de Deus. Ele está guiando a nossa vida.

Há lições que só podem ser aprendidas ali. A fotografia do Seu rosto só pode fixar-se na câmara escura. Não pensemos que Ele nos deixou de lado. Ainda estamos na Sua aljava. Ele não nos lançou fora como algo sem valor. Está apenas guardando-nos bem perto, até chegar o momento de enviar-nos a executar algum trabalho em que o Seu nome será glorificado. Você, leitor, que está na sombra e solitário, considere como a aljava está atada ao guerreiro, ao alcance fácil de sua mão e guardada com todo o cuidado. — Christ in Isaiah, de Meyer

Há ocasiões em que a sombra fornece muito mais condições de crescimento. O milho cresce mais rapidamente na sombra das noites de verão. O Sol do meio-dia enrola-lhe as folhas; mas depressa elas se desenrolam se uma nuvem cobre o céu. A sombra faz um trabalho que a claridade não faz. A beleza das estrelas só é vista quando a noite chega. Há plantas que só florescem na sombra; e há muitos campos verdes em terras de neblina, de nuvens e de sombra.

3 de Fevereiro

E logo o Espírito o impeliu para o deserto. (Mc 1.12.)

Dir-se-ia uma prova um tanto estranha do favor divino. “Logo.” Logo, depois do quê? Depois dos céus abertos, da descida do Espírito como pomba, da voz de bênção do Pai: “Tu és o meu Filho amado, em ti me comprazo.” Não, não é uma experiência fora do normal. Eu também já passei por isso. Sempre depois de alcançar o ápice é que vêm os momentos de maior depressão.

Ainda ontem eu me encontrava lá nas alturas e cantava no esplendor da manhã; hoje estou abatido e meu canto emudeceu. Ao meio-dia eu me aquecia com o calor da presença divina; ao entardecer estou no deserto, dizendo: “O meu caminho está encoberto ao Senhor”. Mas será que reparamos no conforto daquela palavra “logo”? Por que vem ela imediatamente após a bênção? Exatamente para mostrar que se trata de uma experiência que se segue à bênção.

Deus resplandece sobre nós, para nos preparar para os lugares desertos da vida — para os seus Getsêmanis, os seus Calvários.

Ele nos levanta, para nos dar forças a fim de irmos mais ao fundo; Ele nos ilumina, a fim de poder nos enviar dentro da noite, a fim de fazer de nós um amparo aos desamparados. Nem sempre estamos prontos para o deserto; Só estamos preparados, após a experiência do Jordão.

Nada a não ser a visão do Filho pode preparar-nos para o peso que o Espírito colocará em nosso coração; só a glória do batismo poderá fazer-nos suportar a fome no deserto. — George Matheson Depois da bênção vem a batalha.

O tempo de prova que marca e enriquece poderosamente a vida espiritual de uma pessoa não é um tempo qualquer, mas um período em que o próprio inferno parece estar solto, um período em que percebemos que somos levados a uma armadilha, em que sabemos que Deus está permitindo estarmos à mercê de Satanás.

Mas é um período que sempre termina em triunfo certo para os que entregaram a Ele, o Senhor, a guarda de sua alma; é um período que nos torna muito úteis nas mãos do Senhor. —Aphra White

4 de Fevereiro

Eu te farei cavalgar sobre as alturas da terra. (Is 58.14.)

Dizem que uma das primeiras regras que um piloto aprende é pôr o avião de encontro ao vento e voar contra ele. O vento o eleva a maiores alturas. Onde foi que aprenderam isto? Foi com as aves. Se um pássaro está voando por prazer, ele vai ao sabor do vento. Mas se enfrenta algum perigo, faz meia-volta e voa contra o vento, a fim de ir mais para cima; e sobe cada vez mais alto.

Os sofrimentos são os ventos de Deus, ventos contrários, às vezes ventos fortes. São os furacões de Deus, mas tomam a nossa vida e a levam a alturas maiores e em direção aos céus de Deus. Todos nós já observamos no verão dias em que a atmosfera está tão opressiva que é até difícil respirar.

Mas depois aparece uma nuvem no horizonte, ao ocidente, e ela cresce, e se derrama em rica benção sobre a terra. É o relâmpago que corta os ares, é o trovão que ressoa, é a pesada chuva que cai. A atmosfera fica leve, e há uma vida nova no ar; tudo mudou. Exatamente esse mesmo princípio é o que opera na vida humana.

Quando a tempestade cai, a atmosfera do coração se transforma, é purificada e recebe vida nova; uma parte do céu é trazida à terra. — Selecionado Os obstáculos deveriam fazer-nos cantar.

O vento canta, não quando está atravessando a amplidão dos mares, mas quando encontra o obstáculo dos braços das árvores ou quando é quebrado pelas finas cordas de uma harpa eólica. Então ele canta, com poder e beleza.

Libertemos nossa alma para cruzar os obstáculos da vida, as sombrias florestas da dor, ou até mesmo os pequenos embaraços e aborrecimentos que o próprio amor oferece, e ela também cantará. – Selecionado

Cânticos na noite Só Deus pode dar. E dá, que o provei E o tenho provado. Pois Ele é o meu cântico E a minha alegria: É o mesmo, se é noite, É o mesmo, se é dia; Não pode mudar!

5 de Fevereiro

Portanto não saireis apressadamente. (Is 52.12.)

Creio que ainda não começamos a compreender o poder maravilhoso que há em estarmos quietos. Estamos sempre tão apressados — precisamos estar fazendo alguma coisa — tão apres-sados, que corremos o perigo de não dar a Deus uma oportunidade de operar.

Podemos estar certos de que, se Deus nos diz: “Aquietai-vos”, ou: “Estai quietos”, é porque Ele vai fazer alguma coisa. Esta é a nossa dificuldade com respeito à vida cristã; nós queremos fazer alguma coisa — quando precisamos é deixar que Ele opere em nós.

Quando posamos para uma fotografia também precisamos estar bem quietos. Deus tem um propósito eterno a nosso respeito, e é que sejamos semelhantes a Seu Filho; e para que isto se concretize, precisamos estar quietos em Suas mãos. Ouvimos tanto falar em atividades, que talvez precisemos conhecer o que é estar quieto. — Crumbs

6 de Fevereiro

Converteu o mar em terra seca; atravessaram o rio a pé; ali nos alegramos nele. (Sl 66.6.)

É notável o que se declara aqui: “atravessaram o rio” (situação em que só esperaríamos tremor, terror, angústia e desfalecimento) e “ali”, diz o salmista, “nos alegramos nele”!

Quantos crentes poderiam endossar isto como sua experiência: “ali”, exatamente nos tempos de angústia e tristeza, eles têm sido, mais do que nunca, capacitados a triunfar e regozijar-se.

Quão de perto se faz presente o Deus da aliança! E como se destacam as suas promessas! Nos dias de prosperidade não vemos bem as promessas, assim como não vemos as estrelas ao brilho do sol.

Mas quando vem a noite, a noite profunda e escura do sofrimento, multidões de estrelas começam a aparecer — são constelações que trazem esperança e consolação. É como Jacó em Jaboque, é quando o sol se põe que vem a nós o Anjo divino e lutamos com Ele e prevalecemos.

Era à noite que Arão acendia as lâmpadas do santuário. É na noite da aflição que muitas vezes são acesas as lâmpadas mais brilhantes do crente. Foi na solidão do exílio que João teve a gloriosa visão de seu Redentor.

Temos muitas outras Patmos neste mundo, cujas lembranças mais belas são as da presença de Deus e do sustento de Sua graça e amor na solidão e tristeza.

Quantos peregrinos, passando ainda por estes mares Vermelhos e estes bordões de aflição, poderão dizer, no retrospecto da eternidade – cheios de lembranças da grande bondade de Deus — palavras assim: “Atravessamos o rio a pé, ali — ali, naquelas experiências escuras, com ondas surgindo de todos os lados, um abismo chamando outro abismo, o Jordão, como quando Israel o atravessou, transbordando por todas as suas ribanceiras’ — ali nos alegramos nele”! – Dr. Macduff

7 de Fevereiro

Por que estás abatida, o minha alma? (Sl 43.5.)

Existem razões plausíveis para se estar abatido? Existem duas, mas somente duas razões. Se ainda não somos convertidos, temos razão para ficar abatidos; ou, seja somos convertidos, mas estamos em pecado, então de fato ficamos abatidos. Mas a não ser por uma dessas duas causas, não temos por que ficar abatidos, pois tudo mais pode ser trazido diante de Deus em oração e súplicas, com ação de graças.

E quanto às necessidades, dificuldades e todas as provas por que passamos, podemos em tudo exercitar a nossa fé no poder de Deus e no Seu amor. ” Espera em Deus.” Ah, lembremo-nos disto: não há uma só ocasião em que não possamos esperar em Deus.

Qualquer que seja a nossa necessidade, por grande que seja a dificuldade e embora auxilio pareça impossível, nosso papel é esperar em Deus, e descobriremos que não é em vão. No tempo do Senhor virá o socorro.

Quantas centenas, sim, milhares de vezes, eu experimentei isto nestes setenta e quatro anos e quatro meses! Quando parecia impossível qualquer auxílio, lá surgia o auxílio de mil maneiras e por vezes incontáveis.

Deus pode ajudar-nos, pois Ele tem Seus próprios recursos. Ele não está limitado. Nossa parte consiste em colocar o problema na presença do

Senhor, com toda simplicidade, e derramar o coração diante dEle, dizendo: “Eu não mereço que me ouças ou respondas os meus pedidos, senão por causa do meu Senhor Jesus; por amor dele, responde à minha oração, e dá-me a graça de esperar com paciência até ao momento em que hajas por bem responder, pois eu creio que Tu o farás no Teu tempo e da Tua maneira.” “Pois ainda o louvarei.”

Mais oração, e mais fé, e mais espera paciente. O resultado será bênção, e bênção abundante. É o que tenho descoberto muitas centenas de vezes, por isso digo continua-mente a mim mesmo: “Espera em Deus”. —Jorge Müller

8 de Fevereiro

E eis que estou convosco todos os dias. (Mt 28.20.)

Não temamos as mudanças e acontecimentos desta vida. Antes, olhemos para eles na plena esperança de que, à medida que surgirem, Deus, a quem pertencemos, nos livrara deles. Ele guardou nossa vida até aqui; apenas seguremos firme a Sua mão querida, e Ele, nos guiará com segurança através de todas as coisas; e quando não pudermos ficar em pé, Ele nos levará em Seus braços.

Não olhemos o que poderá acontecer amanhã. O mesmo Pai que hoje cuida de nós, ainda cuidará amanhã e todos os dias. Ou Ele nos abrigará do sofrimento, ou nos dará uma fortaleza infalível para suportá-lo. Portanto, tenhamos paz, e ponhamos de lado toda imaginação e pensamento ansioso. —Frances de Sales

“O Senhor é o meu pastor.” Não está escrito que Ele era, ou pode ser, ou será. “O Senhor é o meu pastor”, é no domingo, é na segunda-feira e é em cada dia da semana; é em janeiro, é em dezembro e em todos os meses do ano; é em nosso país, e é no estrangeiro; é na paz e é na guerra; é na fartura e é na necessidade. — J. Hudson Taylor

Ele irá adiante de ti; O Deus eterno é o teu Companheiro. É Deus onipotente! Confia, somente; Por onde vais, passou primeiro. Ele irá adiante de ti, Endireitando o teu caminho. A si chamou salvar-te, Valer-te, cuidar-te. Contigo está, não vais sozinho. Ele irá adiante de ti; Seu plano santo te irá mostrando.

Fiel é o que te chama; No eterno programa Te ensinará o como, o quando. Ele irá adiante de ti; Tu és o objeto do Seu cuidado; Pois para si criou-te. Remiu-te, salvou-te; Nas suas mãos te tem gravado!

Ele irá adiante de ti! O que a nossa fé disser que Deus é para nós, Ele será.

9 de Fevereiro

Não lhe respondeu palavra. (Mt 15.23.) Calar-se-á por seu amor, (Sf 3.17.)

Pode ser que esteja lendo estas linhas um filho de Deus que passa por alguma tristeza esmagadora, algum desapontamento amargo, um golpe doído vindo de onde nunca se esperaria.

Está ansioso pela voz do Mestre a dizer-lhe: ‘Tem bom ânimo”, mas só encontra silêncio e um sentimento de mistério e tristeza — “Não lhe respondeu palavra.”

O terno coração de Deus muitas vezes deve doer, ouvindo os tristes e queixosos lamentos que se levantam do nosso coração fraco e impaciente; lamentamos, porque não vemos que é por amor de nós que ele não responde, ou que nos diz o contrário do que parece melhor aos nossos olhos embaçados pelas lágrimas, olhos de tão curta visão.

O silêncio de Jesus é tão eloqüente quanto a Sua voz, e pode ser um sinal, não de desaprovação, mas de aprovação e de Seu profundo propósito de bênção para a nossa vida. “Por que estás abatida, o minha alma?” Ainda o louvarei, sim, até pelo silêncio de Deus.

Aqui vai uma velha e bonita estória do sonho que uma senhora crente teve a respeito de três pessoas que oravam. Enquanto estavam de joelhos, o Mestre chegou-Se a elas. Ao aproximar-Se da primeira, inclinou-Se para ela, e sorrindo com amor falou-lhe com voz suave.

Deixando-a, dirigiu-se à segunda, mas só pôs a mão sobre a sua cabeça curvada e deu-lhe um olhar de aprovação. Pela terceira Ele passou quase abruptamente, sem Se deter para uma palavra ou olhar.

A mulher, em seu sonho, pensou consigo: “Quanto Ele deve amar a primeira; à segunda Ele deu Sua aprovação, mas nenhuma das demonstrações de amor que deu à primeira; e a terceira deve tê-lo entristecido muito, pois não lhe deu nenhuma palavra e nem sequer um olhar. “O que será que ela fez e por que Ele fez tanta diferença entre elas.” Enquanto procurava interpretar a atitude de seu Senhor, Ele mesmo aproximou-Se dela, no sonho, e disse: “Ô mulher, quão erradamente me interpretaste.

A primeira mulher de joelhos precisa de toda a minha ternura e cuidado para conservá-la em meu caminho. Precisa sentir o meu amor, meu cuidado e auxílio a cada momento do dia. Sem isto iria falhar e cairia.

“A segunda já tem uma fé mais forte e um amor mais profundo, e posso esperar dela que confie em mim sejam quais forem as circunstâncias e o que quer que os outros façam.

“A terceira, que eu parecia nem notar e quase negligenciar, tem fé e amor da mais alta qualidade, e eu a estou treinando, através de processos enérgicos e drásticos, para o mais alto e santo serviço.

“Ela me conhece tão de perto e confia em mim tão inteiramente, que não depende de palavras, olhares ou qualquer demonstração sensível da minha aprovação.

Não desmaia nem desanima diante de nenhuma circunstância que eu a faça atravessar; ela confia em mim, mesmo quando o sentimento, a razão e os mais fortes instintos do coração natural se rebelariam — porque sabe que estou operando nela para a eternidade, e que o que eu faço, conquanto não o saiba explicar agora, compreendê-lo-á depois.

“Eu me calo em meu amor porque amo além do poder de ex-pressão das palavras e do poder do entendimento do coração humano, e também por causa de vós, para que possais aprender a me amar e confiar em mim correspondendo espontaneamente ao meu amor, com o amor dado pelo Espírito, sem o estímulo de nenhuma coisa exterior para fazê-lo brotar.” Ele fará maravilhas, se aprendermos o mistério do Seu silêncio, e se O louvarmos por todas as vezes em que Ele retira as Suas dádivas a fim de que conheçamos melhor o Doador e O amemos mais. — Selecionado

10 de Fevereiro

Não vos vingueis a vós mesmos, amados. (Rm 12.19.)

Há ocasiões em que ficar quieto requer muito mais força do que agir. A serenidade muitas vezes é a maior demonstração de força. Às acusações mais vis e mortais Jesus respondeu com um silêncio tal, que provocou a admiração do juiz e dos circunstantes. Aos insultos mais pesados, aos mais violentos maus-tratos e zombadas, que sem dúvida trariam indignação a um coração mais fraco, Ele respondeu com serenidade muda e complacente.

Os que são injustamente acusados, e maltratados sem razão, sabem quanta força é necessária para ficarem calados. Os homens podem julgar mal teus alvos E podem crer que com razão te culpam, Dizer que estás errado; Segue em silêncio pelo teu caminho;

Cristo é o Juiz, não eles, vai sem medo; E Ele É teu Advogado. Paulo disse: “Em nada considero a minha vida preciosa para mim mesmo”. Ele não disse que as ofensas não o feriam. Uma coisa é ser ferido e outra coisa é sentir-se abalado porque foi ferido. São Paulo tinha um coração muito sensível.

Não lemos a respeito de nenhum apóstolo que chorasse, como Paulo chorou. É preciso que um homem seja forte, para poder chorar. Jesus chorou, e Ele foi o homem mais perfeito que já viveu. Portanto, Paulo não disse que as injúrias não o feriam.

Ele não julgava os fatos como nós geralmente somos inclinados a julgar; ele não se importava com a comodidade; não se importava com sua vida mortal. Preocupava-se apenas em ser leal a Cristo, ter a Sua aprovação. Para o apóstolo Paulo, mais do que para qualquer outro, o trabalho de Cristo já era recompensa suficiente, o Seu sorriso, o céu. — Margaret Bottome

11 de Fevereiro

Assim que as plantas dos pés dos sacerdotes… pousem nas águas… serão elas cortadas. (Js 3.13.)

Não era para o povo esperar no arraial, pela abertura do caminho. Era para andarem pela fé. Deviam levantar acampamento, guardar seus pertences, formar fileiras para a marcha e seguir até às margens do rio, para que ele se abrisse. Se tivessem descido até à margem do rio e parado ali, à espera de que se abrisse antes de colocarem nele os pés, teriam esperado em vão.

Precisaram dar um passo na água, para que o rio se abrisse. Temos que crer na Palavra de Deus, e prosseguir avante no dever, embora não vejamos caminho algum por onde avançar.

A razão por que tantas vezes nos vemos impedidos por dificuldades é que esperamos vê-las removidas antes de tentarmos passar. Se avançarmos pela fé, o caminho se abrirá para nós. Muitas vezes ficamos parados esperando que o obstáculo seja removido, quando deveríamos seguir avante, como se não houvesse obstáculos. — Evening Thoughts

Deus deu-te uma promessa? Fica firme; Descansa ali o teu pé. Certo virá, a seu tempo, o cumprimento; Avança, crendo no acontecimento; Não andas pela vista, Andas por fé!

12 de Fevereiro

Vosso Pai celestial sabe. (Mt 6.32.)

Um homem, visitando uma escola de surdos-mudos, escrevia no quadro perguntas para as crianças responderem. Em dado momento escreveu a seguinte: “Por que Deus me fez capaz de ouvir e falar e fez vocês surdos-mudos?” A terrível pergunta caiu sobre os pequenos como um tapa no rosto. Ficaram ali paralisados ante o espantoso “Por quê?”.

De repente uma menina levantou-se. Seus lábios tremiam. Tinha os olhos cheios de lágrimas. Dirigiu-se com firmeza para o quadro e, tomando o giz, escreveu com mão segura: “Assim fizeste, ó Pai, porque assim foi do Teu agrado”. Que resposta! Ela alcança uma verdade eterna sobre a qual o crente mais amadurecido bem como o mais novo filho de Deus podem igualmente descansar — a verdade de que Deus é seu Pai.

Será que nós também sabemos disto? Será que cremos real-mente? totalmente? Quando essa é a nossa experiência, então a nossa fé não vagueia mais como a pomba a buscar onde pousar o pé, mas descansa para sempre em seu eterno lugar de paz. “Vosso Pai!”

Eu creio que chegará o dia em que todos nós entenderemos os porquês; o dia em que as tragédias que agora anuviam o nosso céu se encaixarão em seus devidos lugares, como parte de um plano tão esplêndido, tão extraordinário, tão pleno de gozo, que exultaremos de admiração e prazer. — Arthur Christopher Bacon

Não foi o acaso que me trouxe os males, As muitas dores que atravesso agora. A mão de Deus o permitiu, que eu sei: Vejo no Livro a história incomparável Do servo Jó, em quem, como num palco, Deus me ensina lições dos Seus caminhos. Caminhos muito acima destes meus! Por isso, vejo em tudo a mão de Deus. E se hoje não entendo muita coisa, bem sei que tudo entenderei por fim. Posso confiar em Quem morreu por mim!

13 de Fevereiro

A região montanhosa será tua. Ainda que é bosque, cortá-lo-ás. (Js 17.18.)

Mais no alto sempre há espaço. Quando os vales estão cheios de cananeus cujos carros de ferro opõem-se ao nosso progresso, podemos ir para os montes, ocupar um lugar mais no alto.

Se não podemos mais estar no trabalho de Deus, oremos pelos que podem. Se não podemos mover a Terra pela nossa palavra, podemos mover o céu, Se a vida se torna impossível no vale por causa de nossas limitações para o serviço, pela necessidade de sustentar outros e várias restrições semelhantes, devemos desenvolvê-la no âmbito do espírito, do eterno e do Divino.”Ainda que é bosque, cortá-lo-ás.”

A fé derruba os bosques. Mesmo que as tribos de Israel tivessem percebido a existência de tesouros ali, não teriam achado possível desbastar aqueles montes cobertos por densa floresta. Mas quando Deus lhes indicou a sua tarefa, lembrou-lhes que tinham poder suficiente para executá-la.

A visão de coisas que parecem impossíveis é-nos apresentada, como esses montes cobertos de matas, não para nos ridicularizar, mas para incitar-nos a explorações espirituais que seriam impossíveis, se Deus não tivesse colocado dentro de nós a grande força da Sua presença.

As dificuldades nos são enviadas para revelar-nos o que Deus pode fazer em resposta à fé que ora e trabalha. Estamos oprimidos nos vales? Vamos para os montes, vivamos lá; tiremos mel da rocha e riqueza da região montanhosa agora escondida pelo bosque. — Daily Devotional Commentary

E clamaram ao Senhor na Sua angústia E Ele os livrou das suas aflições. Clama também, se estás aflito. Clama. E te surpreenderás, provando a graça Que Deus tem para aflitos corações.

14 de Fevereiro

Outra vez digo, alegrai-vos. (Fp 4.4.)

É bom nos alegrarmos no Senhor. Pode ser que tenhamos falhado da primeira vez que tentamos. Não importa, continuemos; e quando não estivermos sentindo nenhuma alegria, quando não houver nenhuma fonte, nem aparência de consolo ou encorajamento, ainda assim, alegremo-nos nele e tenhamos tudo por motivo de grande alegria. Mesmo quando estivermos passando por várias provações, consideremos tudo motivo de gozo, e Deus assim o fará em nós.

Será que estamos pensando que o Pai nos deixará ir à frente do combate com a bandeira de Sua vitória e alegria, e Se colocará friamente atrás, para ver-nos cair capturados ou vencidos pelo inimigo?

NÃO! O Espírito Santo nos sustentará, em nossa ousadia, e encherá o nosso coração de alegria e louvor, e o nosso coração se alegrará e se renovará pela plenitude dele no nosso homem interior. Senhor, ensina-me a alegrar-me em Ti, e a alegrar-me sempre. — Selecionado “Enchei-vos do Espírito… cantando e salmodiando ao Senhor no vosso coração.” (Ef 5.18,19.)

Cantemos, mesmo quando não estivermos com vontade de cantar, pois assim daremos asas a pés de chumbo e tornaremos fadiga em força. — J. H. Jowett

“Por volta da meia-noite, Paulo e Silas oravam e cantavam louvores a Deus, e os demais companheiros de prisão escutavam.” (At 16.25.). Paulo — que extraordinário exemplo você é para o povo de Deus! Você pôde gloriar-se de trazer em seu corpo as ”marcas do Senhor Jesus”.

Marcas de apedrejamento quase até a morte; de ter sido três vezes açoitado com vara; marcas dos cento e noventa e cinco açoites em mão dos judeus e dos açoites na prisão de Filipos, quando as feridas lavadas pelo carcereiro são a prova de que houve sangue! Sem dúvida, a graça que o capacitou a cantar louvores em tal sofrimento é uma graça completamente suficiente. — J. Reach

15 de Fevereiro

Não te indignes. (Sl 37.1.)

Não nos indignemos por coisa alguma. Se já houve razão para alguém ficar indignado, foram as razões apresentadas nesse salmo.

Os malfeitores andavam livremente para lá e para cá, vestidos de linho fino e púrpura e vivendo suntuosamente todos os dias.

Os “Obreiros de iniqüidade” eram elevados aos mais altos postos de poder e tiranizavam seus irmãos menos favorecidos. Os pecadores andavam com arrogância pela terra vivendo na soberba da vida e aquecendo-se à luz e ao conforto de grande prosperidade. Diante disso, os justos ficavam indignados e inflamados. “Não te indignes.”

Não fiquemos indevidamente inflamados. Conservemos a mansidão! Mesmo numa causa nobre a indignação não é uma companheira sábia. A indignação apenas esquenta a máquina, mas não gera força.

Não é bom, num trem, que os eixos se aqueçam; seu calor é antes um estorvo. Se eles se esquentam, é por causa de uma fricção desnecessária provocada pelo atrito de superfícies ásperas, que poderiam estar devidamente ajustadas e lubrificadas com uma suave camada de óleo.

Portanto, não seria a indignação um sinal de falta do óleo da graça de Deus? Ela provém de algum grãozinho que penetra nas engrenagens — um pequeno desapontamento, uma ingratidão, uma pequena falta de cortesia — e impede que a máquina da nossa vida funcione com harmonia perfeita.

A fricção produz calor; e com o calor criam-se as mais perigosas condições. Não podemos permitir que nossas máquinas se aqueçam. Deixe-mos que o óleo do Senhor conserve branda a nossa temperatura; não aconteça que, em razão de um calor que não é santo, venhamos a ser contados entre os malfeitores. — The Silver Lining

16 de Fevereiro

Eu te afligi, mas não te afligirei mais. (Nm 1.12.)

Há um limite para a aflição. Deus a envia, e a remove. Nós suspiramos e dizemos: “Quando irá acabar?” Esperemos em silêncio e estejamos pacientes na vontade do Senhor, até que Ele venha.

Nosso Pai retira a vara quando está completo o Seu propósito em usá-la. Se a aflição é enviada para nos provar, para que as nossas virtudes glorifiquem a Deus, ela terminará quando o Senhor nos tiver levado a glorificá-lo.

E por certo não desejaremos que a aflição se vá, enquanto Deus não tiver obtido de nós toda a honra que possamos Lhe dar. Hoje poderá haver “grande bonança”. Pois não é verdade que a fúria das ondas pode a qualquer momento dar lugar à calma, com aves marinhas pousando gentilmente sobre as águas?

Após longa tribulação, o instrumento de malhar é dependurado e o trigo descansa no celeiro. Assim como estamos tristes agora, pode ser que daqui a algumas horas estejamos muito felizes.

Não é difícil para o Senhor tornar a noite em dia. Aquele que envia as nuvens pode com igual facilidade limpar o céu. Tenhamos bom ânimo. O futuro que nos aguarda é melhor. Cantemos aleluias em antecipação. — C. H. Spurgeon

O grande Agricultor não está sempre debulhando o trigo. A aflição dura apenas algum tempo. As chuvas logo passam. O choro pode durar apenas as poucas horas da curta noite de verão; ao amanhecer já terá passado.

Nossa aflição dura apenas um momento. Ela vem para um propósito, “se necessário” (1 Pe 1.6). O próprio fato de existir a aflição prova que há em nós algo muito precioso ao Senhor; senão Ele não gastaria tanto trabalho e tanto tempo conosco.

Cristo não nos provaria se não visse, misturado com a pedra bruta da nossa natureza, o precioso minério da fé; é para separá-lo e torná-lo puro e belo que Ele nos faz passar pela provação.

Tenhamos paciência no sofrimento. Os resultados serão mais do que compensadores, quando virmos como as provações produziram glória de valor eterno e excelente. Receber uma palavra de louvor da parte de Deus; ser honrado diante dos anjos; ser glorificado em Cristo, refletindo nele a glória que é dele — ah! isto será mais do que compensador. — Tried by Fire

Como o peso é necessário a certos relógios, e o lastro aos navios, para o devido equilíbrio, assim é a aflição, na nossa vida.

Os mais suaves aromas são obtidos sob enorme pressão; as mais delicadas flores crescem nas solidões geladas dos Alpes;

As mais belas gemas são as que passaram mais tempo na roda do lapidário;

As mais célebres estátuas levaram os maiores golpes de cinzel. Tudo isto, no entanto, está condicionado a leis. Nada acontece que não tenha sido ordenado com inteiro e precioso cuidado e previsão. — Daily Devotional Commentary

17 de Fevereiro

… terra que eu dou aos filhos de Israel. (Js 1.2.)

Deus fala aqui no tempo presente. Não se trata de algo que Ele irá fazer, mas que está fazendo neste momento. É assim que fala a fé. É assim que Deus dá. É assim que Ele está vindo ao nosso encontro hoje, no momento presente.

Este é o teste da fé. Enquanto esperamos alguma coisa com incerteza, procurando por ela, não estamos crendo. Pode ser esperança, pode ser um desejo ardente, mas não é fé; pois “fé é a certeza de cousas que se esperam, a convicção de fatos que se não vêem”. O mandamento com respeito à oração da fé está no imperativo presente: “Tudo o que pedirdes em oração, crede que o tendes recebido, e tê-lo-eis”. Já chegamos a este ponto?

Será que já nos encontramos com Deus no Seu eterno AGORA? —Josué, de Simpson A verdadeira fé apóia-se em Deus, e crê antes de ver. Normal-mente, antes de crer queremos alguma evidência de que a nossa petição foi concedida; mas quando andamos por fé, não precisamos de outra evidência além da Palavra de Deus. Ele falou; e segundo a nossa fé nos será feito.

Nós veremos, porque cremos, e esta fé nos sustenta nas horas mais difíceis, quando tudo à nossa volta parece contradizer a Palavra de Deus. O salmista diz: “Pereceria sem dúvida, se não cresse que veria os bens do Senhor na terra dos viventes” (Sl 27.13).

Ele ainda não via a resposta do Senhor a suas orações, mas creu que veria; e isto guardou-o de desfalecer. Se tivermos a fé que crê que verá, ela nos guardará de cairmos em desânimo. Nós nos riremos do impossível; quando nenhum dos recursos humanos puder solucionar a nossa dificuldade, esperaremos com prazer, para ver como Deus irá abrir um caminho em nosso mar Vermelho.

É exatamente nessas ocasiões de dura prova que a nossa fé cresce e se fortifica. Irmão afligido, você já esperou no Senhor por muitas noites e longos dias, e está com medo de que Ele o tenha esquecido? Não o esqueceu! levante a cabeça e comece a louvá-lO agora mesmo, pela libertação que está a caminho. —Life of Praise

18 de Fevereiro

Tudo o que pedirdes em oração, crede que o tendes recebido, e tê-lo-eis. (Mc 11.24.)

Quando meu filho tinha uns dez anos, a avó prometeu-lhe um álbum de selos para o Natal. Chegou o Natal, mas nada do álbum, e nenhuma linha da vovó. Contudo, o assunto não foi comentado; mas quando os amiguinhos vieram ver seus presentes, fiquei surpresa — depois de ter enumerado os vários presentes recebidos, ele acrescentou: “E um álbum de selos, da vovó”.

Depois de ouvir isto por diversas vezes, chamei-o e disse-lhe: “Mas Jorginho, você não recebeu o álbum. Por que está falando assim?”. Houve um olhar de surpresa em seu rosto, como se estivesse achando estranho que eu lhe fizesse aquela pergunta.

E respondeu: “Bem, mamãe, mas se a vovó disse que manda, é a mesma coisa.” Eu não tive o que dizer. Passou-se um mês, e nada se ouviu do álbum.

Um dia, finalmente, pensando em meu coração por que o álbum não teria vindo, eu lhe disse, para provar sua fé: “Jorginho, eu acho que a vovó se esqueceu da promessa.” “Não, mamãe,” disse ele com firmeza, “não esqueceu, não.” Olhei para a carinha confiante, que por um momento ficou séria e grave, como se ele estivesse considerando no íntimo a possibilidade do que eu havia sugerido.

A seguir seu rosto iluminou-se e ele me disse: “Mamãe, será que não seria bom eu escrever para a vovó, agradecendo o álbum?” “Não sei,” respondi, “pode escrever.” Uma rica verdade espiritual começou a raiar no meu horizonte. Em poucos minutos uma cartinha estava pronta e encaminhada ao correio.

E lá foi ele assobiando, confiante na vovó. Poucos dias depois chegou uma carta, dizendo: “Querido Jorginho, não me esqueci da promessa. Procurei um álbum como você queria, mas não o encontrei. Então encomendei um de Nova York, mas só chegou depois do Natal, e ainda não era como você queria.

Já pedi outro, mas como ainda não chegou, mando-lhe agora o dinheiro para comprar um aí. Com amor, a Vovó.” Enquanto lia a carta, estampava no rosto um ar de vitória. “Está vendo, mamãe, eu não lhe disse?” E esta frase saía do fundo de um

coração que não duvidara, e que em esperança crera “contra a esperança”, que o álbum viria. Enquanto ele confiava, a vovó trabalhava, e no tempo próprio, a fé tornou-se vista. É tão próprio de nós, seres humanos, querermos ver imediata-mente a resposta de Deus, quando agimos baseados nas suas promessas.

Mas o Salvador disse a Tome e a todos os que, como ele, também duvidam: “Bem-aventurados os que não viram e creram”. — Mrs. Rounds

19 de Fevereiro

Todo o que dá fruto, limpa, para que produza mais fruto ainda. (Jo 15.2.)

Certa vez uma serva de Deus estava perplexa com o grande número de aflições que pareciam fazer dela o seu alvo. Um dia, passando por uma vinha no esplendor do outono, notou que as videiras não estavam podadas e que sua folhagem ostentava um luxuriante viço.

Notou ainda que as ervas daninhas e o capim estavam crescendo ali à vontade e que o terreno parecia totalmente em descuido. Enquanto considerava aquilo, Deus lhe deu uma mensagem tão preciosa que ela não pôde deixar de passá-la adiante: “Filha, você não entende a razão de tantas provações em sua vida? Observe esta vinha e aprenda a lição que aí está.

O lavrador deixa de podar, de revolver a terra, de limpar ou de colher o fruto maduro, quando não espera mais nada da vinha naquela estação. Ela é deixada de lado porque a estação de fruto já passou, e qualquer esforço nessa ocasião não traria resultado. A vida livre de sofrimento reflete a mesma inutilidade.

Você quer, pois, que eu pare de podar a sua vida? Devo deixá-la entregue a si mesma?” E o coração consolado exclamou: “Não!” — Homera Homer-Dixon

20 de Fevereiro

Nada vos será impossível. (Mt 17.20.)

Para aqueles que estão realmente dispostos a apoiar-se no poder do Senhor para guiá-los e dar-lhes vitória, é possível viver a vida crendo totalmente em Suas promessas. É possível lançarmos diariamente o nosso cuidado sobre Ele, e gozar profunda paz.

É possível purificarmos os pensamentos e as imaginações do nosso coração, num sentido mais profundo. É possível vermos a vontade de Deus em todas as coisas, e recebê-la, não gemendo, mas cantando. É possível, se nos refugiarmos no poder divino, ficarmos mais fortes a cada passo.

É possível descobrirmos que, aquilo que antes nos perturbava em nosso propósito de sermos pacientes, puros, humildes, fornece-nos agora uma oportunidade de experimentarmos que o pecado não tem domínio sobre vós. Isto temos por meio daquele que nos amou, o qual opera em nós a submissão à Sua vontade e uma consciência verdadeira da Sua presença e poder.

Essas possibilidades nos são fornecidas pela graça divina, e porque são obra dele, quando as experimentamos, somos levados a nos curvar humildemente a Seus pés e aprendermos a aspirar por mais. De fato, não podemos ficar satisfeitos com menos do que andar com Deus — cada dia, cada hora, cada momento; em Cristo, pelo poder do Espírito Santo. — H. C. G. Moule

Podemos ter de Deus tudo quanto queremos — Cristo nos põe na mão a chave do tesouro e nos manda que tiremos tudo o que quisermos. Se fosse concedido a alguém acesso aos cofres de um banco e lhe dissessem para tirar dali tudo quanto quisesse, e ele saísse com apenas um real, quem seria o culpado de sua pobreza? De quem é a culpa se os filhos de Deus vivem, geralmente, com porções tão pequenas das riquezas gratuitas de Deus? — McLaren

21 de Fevereiro

Descansa no Senhor e espera nele. (Sl 37.7.)

Dar-se-á o caso de que você tenha orado, esperado longamente no Senhor, sem que haja nenhuma manifestação? Você está cansado de ver tudo sempre igual? Está a ponto de desistir? É possível que você esteja esperando de maneira errada.

E isso o impede de estar no lugar certo — o lugar onde Ele pode encontrar-Se com você. “Com paciência o esperamos” (Rm 8.25). A paciência afasta a ansiedade. Ele disse que viria, e Sua promessa é igual à Sua presença. A paciência afasta o pranto.

Por que nos sentirmos tristes e desanimados? Ele conhece a nossa necessidade melhor do que nós mesmos, e Seu propósito na espera é trazer mais glória, de toda a situação. A paciência afasta as nossas obras.

A obra que Ele deseja de nós é que creiamos (Jo 6.29). Quando cremos, sabemos que tudo está bem. A paciência afasta o querer imperioso. Muitas vezes desejamos mais alcançar o nosso objetivo do que ver realizada a vontade de Deus naquele assunto. A paciência afasta o enfraquecimento.

Em vez de tomarmos a demora como desculpa para desistir, saibamos que Deus está preparando um suprimento maior para nós, e está-nos preparando para recebê-lo. A paciência afasta a vacilação.

Os fundamentos de Deus são firmes; e quando a paciência dEle está em nós, ficamos firmes enquanto esperamos.

A paciência produz adoração. A paciência que se manifesta em louvor, e que expressa alegria na longanimidade (Cl 1.11), é a melhor bênção que temos na espera. E enquanto esperamos, tenha “a paciência a sua obra perfeita” (Tg 1.4), e assim acharemos grande enriquecimento. — C. H. P.

Olhando para Jesus E firmado na Palavra É que espero em oração Eu vou no poder da graça, Pois que passa o tempo, e passa… Senhor, sustenta-me a mão. Eu Te espero em oração.

22 de Fevereiro

Tudo é possível ao que crê. (Mc 9.23.)

Poucas vezes houve uma definição tão boa de fé como a que foi dada certa vez numa de nossas reuniões, por uma idosa senhora de cor, em resposta à pergunta de um jovem. Ele desejava saber como obter auxílio do Senhor na necessidade.

Num gesto bem característico seu, ela apontou o dedo para ele e disse com muita ênfase: “Você tem apenas que crer que Ele deu; e está dado.”

O grande erro de muitos de nós é que depois de Lhe fazermos um pedido, não cremos que fomos atendidos, mas começamos a ajudá-lo e a arranjar outros para ajudá-lo também, esperando para ver como Ele vai fazer aquilo.

A fé acrescenta o nosso Amém ao Sim de Deus, e então retira as mãos e deixa Deus acabar a Sua obra. Esta é a linguagem da fé: “Entrega o teu caminho ao Senhor, confia nele, e o mais ele fará/’ — Days of Heaven upon Earth

Uma fé operante pode dar graças por uma promessa, embora ela não esteja ainda alcançada; pois sabe que os vales de Deus são tão certos como a própria importância. — Matthew Henry

23 de Fevereiro

…veio um leão. (1 Sm 17.34.)

É, na verdade, uma fonte de inspiração e fortalecimento vermos de perto o jovem Davi, e sua confiança em Deus. Pela fé em Deus ele venceu um leão e um urso, e depois derrubou o poderoso Golias. Quando o leão veio e apanhou a ovelha, Deus proporcionou uma oportunidade maravilhosa para a sua vida.

Ninguém pensaria que um leão fosse uma bênção especial de Deus; pensaríamos nisso apenas como um grande perigo. O leão era a oportunidade de Deus, disfarçada. Cada dificuldade que se nos apresenta é, se a recebemos da maneira certa, a oportunidade de Deus. Toda tentação que vem é uma oportunidade de Deus. Quando vier um “leão”, reconheçamo-lo como a oportunidade de Deus, não importa quão feroz ele seja aparentemente.

O próprio tabernáculo de Deus no deserto era coberto com peles de animais marinhos e de cabra; ninguém pensaria que ali houvesse glória. E, no entanto, sob aquele tipo de cobertura, manifestava-se a glória de Deus. Que ele possa abrir os nossos olhos para vê-lO, seja na provação, no perigo, na tentação ou na adversidade. — C. H. P.

24 de Fevereiro

João não fez nenhum sinal, porém, tudo quanto disse a respeito deste era verdade. (Jo 10.41.)

Talvez você esteja descontente consigo mesmo. Não é nenhum gênio, não possui brilhantes qualidades e não se destaca por nenhum dom especial. Na sua vida predomina a mediocridade.

Só o que se nota em seus dias é a monotonia e a insipidez. No entanto, mesmo assim você pode viver uma vida de real valor. João não fez nenhum sinal, mas Jesus disse que, entre os nascidos de mulher, não aparecera profeta maior do que ele. A maior tarefa de João foi dar testemunho da Luz, e essa pode ser a sua e a minha.

João estava contente em ser apenas uma voz, se através dela os homens pensassem em Cristo. Contentemo-nos em ser apenas uma voz, ouvida mas não visita; um espelho, cuja superfície não é notada, reflete a glória do sol.

Executemos as tarefas simples e comuns, como estando sob os olhos de Deus.

Se temos de viver com pessoas difíceis, comecemos a conquistá-las pelo amor. Se cometemos um grande erro, não deixemos que ele obscureça a nossa vida, mas usemo-lo como experiência e fonte de fortalecimento.

Quando levamos homens a terem pensamentos verdadeiros sobre Cristo, o bem que praticamos é muito maior do que podemos imaginar.

Eu me sentirei plenamente satisfeito se, após a minha partida, pessoas simples pararem junto ao meu túmulo, não para ver um grande mausoléu ali erigido, mas para dizer: “Ele foi um homem bom; não fez nenhum sinal, mas falou palavras a respeito de Cristo, as quais me levaram a conhecê-lo pessoalmente.” — George Matheson

Deus chama a muitos de Seus mais valiosos servos, dentre a multidão desconhecida. (Ver Lucas 14.23.)

25 de Fevereiro

Todo lugar que pisar a planta do vosso pé vo-lo tenho dado. (Js 1,3.)

Além das terras que ainda não foram conquistadas para Cristo, existem também territórios de promessas divinas não reclamados nem palmilhados por nós. O que disse Deus a Josué? “Todo lugar que pisar a planta do vosso pé vo-lo tenho dado”, assim ele traça as linhas da terra da Promessa — ela seria toda deles, com uma condição: que caminhassem por todo o seu cumprimento e largura e a medissem debaixo de seus pés.

Eles nunca percorreram mais do que um terço; e portanto nunca conquistaram mais do que um terço; possuíram exatamente o que mediram, e nada mais. Em 2 Pedro, lemos a respeito da “terra da promessa” que está proposta para nós; e é vontade de Deus que nós, por assim dizer, meçamos esse território com os dois pés: o da fé que obedece e o da obediência que crê, reclamando-o para nós e apropriando-nos dele. (2 Pe 1.3,4.)

Quantos de nós já tomaram posse de promessas de Deus em nome de Cristo? Pois aí está um excelente campo a ser conquistado pela nossa fé, e para ser por ela medido, em comprimento e largura; o que ela ainda não fez. Entremos na posse de toda a nossa herança. Levantemos os olhos para o norte, o sul, o leste e o oeste, e ouçamo-lO dizer: “toda a terra que vês eu te tenho dado!”— A. T. Pierson

Onde quer que Judá pusesse o pé, aquilo seria seu; onde quer que Benjamim pusesse o pé, aquilo seria seu. Cada um devia tomar posse da sua herança, pondo ali o seu pé.

E quando um deles punha o pé em determinada parte do território, acaso não sentia imediata e instintivamente: “Isto é meu”? Perguntaram certa vez a um senhor idoso que tinha uma experi-ência maravilhosa da graça: “Daniel, por que é que você tem tanta paz e gozo em sua religião?” “Ah,” respondeu ele, “eu apenas descanso nas ‘grandíssimas e preciosas promessas’, e possuo tudo o que elas oferecem. Glória! Glória!” Aquele que descansa nas promessas sente que são suas todas as riquezas nelas contidas. — Faith Papers

26 de Fevereiro

A minha graça te basta. (2 Co 12.9.)

Outra noite eu estava dirigindo de volta para casa, depois de um dia pesado de trabalho. Sentia-me cansado e bastante deprimido, quando, de súbito e como um raio, veio-me aquele texto: “A minha graça te basta”.

Cheguei à casa e procurei-o no original; finalmente ele me veio ao coração desta maneira: “A MINHA graça te basta”; então eu disse: “É claro que basta, Senhor!” E de repente comecei a rir. Até ali eu nunca tinha entendido bem o riso santo de Abraão.

Como a incredulidade me pareceu absurda! Era como se um peixinho, sentindo muita sede, tivesse medo de esgotar a água do rio, se bebesse, e o Pai Tâmisa (para nós o Amazonas) lhe dissesse: “Pode beber, peixinho, minhas águas te bastam”. Ou, como se depois dos sete anos de fartura um ratinho ficasse com medo de morrer de fome, e José lhe dissesse: “Ânimo, ratinho, meus celeiros te bastam”.

Depois imaginei um homem nas alturas de uma soberba montanha, dizendo a si mesmo: “Eu aspiro tantos metros cúbicos de ar por ano, receio esgotar o oxigênio da atmosfera”, e a Terra a responder-lhe: “Pode aspirar à vontade, homem, e encher os pulmões; minha atmosfera te basta”. Ah, irmãos, sejamos crentes que crêem! Pouca fé bastará para levar-nos ao céu, mas uma grande fé trará o céu até nós. — C. H. Spurgeon

A maior necessidade encontra em Cristo — o suprimento; A maior indagação — a resposta; A maior lacuna — o preenchimento; O maior vazio — a plenitude de satisfação; A miséria maior encontra em Cristo — a graça! Há sempre um grande saldo em nosso crédito no banco do céu, esperando os nossos saques de fé. Tire bastante dos recursos de Deus!

27 de Fevereiro

Jacó porém ficou só; e lutou com ele um varão, até que a alva subia. (Gn 32.24.)

Ficou só! Que sensações variadas essas palavras trazem a cada um de nós. A alguns elas falam de solidão e tristeza, a outros, de repouso e silêncio. Ficar a sós sem Deus seria terrível demais, mas ficar a sós com Deus é um antegozo do céu.

Se os crentes passassem mais tempo a sós com Ele, teríamos outra vez gigantes na fé. O Mestre colocou diante de nós um exemplo.

Observemos quantas vezes Ele ficava a sós com Deus; havia uma razão muito forte para ele nos dar este mandamento: “Mas tu, quando orares, entra no teu aposento, e, fechando a tua porta, ora”.

Os maiores milagres de Elias e Eliseu tiveram lugar quando eles estavam a sós com Deus. Foi a sós com Deus que Jacó tornou-se um príncipe, e é ali também que nós podemos tornar-nos príncipes — “homens (e mulheres!) portentosos” (Zc 3.8).

Josué estava só quando o Senhor veio a ele (Js 1.1). Gideão e Jefté estavam sós quando comissionados para salvar Israel (Jz 6.11 e 11.29).

Moisés estava a sós junto à sarça no deserto (ÊX 3.1-50).

Cornélio estava orando a sós quando o anjo lhe veio (At 10.2).

Pedro estava a sós no terraço alto, quando recebeu instruções para ir aos gentios. João Batista estava só no deserto (Lc 1.80);

e João, o amado, estava só, em Patmos, quando chegou mais perto de Deus (Ap 1.9). Ansiemos por estar a sós com Deus.

Se negligenciarmos isto, não só nos privaremos de bênçãos, como aos outros também, pois que, quando somos abençoados, levamos bênçãos aos outros. Estar a sós com Deus pode significar ter menos obras a apresentar, mas significará mais profundidade e poder; outro resultado será: “A ninguém viram senão unicamente a Jesus”. Nunca é demais salientarmos a importância de se estar a sós com Deus.

28 de Fevereiro

Ofereçamos a Deus, sempre, sacrifício de louvor. (Hb 13.15.)

Um missionário chegou certa vez à entrada estreita e escura de um cortiço e, enquanto procurava entrar, tropeçando nos lixos e entulhos, ouviu uma voz que dizia: “Quem está aí, meu bem?”

Riscando um fósforo, viu um quadro de sofrimento e pobreza terrena, mas de santa confiança e paz, “talhado em ébano”: com olhos calmos e tocantes, incrustados entre as rugas de um rosto negro e marcado, ali estava a velhinha sobre um catre, no meio de farrapos.

Era uma noite gélida de inverno, e ela não tinha fogo para se aquecer, nem carvão, nem luz. Não jantara, nem almoçara, nem tomara café. Parecia não ter nada, senão reumatismo e fé no Senhor.

Ninguém poderia estar tão completamente exilado de circunstâncias agradáveis, no entanto, o cântico favorito desta velha criatura dizia assim: Meu sofrimento ninguém vê Ninguém, senão Jesus. Meu sofrimento ninguém vê — Gloria, aleluia! Há vez que estou lá em cima; Há vez que estou lá em baixo; Às vezes, bem lá em baixo, rente ao pó… Às vezes brilha luz ao meu redor  — Glória, aleluia! E assim prosseguia: “O meu trabalho ninguém vê”, “O meu problema ninguém vê”, com o coro sempre repetindo: “Glória, aleluia!”

E a última estrofe dizia: Minha alegria ninguém vê, Ninguém, senão Jesus! “Em tudo somos atribulados, mas não angustiados; perplexos, mas não desanimados; perseguidos, mas não desamparados; abatidos, mas não destruídos.” Somente com palavras bíblicas podemos descrever o ânimo daquela velhinha de cor.

Vejamos Lutero em seu leito de enfermidade. Entre gemidos, ele conseguiu pregar nestes termos: “Estas dores e aflições são como os tipos que os impressores assentam. Como estão agora, temos que os ler de trás para diante, e parecem sem sentido; mas lá em cima, quando o Senhor Deus nos colocar na vida futura, descobriremos que eles formam uma escrita magnífica.” Mas embora esteja de trás para diante, podemos começar a ler a escrita já aqui!

Lembremo-nos de Paulo, andando pelo convés do navio em meio ao temporal, e confortando a tripulação: “Tende bom ânimo”. Paulo, Lutero e a velhinha de cor são como girassóis, olhando sempre para o lado luminoso, olhando para a face de Deus. — Wm. C. Barnett

29 de Fevereiro

Faze-te ao mar alto. (Lc 5.4.)

Quão alto ele não diz. No entanto, quanto mais nos desligarmos da praia, quanto maior for a nossa necessidade e quanto maior o alcance que temos das nossas possibilidades, mais longe iremos em alto mar.

Os peixes eram encontrados em alto mar, não no raso. Assim acontece conosco; as nossas necessidades devem ser resolvidas nas coisas profundas de Deus. Devemos lançar-nos ao mar alto da Sua Palavra, e o Espírito Santo pode abri-la ao nosso entendimento.

E ele pode esclarecê-la de maneira tão cristalina que as mesmas palavras que aprendemos no passado passarão a ter muito mais sentido, e a primeira impressão que nos causaram ficará apagada em nossa mente.

Penetremos no mistério da expiação! Penetremos até que o precioso sangue de Cristo nos seja iluminado de tal forma pelo Espírito, que se torne um bálsamo poderoso e alimento e remédio para a nossa alma e corpo.

Aprofundemo-nos nos mistérios da vontade do Pai! Até que aprendamos em sua infinita exatidão e bondade, e em seu amplo e completo cuidado e provisão para nós. Conheçamos os mistérios do Espírito Santo! Até que ele se torne para nós um oceano maravilhoso e inesgotável, no qual podemos mergulhar e lavar as nossas dores.

Sim, vamos até as profundezas do Espírito Santo — até onde ele se torne para nós uma resposta maravilhosa de oração, e provemos na experiência como Ele nos dirige com cuidado, como está atento às nossas necessidades, e como a Sua mão, de maneira extraordinária, está controlando o que nos acontece.

Penetremos nos caminhos dos propósitos de Deus e do Seu reino por vir! Até que a vinda do Senhor Jesus e Seu reino milenar se abram para nós; até que para além dessas coisas abram-se para nós os séculos dos séculos, de modo que os olhos da mente se ofusquem ante a claridade, e o coração vibre com as inexprimíveis antecipações do gozo no Senhor Jesus e da glória que lhe será revelada. Todas estas riquezas o Senhor Jesus ordena que conheçamos.

Ele nos criou e criou também os mistérios. Ele colocou em nós o anseio e a capacidade de penetrar nesses mistérios insondáveis. As águas profundas do Espírito Santo são sempre acessíveis, porque estão sempre vindo. Por que não clamamos para sermos novamente imersos nessas águas de vida? As águas, na visão de Ezequiel, primeiro vieram como um filete de sob as portas do templo.

Então o homem com o cordel de medir mediu-as, e eram águas que davam pelos artelhos. Depois mediu outra vez, e eram águas que davam até os joelhos. E novamente mediu, e eram águas até os lombos.

Depois se tornaram águas para nadar — um rio que não se podia atravessar (ver Ez 47). Até onde já entramos neste rio de vida? O Espírito Santo quer que nos anulemos completamente nele.

Não apenas até os artelhos, até os joelhos, até os lombos, mas até estarmos cobertos totalmente.

Nós, escondidos da vista, e mergulhados nesta corrente vivificante. Desprendamo-nos das praias e vamos ao mar alto. Nunca nos esqueçamos de que o Homem com o cordel de medir está conosco hoje. — J. G. M.

Você foi abençoado com o que recebeu nesta página? Então agradeça a Deus e compartilhe com outras pessoas, para que elas sejam abençoadas também!

Se puder, abençoe nosso ministério, o qual não é financiado ou patrocinado por nenhuma igreja, por isso, dependemos da Generosidade de corações como o teu.

Agora você pode ajudar o Ministério ” Joanilson Rodrigues e Marília Rodrigues ” com Depósito  PAGSEGURO do UOL, que é  uma empresa confiável para pagamentos Nacionais e Internacionais.

Você pode escolher a melhor forma de fazer a sua doação (de qualquer valor) de qualquer lugar do mundo:  Cartão de Crédito – Cartão de Débito – Boleto Bancário. Basta clicar na imagem abaixo e seguir as instruções.

Caso não queira doar pelo PAGSEGURO, por favor,  visite a seção Doações.

LEMBRETE

Lembramos que não ficamos de posse de nenhum de seus dados, pois toda doação é feita diretamente ao PAGSEGURO e a quantia que você nos doar, só nos será repassada por eles após 14 dias de sua efetuação, quando expira o prazo para cancelamento de doação.

Você não conhece o PAGSEGURO? É uma empresa da UOL  e é totalmente confiável na qual você poderá fazer a sua doação sem receio algum, pelo método que melhor lhe convier, mas se desejar mais informações prévias sobre o seu funcionamento e idoneidade antes de efetuar a sua doação, por favor acesse as seguintes páginas:

1- PAGSEGURO em português:    https://pagseguro.uol.com.br/sobre_o_pagseguro.jhtml

2- PAGSEGURO in English:

https://pagseguro.uol.com.br/en/how-it-works.html

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s