Mês de Agosto

Aqui você tem uma mensagem bíblica de força e conforto espiritual para cada um dos 31 dias do mês de Agosto.

Lembre-se: é muito importante que você ore a Deus todos os dias e o busque de todo o teu coração.

Não procure somente falar mas busque principalmente ouvir o que Deus quer te dizer através da Bíblia Sagrada. 

Nesta página estão somente as mensagens do mês de Agosto. As demais mensagens podem ser lidas mês a mês através dos seguintes Links: Mês de Janeiro –Mês de Fevereiro – Mês de Março – Mês de Abril – Mês de Maio – Mês de Junho – Mês de Julho – Mês de Agosto – Mês de Setembro – Mês de Outubro – Mês de Novembro – Mês de Dezembro

 

AGOSTO

1° de Agosto

Oferecei-vos  a  Deus,  como  ressurretos  dentre  os  mortos.  (Rm 6.13.)

Certa noite, fui ouvir uma palestra sobre consagração. Ela não me trouxe  nenhuma  mensagem  especial,  mas  quando  o  pregador  ajoelhou-se para orar, disse o seguinte: “Ó Senhor, Tu sabes que podemos confiar no Homem que morreu por nós.”

Aquela foi a minha mensagem. Levantei-me;  e  saí.  Enquanto  descia  a  rua  para  tomar  o  trem,  considerei profundamente tudo o que a consagração poderia significar para a minha vida — e tive medo.

Então, acima do ruído do tráfego, pareceu-me ouvir a mensagem: “Pode confiar no Homem que morreu por você.”   Tomei o trem para casa. Enquanto viajava, pensei nas mudanças, nos  sacrifícios,  nas  tristezas  que  a  consagração  poderia  significar  para mim — e tive medo.

Cheguei em casa e fui para o quarto. Lá, de joelhos, vi minha vida passada: eu era crente, fora oficial de igreja e superintendente de Escola Dominical, mas nunca havia, de maneira definida, submetido a minha vida a Deus.

Contudo,  enquanto  pensava  nos  meus  planos  mais  caros,  os

quais  poderiam  ser  desfeitos,  nas  esperanças  de  que teria  de  desistir  e

na profissão escolhida que eu poderia ser  chamado a abandonar — tive

medo.   Eu  não  conseguia  enxergar  as  coisas  melhores  que  Deus  tinha

para  mim,  e  a  minha  alma  estava-se  retraindo.  Então,  pela  última  vez,

com um rápido impulso de poder e convicção, veio ao mais íntimo do meu

coração aquela mensagem penetrante:

“Meu filho, você pode confiar no Homem que morreu por você. Se

não puder confiar nele, em quem confiará?”

Isto  decidiu  a  questão  para  mim,  pois  num  momento  eu  vi  que  o

Homem  que me  amou  de  tal  forma  a  ponto  de  morrer  por  mim,  poderia

receber  e  cuidar  desta  vida  que  ele  salvou  e  tudo  o  que  estivesse

envolvido nela.

Meu  amigo, você pode  confiar  no  Homem  que  morreu  por  você.

Pode estar certo de que Ele não desfará nenhum plano que não deva ser

desfeito,  e  de  que  levará  avante  todos  os  que  redundarão  em  glória  de

Deus  e  em  seu  maior  bem. Você  pode  confiar  nEle  para  guiá-lo  no

caminho que é realmente o melhor para você. — J. H. McC.

“A vida não é uma propriedade para ser ‘salva’ do mundo, mas um

investimento para ser usado em benefício do mundo.”

2 de Agosto

Transformei todos os meus montes em caminhos. (Is 49.11.)

Deus  usará  todos  os  obstáculos  para  cumprimento  de  Seus

propósitos.  Todos  nós  encontramos  morros  em  nosso  caminho.  Sempre

há  pessoas  e  coisas  que  ameaçam  estorvar  o  nosso  progresso  na  vida

cristã.  Aquelas  exigências  pesadas,  aquela  ocupação  que  não  combina

com  o  nosso  temperamento,  aquele  espinho  na  carne,  aquela  cruz  de

sofrimento  diário…  pensamos  que  se  essas  coisas  fossem  removidas,

poderíamos  ter  uma  vida  mais  pura,  santa;  e muitas  vezes  oramos  para

que nos sejam retiradas.

“Ó néscios e tardos de coração!” Essas são as próprias condições

para o progresso; foram colocadas em nossa vida para serem os veículos

de  graça  e  virtude  pelas  quais  temos  orado  há  tanto  tempo.  Por  muitos

anos, você orou pedindo paciência, mas há algo que prova sua paciência,

mais do que pode suportar. Você tem procurado fugir disso, evadir-se; já

considerou  insuperável  um  obstáculo  a  que  alcance  o  alvo  desejado.

Você  crê  que,  se  o  obstáculo  for  removido,  experimentará  imediata

libertação e vitória.

Isto  não  é  verdade! Você só  ganharia  uma  coisa:  deixaria  de  ser

tentado à impaciência, mas isto não seria paciência. A paciência só pode

ser  obtida  através  dessas  provas  que  no  momento  parecem

insuportáveis.

Volte atrás; submeta-se. Tome a sua posição como participante da

paciência de Jesus. Vá ao encontro da provação firmado nEle. Tudo que

em  nossa  vida  nos  atormenta  e  incomoda,  pode  tornar-se  “um servo”

nosso para nos ajudar a atingir os mais altos fins. São as montanhas de

Deus.  Ele  as  pôs  ali.  Nós  sabemos  que  Deus  não  deixará  de  cumprir  a

Sua  promessa.  “Deus  conhece  o  seu  caminho,  e  sabe  o  seu  lugar.

Porque Ele vê tudo o que há debaixo dos céus”; e quando chegarmos ao

pé  das  montanhas  encontraremos  o  caminho. — De Christ  in  Isaiah (O

Cristo em Isaías) de Meyer.

“A provação  vem,  não  só  para  testar  o  nosso  valor,  mas  para

aumentá-lo;  o  carvalho  não  é  apenas  testado,  mas  enrijecido  pelas

tempestades.”

Através das provas

Vejo-me vazio,

Sim, que nada sou…

E abrem-se os meus olhos

Para o Suprimento,

Onde encontro tudo:

Tu, meu grande EU SOU!

3 de Agosto

Portai-vos varonilmente, fortalecei-vos. (1 Co 16.13.)

Não  oremos  pedindo  uma  vida  fácil! Oremos  pedindo  força.  Não

peçamos  tarefas  equivalentes  às  nossas  forças;  mas,  sim,  forças

equivalentes  às  nossas  tarefas.  Então  a  execução  do  trabalho  não  será

um milagre, mas nós seremos um milagre. — Phillips Brooks

Precisamos  lembrar  que  não  é  com  uma vida  de  facilidades  e

autocomplacência  que  Cristo  nos  guiará  a  grandezas.  Uma  vida  de

facilidades  não  conduz  para  cima,  mas  para  baixo.  O  Céu  está  sempre

acima de nós, e precisamos estar sempre olhando para cima, em direção

a ele.

Há  pessoas que  evitam  as  dificuldades,  as  coisas  que  requeiram

renúncia,  autocontrole,  sacrifício;  mas  o  trabalho  e  as  dificuldades

mostram-nos o caminho para a grandeza. Não é quando andamos por um

caminho macio, feito para nossos pés, que nos vem a grandeza de alma,

mas  quando temos  que  abrir  a  estrada  com  as  próprias  mãos.  É  seu

desejo alcançar os esplendores da altura dos montes? — Selecionado

Senhor, eu quero andar

Nas obras preparadas

De antemão para mim. disseste:

“A tua força

Será como os teus dias.”

Eu creio.

Seja assim.

Andando nessas obras,

A glória será Tua

E irei no Teu querer.

Contigo partilhando,

Terei Tua alegria;

Irei no Teu poder.

Concede pois ao servo

Que siga diligente

Nos passos do Senhor;

Mãos destras e abundantes

E um ministério ungido

Nas mãos do Salvador.

E em tudo,

Amigo e Mestre

Andando e trabalhando,

Eu quero ver-Te, aqui.

Meus olhos sejam postos

E o coração, atento,

Jesus, somente em Ti.

4 de Agosto

E Jesus, levantando os olhos para o céu, disse; Pai, graças te dou

porque me ouviste. (Jo 11.41.)

Vemos  aqui  uma  ordem  de  coisas  muito  estranha  e  incomum.

Lázaro ainda está no túmulo, e já a ação de graças é feita precedendo o

milagre  da  ressurreição.  Eu  pensava  que  a  ação  de  graças  deveria  ter

subido, depois que tivesse sido operado o grande ato e Lázaro estivesse

restituído à vida. Mas Jesus dá graças pelo que está para receber.

A gratidão irrompe antes da chegada da dádiva, na certeza de que

ela está a caminho. O cântico de vitória é cantado antes de ser travado o

combate.  É o  semeador  entoando  já  o  cântico  da  colheita.  É  ação  de

graças antes do milagre!

Quem  pensa  em  anunciar  um  salmo  de  vitória  quando  os

expedicionários  estão  acabando  de  sair  para  a  peleja?  Onde  ouvimos  o

hino de ação de graças pela resposta que ainda não foi recebida? Apesar

disso  não  há  nada  estranho,  forçado  ou  ilógico  na  ordem  de  coisas

seguida pelo Mestre.

A  atitude  de  louvá-lO  de  antemão  é  uma  atitude  de  importância

vital  para  a  operação  dos  milagres,  pois  só  temos  essa  atitude  quando

realmente  cremos.  Os  milagres  são  operados  por  poder  espiritual.  O

poder espiritual é sempre proporcional à nossa fé. — Dr. Jowett

O LOUVOR MUDA TUDO

Nada  agrada  tanto  a  Deus  como  o  louvor,  e  nada  é  de  tanta

bênção ao homem que ora como o louvor que ele oferece. Certa vez, na

China,  fui  muito  abençoado  neste  particular.  Eu  tinha  recebido  notícias

tristes de casa, e sombras espessas haviam coberto a minha alma. Orei,

mas elas não se foram.

Arregimentei minhas forças para tentar suportar a tristeza, mas as

trevas só ficavam mais densas. Justamente nessa ocasião fui a um posto

missionário no interior e vi na parede da casa da missão estas palavras:

“Experimente louvar.” Eu experimentei, e num instante todas as trevas se

foram, para não mais voltar. Sim, o salmista estava certo: “Bom é render

graças ao Senhor.” — Rev. Henry W. Frost

5 de Agosto

É. (2 Co 12.9.)

Tinha  parecido  bem  a  Deus  levar  o  meu  filho  mais  novo  em

circunstâncias  muito  dolorosas.  Acabara  de  deixar  o  corpo  do  meu

pequeno no cemitério ao lado do templo, e, ao voltar para casa, senti que

era meu dever pregar sobre o significado das provações.

Descobrindo  que  o  texto  acima  estava  na  lição  do  próximo

domingo, aceitei-o como sendo a mensagem do meu Mestre para o povo

e para mim. Mas enquanto procurava preparar as notas, vi que não podia

dizer com honestidade que aquelas palavras eram verdadeiras; por isso,

ajoelhei-me e pedi a Deus que tornasse a Sua graça suficiente para mim.

Enquanto  estava  orando,  abri  os  olhos,  e  eles  caíram  num

quadrinho  fosforescente que  minha  mãe  havia  me  dado  poucos  dias

antes, e que eu havia pedido à empregada que dependurasse na parede,

enquanto estivéssemos fora passando alguns dias num balneário — onde

o nosso caçula nos foi levado.

Eu não tinha notado o quadro ao voltar para casa, mas agora, ao

levantar  os olhos, enxugando as lágrimas, as palavras como que vieram

ao encontro do meu olhar: “A minha graça É suficiente para ti.”

A palavra é se salientava num verde brilhante, enquanto as outras

eram de outra cor.

Num  momento  a  mensagem  entrou  na  minha  alma  como  uma

repreensão  por  ter  pedido  ao  Senhor:  “Faz  com  que  a  tua  graça  seja

suficiente  para  mim”;  pois  a  resposta  era  quase  audível:  “Como você

pede para tornar suficiente uma coisa que já é suficiente? Deus não pode

torná-la mais suficiente do que já é; levante-se e creia. Você verá que é

verdade,  pois  que  o  Senhor  o  diz  da  maneira  mais  simples:  ‘A  minha

graça é (Ele não diz que pode ser ou será um dia) suficiente para ti.”

Estas  palavras  “Minha”,  “é”  e  “para  ti”,  daquele  momento  em

diante,  ficaram  gravadas,  de  maneira  indelével,  no  meu  coração;  e  eu

(graças  a  Deus)  tenho  procurado  viver  na  realidade  dessa  mensagem

desde aquele dia até agora.

A  lição  que  me  veio  e  que  procuro  transmitir  a  outros  é: nunca

transforme  os  fatos  de  Deus  em  esperanças  ou  em  orações,  mas

simplesmente  use-os  como  realidades,  e  ao  crer  neles você descobrirá

como são poderosos. — H. W. Webb Peploe

Se o fardo É pesado,

Deus dá maior graça;

Maior suprimento, se É grande o labor;

Se a prova é mais dura, maior o consolo:

Mais quentes as chamas, mais perto o Senhor.

E quando os recursos em nós se esgotarem

E a força faltar-nos pra mais suportar,

As fontes eternas da graça divina

Terão começado, somente, a jorrar…

Amor sem limites, poder sem fronteiras

E graça infinita, inefável, tem Deus.

E desses tesouros, guardados em Cristo,

Dá sempre, dá sempre, dá a todos os Seus!   Traduzido

6 de Agosto

Levanta-te,  vento  norte,  e  vem  tu,  vento  sul;  assopra  no  meu

jardim, para que se derramem os seus aromas. (Ct 4.16.)

Observe  um  momento  o  significado  deste  pedido.  Sua  raiz  se

encontra  no  fato  seguinte:  como  numa  árvore  aromática  pode  achar-se

latente  um  delicado  perfume,  assim  no  coração  de  um  crente  podem

achar-se, armazenadas e sem desenvolvimento, certas graças. Há muitas

“plantas”  só  de  nome,  pois  delas  não  se  desprendem  aromas  de

sentimentos santos ou de atos piedosos. O mesmo vento sopra tanto no

cardo  como  na  planta  aromática,  mas  só uma delas  espalha  doces

perfumes.

Às  vezes,  Deus  envia  severas  rajadas  de provação  sobre  Seus

filhos,  para  desenvolver  as  graças  que  estão  neles.  Assim  como  as

tochas brilham mais quando agitadas de um lado para outro; assim como

o  zimbro  desprende  mais  doce  perfume  quando  é  atirado  nas  chamas,

também  muitas  vezes  as  qualidades  mais  ricas  de  um  crente  só

aparecem  sob  o  vento  norte  do  sofrimento  e  da  adversidade.  Muitas

vezes são os corações moídos que desprendem o aroma que Deus gosta

de sentir.

“Desperta, vento norte”, sim, desperta,

“E vem tu, vento sul”, ó vem e sopra.

“Sopra no meu jardim”, (Pai, que assim seja)

“Para que se derramem seus aromas.”

Orei. E o coração, em dias jovens,

Tremia emocionado, enquanto orava.

Tora real, porém, esta oração

E movida de Deus, eu vejo agora.

Algum tempo passou — um tempo curto —

E o vento sul soprou! Rajadas frias!

E o vento norte! Tempestuoso e forte!

E deram no jardim. Deram com força.

E as árvores, bem novas, e os arbustos,

Tremeram, sacudidos até às raízes.

Mas eram planta dEle, do Senhor,

Plantação genuína; e o Seu amor

Emanou dos arbustos, e das flores,

E de todo o arvoredo, num perfume

Que tudo foi enchendo, e se espalhando,

E da graça de Deus testificando…

Olhando para trás, hoje, eu bendigo

O santo Lavrador e meu Senhor,

Por me ter dado cedo a conhecer

Seu conforto na dor, e Seu poder

De fazer de um jardim (jardim que é Seu)

Açoitado por vento tempestuoso,

Manancial de fragrância, paz e gozo!

7 de Agosto

Tendo  eles  orado,  tremeu  o  lugar  onde  estavam  reunidos;  todos

ficaram cheios do Espírito Santo, e, com intrepidez, anunciavam a palavra

de  Deus.  Com  grande  poder  os  apóstolos  davam  testemunho  da

ressurreição do Senhor Jesus. (At 4.31,33.)

Christmas Evans conta em  seu diário que, num domingo à tarde,

enquanto  viajava  por  uma  estrada  erma,  a  fim  de  ir  falar  numa reunião,

Deus lhe mostrou que seu coração estava frio. Diz ele: “Amarrei o cavalo

e fui para um lugar retirado da estrada, onde fiquei andando de um lado

para outro, enquanto, em agonia de alma, passava em revista minha vida.

Permaneci três horas diante de Deus, em profunda tristeza,  até que, em

dado  momento,  veio  sobre  mim  uma  doce  consciência  do  Seu  perdão  e

amor.

Recebi de Deus um novo batismo do Espírito Santo. Quando o sol

já  caminhava  para  o  ocaso,  voltei  à  estrada,  tomei  o  cavalo,  montei  e

dirigi-me  para  o  local  da  reunião.  No  dia  seguinte,  preguei  com  grande

poder, a um bom número de pessoas reunidas ao pé de um monte, e foi

tal o poder que um despertamento brotou dali, e se espalhou por todo o

País de Gales.”

A maior pergunta que pode ser feita a quem já nasceu de novo é:

“Recebestes o Espírito Santo, quando crestes?”

É sua experiência também, meu irmão,

Nesta caminhada,

Uma vida cheia do Espírito Santo,

Renovadamente?

Toda a “casa” é dEle, seu ser inteirinho?

Ele tudo ocupa?

Pois a “casa” é dEle; com o sangue de Cristo

Toda foi comprada.

Toda a plenitude e riquezas de Cristo

São da Sua Igreja.

São suas e minhas, no viver diário!

E graça por graça!

Fomos mortos nEle, nós todos os salvos;

nEle ressurretos!

Hoje, a vida dEle, pelo Seu Espírito,

É que em nós circula!

Vimos como somos. Jesus nos recebe

E nos purifica,

Tudo Lhe trazemos. A carga nos leva.

E Ele nos renova.

Como é bom vivermos da vida de Cristo,

Gozando o que é nosso!

Enche, pois, Espírito Santo, o meu ser,

Teu e meu direito!

E você conhece, também, meu irmão,

Como peregrino,

Uma vida cheia, renovadamente,

Do Espírito Santo?

Há razões e razões pra louvar-Te, Senhor!

Mesmo em tempos de luta e nas horas de dor:

És socorro presente!

O Teu braço é potente!

E é constante e fiel

Teu amor!

8 de Agosto

Tu és o meu Rei, ó Deus; ordena a vitória de Jacó. (Sl 44.4.)

Meu  irmão, você  encontra  inimigos  que  se  opõem  ao  seu

crescimento na graça? Encontra adversários no seu serviço cristão? Pois

saiba que todos eles foram vencidos pelo nosso Salvador.

Não  precisamos  temer  os  adversários.  Quando  os  tocarmos,

fugirão  de  diante  de  nós.  Deus  prometeu  entregá-los  ante  nossa  face.

Apenas  devemos  ser  fortes  e  corajosos!  Não  temamos  nada!  O  Senhor

está conosco, e somos valorosos — valorosos porque somos um com O

mais valoroso. Tomemos a vitória que é nossa!

Toda  vez  que  nossos  inimigos  nos  oprimem, tomemos  a  vitória

que é nossa! Toda vez que nosso coração e carne fraquejarem, olhemos

para cima e tomemos a vitória que é nossa!

Estejamos  certos  de  que  temos  uma  participação  no  triunfo  que

Jesus conquistou, não para Si somente, mas para todos nós; lembremo-nos de que estávamos nEle quando Ele a conquistou, e tomemos a vitória

que  e  nossa! Já  que  ela  é  nossa,  lancemos  mão  dela  e  recolhamos  os

despojos.  Nem  enaquins,  nem  cidades  muradas  devem  intimidar-nos  ou

confundir-nos.  Fazem  parte  da  legião  dos  conquistadores. Tomemos  a

parte que é nossa na vitória do Salvador. — Josué, Meyer

Somos  filhos  do  Rei.  De  que  maneira  estaremos  honrando  mais

ao nosso Divino Soberano: deixando de lançar mão dos nossos direitos e

duvidando de que sejam realmente nossos, ou nos apropriando de nosso

privilégio  de  filhos  da  Família  Real  e  dos  direitos  que  nos  pertencem

como herdeiros?

9 de Agosto

Bem-aventurado  o  homem cuja  força  está  em  ti  …  o  qual,

passando pelo vale árido, faz dele um manancial. (Sl 84.5,6.)

Os  corações  alegres  não  precisam  de  consolo.  Se  quisermos

experimentar este precioso dom de Deus, será preciso que desçamos às

profundezas  do  sofrimento.  Assim,  estaremos  preparados  para  ser

cooperadores com Ele.

Quando  a  noite — a  noite  inevitável — descer  sobre  o  nosso

jardim, quando as folhas se fecharem e as flores já não receberem um só

raio  de  sol,  mesmo  nas  trevas  mais  espessas,  nunca  nos  faltarão  gotas

de orvalho celeste — orvalho que cai só depois que o sol se vai.

Coração frágil, não tenha medo,

Seu Salvador Disse;

“Não temas, eu sou contigo

“Seja onde for. E mais andamos

com o nosso Mestre na vida aqui,

Mais conhecemos: “Filho, não temas,

Eu te remi.”

Seu Deus é justo; seu Deus é santo;

Seu Deus é amor;

Seu Deus é sábio; é onipotente;

Ele é o SENHOR.

Por isso, agora, deite e descanse

Nas mãos de Deus.

São mãos feridas! e tudo regem;

Você e os céus.

10 de Agosto

Quando, pois, soube que Lázaro estava doente ainda se demorou

dois dias no lugar onde estava. (Jo 11.6.)

No  começo  deste  maravilhoso  capítulo  está  a  afirmativa:  “Jesus

amava a Marta, e a sua irmã, e a Lázaro”. Isto é para nos ensinar que, no

centro  e  na  base  de  todas  as  operações de  Deus  em  nós,  por  mais

escuras e misteriosas que sejam, está o amor de Deus: infinito, imerecido

e  imutável.  Precisamos  crer  nisto  de  todo  o  coração.  O  amor  permite  o

sofrimento. As irmãs não tiveram dúvida de que ele viria, ignorando todos

os  riscos,  para  evitar  a  morte  de  seu  irmão,  mas,  “quando…  soube  que

estava doente, ainda se demorou dois dias no lugar onde estava”.

Ele Se absteve de ir, não porque não os amasse, mas sim porque

os amava. Foi o Seu amor que O impediu de Se apressar em direção aos

amigos  angustiados.  Se  o  amor  fosse  menos  infinito,  teria  corrido  no

mesmo instante para aliviar aqueles corações amados e aflitos, para pôr

fim  ao  seu  sofrimento  e  ter  o  prazer  de  enxugar  e  estancar-lhes  as

lágrimas,  afastando  a  dor  e  o  gemido.  Só  o  amor divino  pôde  conter  a

impetuosidade  da  compaixão  do  Salvador  até  que  o  Anjo  da  Dor

houvesse completado seu trabalho.

Quem pode calcular quanto devemos à dor e ao sofrimento? Sem

eles teríamos pouca aplicação para muitas das principais virtudes da vida

cristã.  Onde  estaria  a  fé,  sem  as  aflições  para  prová-la?  Onde  a

paciência, se não tivéssemos dores a suportar? Ou a experiência, sem a

tribulação para a desenvolver? — Selecionado.

Somos filhos de Deus;Bem-amados de Deus;

Ele sabe o que faz, Estejamos em paz.

11 de Agosto

Ainda que a figueira não floresça, nem há fruto na vide; o produto

da  oliveira  mente,  e  os  campos  não  produzem  mantimento;  as  ovelhas

foram arrebatadas do aprisco, e nos currais não há gado, todavia eu me

alegro no Senhor, exulto no Deus da minha salvação. (Hc 3.17.)

Observe, eu lhe peço, como é calamitosa a situação descrita aqui,

e como é heróica a fé aqui expressa. É como se ele dissesse: “Embora eu

seja  reduzido  a  uma  situação  de  tão  grande  extremidade  que  não  saiba

onde encontrar o sustento, embora veja à minha volta uma casa vazia e

um  campo  desolado  e  veja  as  marcas  do  açoite  de  Deus  onde  antes

havia os frutos da Sua abundante dádiva, ainda assim eu me regozijarei

no Senhor.”

Creio  que  essas  palavras  são  dignas  de serem  gravadas com

diamante numa rocha, para sempre. Possam elas, pela graça divina, ser

gravadas no coração de cada um de nós! Embora este texto seja conciso,

ele  apresenta  claramente  os  seguintes  pensamentos:  no  dia  da  sua

adversidade  ele  correria  para  Deus,  e  que  em  meio  à  escuridão  ele

manteria uma santa firmeza de espírito — mais ainda, teria gozo santo no

Senhor  e  esperaria  nEle  alegremente. Isto  é confiança  heróica!  Isto  é fé

excelente! Isto é amor invencível!

— Não floresceu a figueira!…

— A vara de Arão floresceu!

Meu Salvador está vivo. —

Pra ser meu socorro perfeito.

Deus mesmo O elegeu!

— Já não há mais mantimento!…

— Mas há o pão do céu, para mim!

DEle me vem o sustento;

E a rica fartura que há nEle

Jamais terá fim!

— Já não há fruto na vide!…

Mas há na videira de Deus!

Dela sou ramo seguro,

E a seiva de vida do tronco

Circula nos Seus!

— Não mais produz a oliveira!…

— Mas o óleo de Deus não tem fim.

Da plenitude que há em Cristo

Derrama ainda agora, abundante.

Também sobre mim!

— Gado… as ovelhas… se foram!…

Eu tenho o Cordeiro de Deus!

Seu sacrifício é perfeito.

Lavado no Sangue, possuo

O Reino dos Céus!

Falhem-me as coisas, que importa?

Eu tenho Jesus, meu Senhor!

Nada me falta, Ele é tudo.

Minha alma se alegra e descansa

No meu Salvador!

12 de Agosto

Ele  nos  tem  dado  grandíssimas  e  preciosas  promessas. (2  Pe 1.4.)

O  navio  é  construído  para  ficar  sobre  as  armações?  Absoluta-mente! Ele é feito para navegar, e preparado para as tempestades. Quem

o  construiu  preparou-o  tendo  em  mente  os  temporais  e  furacões;  e  se

não, foi um construtor muito falho.

Quando  Deus  fez  de  nós  crentes  em  Cristo,  Ele  tinha  em  mente

provar-nos;  e  quando  nos  deu  promessas  e  mandou  que  confiássemos

nelas, deu-nos promessas que podiam agüentar tempestades e embates.

Você  acha  que  Deus  fabrica  imitações,  como  aqueles  fabricantes  de

salva-vidas, que fizeram alguns, que faziam bela vista na vitrina, mas sem

utilidade alguma na água?

Já ouvimos falar de espadas que não tinham utilidade na guerra; e

até mesmo de sapatos que foram feitos para se comprar mas nunca para

se calçar. Os sapatos que Deus faz são de ferro e de bronze, e podemos

percorrer  com  eles  todo  o  caminho  para  o  céu,  sem  que  se  gastem;  e

com  os  salva-vidas  que  Ele  faz,  podemos  atravessar  mil  Atlânticos  sem

perigo  de  afundar.  Suas  promessas  foram  feitas  para  serem

experimentadas e provadas.

Nada desagrada tanto a Cristo como Seu povo fazer alarde dEle,

mas nunca se utilizar de Seu poder. Ele Se deleita em que nos sirvamos

dEle. As bênçãos da aliança que Deus fez conosco não estão ali só para

serem  admiradas,  mas  para  serem  utilizadas  por  nós.  Mesmo  o  Senhor

Jesus  nos  é  dado  para  nosso  uso.  Não  estamos  nos  apropriando  de

Cristo como devíamos.

Ó  leitor,  eu  lhe  rogo,  não  trate  as  promessas  de Deus  como  se

fossem  curiosidades  para  um  museu,  use-as  como  fontes  de  conforto

diário. Confie no Senhor toda vez que lhe sobrevier uma dificuldade. — C.

H. Spurgeon

Como poderá Deus negar uma bênção que Ele mesmo prometeu?

13 de Agosto

Estando as nuvens cheias, derramam aguaceiro sobre a terra. (Ec

11.3.)

Então, por que tememos as nuvens que agora escurecem o nosso

céu? É verdade que por algum tempo elas encobrem o sol, mas este não

é apagado por elas; breve aparecerá novamente. Enquanto isso, aquelas

nuvens  negras  estão  cheias  de  água;  e  quanto  mais  escuras  estiverem,

mais abundantes as chuvas que derramarão.

Como  podemos  ter  chuva  sem  nuvens?  Nossas  tribulações

sempre  nos  têm  trazido  bênçãos,  e  sempre  trarão.  Elas  são  carros

escuros que transportam brilhante graça. Essas nuvens logo derramarão

suas águas, e toda erva tenra se alegrará com elas. Nosso Deus poderá

embeber-nos em dores, mas nos renovará com misericórdia.

As cartas de amor de Deus muitas vezes nos vêm em envelopes

tarjados de preto. Seus carros rangem, mas estão carregados de favores.

A  Sua vara floresce  com  flores  suaves  e  frutos  nutritivos.  Não  fiquemos

preocupados  por  causa  das  nuvens,  mas  cantemos,  pois  as  flores  de

outubro nos são trazidas pelas nuvens e chuvas de setembro.

Ó Senhor, as nuvens são a poeira dos Teus pés! Como Tu estás

perto de nós no dia nublado e escuro! O amor Te contempla e se alegra.

A fé vê as chuvas se derramarem, enchendo de alegria as colinas. — C.

H. Spurgeon

Tua presença, ó Mestre, minha alma satisfaz.

Em meio à dor, às lutas, eu provo a Tua paz!

Seja o momento extremo, Cerca-me o Teu amor,

E excede o entendimento a Tua paz, Senhor!

Sei que este meu repouso custou-Te infâmia e dor;

Sofreste a minha angústia pra dar-me paz, Senhor.

Por este dom precioso que o coração refaz,

Nosso louvor recebe, Tu que és a nossa paz!  — H.E. A.

“O céu azul é maior do que as nuvens.”

14 de Agosto

Nenhuma  autoridade  terias  sobre  mim  se  de  cima  não  te  fosse

dada. (Jo 19.11.)

O filho de Deus que nele confia e lhe obedece, só é atingido pelo

mal quando o Senhor permite. Este fato é suficiente para fazer da nossa

vida  um  constante gozo  e  ação  de graças,  pois  “a  vontade  de  Deus  é a

única  coisa  auspiciosa,  alegre  e  gloriosa  deste  mundo”.  E  ela  está

operando  em nosso  favor,  o  tempo  todo,  com  todo  o  poder;  nada  a

poderá impedir, se estivermos submissos e crendo.

Alguém que estava passando por um período de profunda aflição

escreveu a um amigo o seguinte: “É maravilhoso saber que, embora uma

coisa  nos  pareça  muito  injusta,  e  nos  pareça  vinda  de  Satanás,  no

momento  em  que  ela  nos  atinge,  constitui-se  na  vontade  de  Deus  para

nós, e  contribuirá  para  o  nosso  bem.  Pois todas  as  coisas contribuem

juntamente para o bem dos que amam a Deus, e nós o amamos.

E mesmo no instante em que era traído, Cristo disse: ‘Não beberei

eu  o  cálice  que  o  Pai  me  deu?” Se  estivermos  vivendo  no  centro  da

vontade de Deus somos plenamente protegidos por Ele. Os ataques que

Satanás  possa  lançar  contra  nós  através  do  pecado  de  outros  não

apenas  não  têm  poder  para  nos  fazer  mal,  como  também  são

transformados em bênçãos. — H. W. S.

Sabemos —  que  segurança —  Que  todas  as  coisas, juntas,

Cooperam para  o  bem  Daqueles  que  amam  a  Deus. Se sabemos,

descansemos, pois ele cuida dos Seus.

15 de Agosto

Através  de  muitas  tribulações,  nos  importa  entrar  no  reino  de

Deus. (At 14.22.)

As  coisas  mais  valiosas  da  vida  nos  vêm  através  de  pressão.  O

trigo é moído antes de poder tornar-se em pão.

O incenso precisa ser posto no calor do fogo a fim de desprender

o odor. O solo precisa ser rasgado pelo arado agudo, antes de receber a

semente.  O  coração  quebrantado  é  o  que  agrada  a  Deus.  As  alegrias

mais  doces  são  fruto  de  sofrimento.  A  natureza  humana  parece

necessitar de sofrimento para tornar-se adequada a ser uma bênção para

o mundo.

O trigo É moído Pra dar-nos o pão.

Das dores de Cristo Nos vem salvação!

Perfume procede Do incenso queimado.

Das chagas de Cristo, Perdão do pecado.

Das dores maternas Um filho É nascido.

Da angústia de Cristo, Um homem remido!

Mister é que eu sofra? (Mistério profundo!)

Que eu sofra, Senhor, pra ser bênção no mundo?

Mister é que eu sofra… Eu tremo, Senhor!

Ah, moam-me as mãos traspassadas de amor!

Se você deseja ser um filho da consolação, se deseja participar do

dom  sacerdotal  da  compaixão;  se  é  seu  desejo  derramar  num  coração

aflito  alguma  coisa  mais  do  que  uma  consolação  banal;  se  deseja,  nos

contatos  da  vida  diária,  demonstrar  tato  e  delicadeza,  e  nunca  ferir

ninguém, você precisa  dispor-se  a  pagar  o  preço  de  uma  preparação

custosa: como Ele, você precisa sofrer. — F. W. Robertson

16 de Agosto

Esperei com paciência no Senhor. (Sl 40.1.)

Esperar  é  muito  mais  difícil  do  que  andar.  Esperar  requer

paciência,  e  a  paciência  é  uma  virtude  rara.  É  bom  saber  que  Deus

constrói cercas em volta do Seu povo, mas isto se considerarmos a cerca

apenas  do  ponto  de  vista  de  proteção.  Porém,  quando  uma  cerca  é

conservada  e,  sendo  uma  cerca-viva,  vai  crescendo  tanto  que  impede a

visão do que está do outro lado, o coração começa a imaginar se algum

dia ele sairá daquele pequeno círculo de influência e serviço em que está

contido.  E  às  vezes  é  difícil  para  a  pessoa  entender  por  que  não  pode

viver numa esfera maior. É-lhe difícil “brilhar no seu cantinho”.

Mas Deus tem um propósito em todos os Seus impedimentos. “O

Senhor  firma  os  passos  do  homem  bom”,  diz  o  Salmo  37.23.  “E  as

paradas também”, era a anotação que George Müller tinha ao lado desse

versículo, na margem de sua Bíblia. O homem que abrir caminho através

das  cercas  de  Deus  cometerá  um  triste  engano.  Um  princípio  vital  de

orientação  é  que  o  crente  nunca  deve  se  afastar  do  lugar  onde  Deus  o

colocou, enquanto a Coluna de Nuvem não se mover. — Sunday School

Times.

Quando  aprendermos  a  esperar  sempre  a  orientação  do  Senhor

em todas as coisas, seremos fortes, teremos a força que nos levará a ter

um andar sempre equilibrado e constante. Muitos de nós estamos sem o

poder  que  tanto  desejamos.  Mas  Deus  nos  concede  pleno  poder  para

cada tarefa que Ele nos dá. Esperar, manter-nos fiel à Sua orientação, eis

o  segredo  para  obtê-lo.  E  qualquer  coisa  que  sair  fora  desta  linha  de

obediência é esperdício de tempo e energias. Esperemos vigilantes pela

direção de Deus. — S. D. Gordon

Uma  pessoa  que  é  obrigada  a  estar  quieta,  em  inatividade

forçada, e vê passar diante de si as ondas palpitantes da vida, será que a

existência  precisa  lhe  ser  um  fracasso?  Não;  a  vitória  é  para  ser

conseguida  em  ficar  parado:  em  uma  espera  tranqüila.  E  isto  é  muitas

vezes  mais  difícil  do  que  correr  nos  dias em  que  podemos  estar  ativos.

Requer  maior  heroísmo  ficar  ali  e  esperar,  sem  perder  o  ânimo  nem  a

esperança;  submeter-se  à  vontade  de  Deus;  deixar  com  os  outros  o

trabalho e as honras dele; ficar calmo e confiante, regozijando-se sempre,

enquanto a multidão feliz e atarefada avança e vai embora. É a vida mais

elevada: “Tendo feito tudo, ficar firme”. — J. R. Miller

17 de Agosto

Confio  em  Deus,  que  sucedera  do  modo  por  que  me  foi  dito. (At

27.25.)

Alguns  anos  atrás,  fiz  uma  viagem  aos  Estados  Unidos  em  um

navio  cujo  capitão  era  um  crente  muito  dedicado.  Quando  nos

aproximávamos  das  costas  da  Terra  Nova,  ele  me  disse:  “A  última  vez

que  atravessei  este  trecho,  há  um  mês,  aconteceu  uma  coisa  que

revolucionou  toda  a  minha  vida  cristã.  Encontrava-se  a  bordo  George

Müller.

Eu  estivera  24  horas  na  ponte  de  comando.  George  Müller

procurou-me e disse: ‘Capitão, vim dizer-lhe que preciso estar em Quebec

no  sábado  à  tarde.’  É  impossível’,  respondi.  ‘Muito  bem,  se  o  seu  navio

não  pode  levar-me,  Deus  achará  outra  maneira.  Há  57  anos  que  nunca

quebro um compromisso. Desçamos até a cabine de mapas. Vamos orar.’

“Olhei  para  aquele  homem  de  Deus  e  pensei  de  que  asilo  de

lunáticos  teria  ele  fugido.  Eu  jamais  tinha  ouvido  coisa  semelhante.  ‘Sr.

Müller’,  disse  eu,  ‘o  senhor sabe  a  densidade  desta  neblina?’  ‘Não’,

respondeu ele, ‘meus olhos não estão fixos na densidade da neblina, mas

no Deus vivo, que controla cada circunstância da minha vida.’

“Ele se ajoelhou e fez uma das orações mais simples que já ouvi,

e  quando  acabou, eu  iria  orar;  mas  ele  pôs  a  mão  no  meu  ombro  e  me

disse  que não o  fizesse.  ‘Em  primeiro  lugar, você  não crê  que  Ele

atenderá,  e  em  segundo, eu  creio  que  ele  já  respondeu, e  não  há  mais

necessidade de que você ore.’

“Olhei  para  ele,  e  ele  me  disse:  “Capitão,  já  faz  57  anos  que  eu

conheço  o meu  Deus,  e  nunca  houve  um  só  dia  que  eu  deixasse  de  ter

audiência  com  ele.  Levante-se,  Capitão,  e  abra  a  porta,  e  verá  que  a

neblina se foi.’.

Levantei-me e vi que assim era. No sábado à tarde, George Müller

estava em Quebec para o seu compromisso.” — Selecionado.

18 de Agosto

Só. (Dt 32.12.)

Era íngreme a subida, porém pelo caminho

As vozes animadas, dos outros, me animavam.

Então pensei que assim seria até lá em cima.

E com isso me alentei. Porém, a certa altura,

Um trilho apareceu, estreito e perigoso;

E o Mestre me falou: “Meu filho, neste trecho

É muito mais seguro andar comigo só. ”

Estremeci; … porém, confiante em Seu amor,

Eu disse: “Sim, Senhor.”

O Mestre me tomou a mão ainda tremente,

E com ela o coração, que todo se entregou:

NEle tudo lançando; dEle tudo esperando.

E na vereda estreita, só nEle me apoiando,

A ninguém mais eu vi, senão Jesus somente.

Porém, que horas sublimes, que doce companhia;

E conversou comigo, e trouxe-me confortos.

Exortações, ensinos, e abriu-me tais tesouros

De Seu amor por mim,

Que todo o ser Lhe abri, contando-Lhe os meus ais.

e dEle fui bebendo; e mais, e mais e mais…

Então eu percebi meus passos tão mais leves

E que uma luz sem par cercava o meu caminho —

A luz que só nos vem de andarmos com o Senhor.

E fui andando assim…

Daqui a um pouco mais, ali nós estaremos,

A ver quantos queridos, há tanto separados…

Gozo sem fim será. Juntos, os peregrinos

Terão pra recordar memórias as mais doces,

Da suficiência, aqui, da graça do Senhor.

E ali, nas ruas de ouro — eu gosto de pensar…

Entre as recordações da caminhada aqui,

Que bom será lembrar (toda vez com louvor!)

Aquele dia escuro, aquele trilho estreito

Que Jesus nos chamou a subir, passo a passo,

Confiando nele só, e provando o Seu braço!

Adaptado

“Não há um monte alto sem que haja um vale fundo ao lado. Não

há nascimento sem dores de parto.” — Dan Crawford

19 de Agosto

Entristecidos, mas sempre alegres. (2 Co 6.10.)

A  Tristeza  era  bela,  mas  sua  beleza  era  como  a  beleza  do  luar,

quando passa através dos ramos das árvores na mata e forma pequenas

poças de prata pelo chão.

Quando  a  Tristeza  cantava,  suas  notas  soavam  como  o  doce  e

suave  gorgeio  do  rouxinol,  e  em  seus  olhos  havia  aquele  ar  de  quem

cessou de esperar pela vinda da alegria. Ela sabia, compadecida-mente,

chorar  com os que choram; mas alegrar-se com os que se alegram  era-lhe desconhecido.

A  Alegria  era  linda  também,  e  a  sua  beleza  era  como  a  beleza

radiante de uma manhã de verão. Seus olhos ainda traziam o riso alegre

da  meninice,  e  em  seus  cabelos  pousava  o  brilho  do  sol.  Quando  a

Alegria cantava, sua voz se lançava aos ares como a da cotovia, e seus

passos eram como os passos do vencedor que jamais conheceu derrota.

Ela  podia  alegrar-se  com  os  que  se  alegram,  mas  chorar  com  os  que

choram era-lhe desconhecido.

“Nós nunca podemos estar unidas”, disse a Tristeza pensativa.

“Não,  nunca.”

E  os  olhos  da  Alegria  ficaram  sérios,  quando

respondeu. “O meu caminho atravessa campos ensolarados;  as roseiras

mais lindas florescem quando eu passo, para que as colha, e os melros e

tordos  esperam  minha  passagem,  para  derramar  seus  mais  alegres

trinados.”

“O meu caminho”,  disse  a  Tristeza  afastando-se  vagarosamente,

“atravessa a mata sombria; minhas mãos só podem encher-se das flores

noturnas.  Contudo,  toda  a  beleza  e  valor  que  a  noite  encerra  me

pertencem! Adeus, Alegria, adeus.”

Quando  ela  acabou  de  falar,  ambas  tiveram  consciência  de  uma

presença  próxima;  indistinta,  mas  com  um  aspecto  de  realeza.  E uma

atmosfera de reverência e santidade as fez ajoelharem-se perante Ele.

“Eu  O  vejo  como  o  Rei  da  Alegria”,  murmurou  a  Tristeza,  “pois

sobre a Sua cabeça estão muitas coroas, e as marcas das Suas mãos e

pés  são  sinais  de  uma  grande  vitória.  Diante  dEle  toda  a  minha  tristeza

está-se  transformando  em  amor  e  alegria  imortais,  e  eu  me  dou  a  Ele

para sempre.”

“Não, Tristeza”, sussurrou a Alegria, “eu o vejo como o Rei da dor;

Sua coroa é de espinhos, e as marcas das Suas mãos e pés são marcas

de  uma  grande  agonia.  Eu  também  me  dou  a  Ele  para  sempre,  pois  a

tristeza com Ele deve ser muito mais doce do que qualquer alegria que eu

conheço.”

“Então,  nele,  nós  somos uma”m exclamaram  com  júbilo;  “pois

somente Ele poderia unir Alegria e Tristeza.”

De  mãos  dadas,  saíram  elas  para  o  mundo,  para  segui-lO  na

tempestade e na bonança, na desolação do inverno e na alegria do verão,

“entristecidos, mas sempre alegres”.

O servo do Senhor, Embora entristecido

Pelas coisas que oprimem E a batalha cerrada

(Porque os dias são maus. E os tempos, trabalhosos!)

Conhece uma alegria E uma paz interior

Que o mundo não conhece, E que ninguém lhe tira;

O gozo e a paz de Deus!

20 de Agosto

Ficando ele só; e lutava com ele um homem até ao romper do dia.

(Gn 32.24.)

Isto  era  mais  Deus  lutando  com  Jacó,  do  que  Jacó  lutando  com

Deus.  Era  o  Filho  do  homem,  o  Anjo  da  Aliança — era  Deus  em  forma

humana, lutando para tentar expulsar de Jacó sua velha vida.

* * * *

E  antes  que  a  manhã  rompesse,  Deus  havia  prevalecido  e  Jacó

caíra  com  a  coxa  deslocada.  Mas  ao  cair,  caiu  nos  braços  de  Deus,  e

neles  se  agarrou  e  lutou  mais,  até  que  a  bênção  veio;  e  a  nova  vida

surgiu, e ele foi elevado do natural para o sobrenatural, do terreno para o

celeste, do humano para o divino.

Ao  prosseguir  em  seu  caminho  naquela  manhã,  ele  era  um

homem  fraco  e  quebrado,  mas  Deus  estava  com  ele.  E  a  voz  do  céu

proclamou:  “Não  se  chamará  mais  o  teu  nome  Jacó,  mas  Israel;  pois

como príncipe lutaste com Deus e com os homens, e prevaleceste.”

Amado  leitor,  esta  será  sempre  uma  cena  típica  de  cada  vida

transformada.  Se  Deus  nos  tem  chamado  para  um  plano  mais  alto  e

melhor,  teremos  que  passar  pela  hora  de  crise.  Hora  em  que  todos  os

recursos  humanos  falham;  hora  em  que  enfrentamos,  ou  ruína,  ou  algo

superior  a  tudo  com  que sonhamos;  hora  em  que  precisamos  da  infinita

ajuda  de  Deus!  Contudo,  sabemos  que,  antes  de  podermos  ter  essa

ajuda,  precisamos  desistir  de  alguma  coisa;  precisamos  render-nos

completamente;  precisamos  abandonar  nossa  própria  sabedoria,  força  e

justiça, e  tornar-nos  pessoas  crucificadas  com  Cristo  e  vivas  nEle!  Pois

bem, Deus sabe levar-nos a essa crise, e sabe fazer-nos atravessá-la.

Será que Ele o está conduzindo assim, prezado leitor? É isto que

significa  sua  profunda  aflição,  seu  ambiente  difícil,  aquela  situação

penosa,  aquele  lugar  de  provação aonde você não  pode  ir  sem  Ele,  e

contudo não tem bastante dEle para lhe dar a vitória?

Volte-se  para  o  Deus  de  Jacó!  Lance-se  totalmente  a  Seus  pés.

Morra para a sua própria força e sabedoria, abandone-se em Seus braços

amorosos, e depois levante-se, como Jacó, pela força e suficiência dEle.

A  única  saída  desse  seu  poço  estreito  é  no  topo. Você precisa  obter

livramento,  elevando-se  a  um  plano  mais  alto  e  entrando  numa  nova

experiência com Deus. Que ela possa trazê-lo a tudo o que está contido

na revelação do Poderoso de Jacó! — But God

Jacó ficou só No vau de Jaboque,

E ali viu a face de Deus. E o dia nascido,

Trazendo os seus males, Achou, no caminho, Israel.

21 de Agosto

Trouxe-me  para  um  lugar  espaçoso;  livrou-me,  porque  ele  se

agradou de mim. (Sl 18.19.)

E  o  que  é  esse  lugar  espaçoso?  O  que  pode  ser,  senão  Deus

mesmo? Aquele Ser infinito, em quem terminam todos os outros seres e

todas as outras fontes de vida? Deus é de fato um lugar espaçoso. E foi

através  de  humilhação, de  rebaixamento,  de  aniquilamento,  que  Davi  foi

trazido a esse lugar. — Madame Guyon

Como  vos  levei  sobre  asas  de  águias  e  vos  cheguei  a  mim. (Êx

19:4) 19.4.)

Temendo me entregar inteiro em Sua mão,

Perguntei ao Senhor o que aconteceria…

Em que porto daria a minha embarcação…

“Em Mim”, disse o Senhor.

Chorando por alguém, rasgado o coração,

Perguntei ao Senhor aonde me levaria

O trilho em que me via, de dor e solidão.

“A Mim”, disse o Senhor.

Trabalhando no campo, a cumprir Seu chamado,

Tive gostos, porém desapontos achei.

Mas a voz escutei, quando triste e cansado:

“Para Mim te chamei.”

Quando olhei meus heróis, deles tanto esperando,

Vi-os errar, cair, e a força me fugiu…

Mas disto se serviu e, o pranto me enxugando,

Para Si me atraiu.

Para Si! Encontrei o descanso almejado

Desde o dia feliz em que nEle ancorei!

NEle estou, dEle sou, pois meu ser, quebrantado,

Para Si conquistou! – Adaptado

22 de Agosto

E os demais, uns em tábuas e outros em coisas do navio. E assim

aconteceu que todos chegaram à terra, a salvo. (At 27.44.)

Esta extraordinária história da viagem de Paulo a Roma, com suas

provas  e  triunfos,  é  um  bom  exemplo  do  conjunto  de  luzes  e  sombras

sempre presente no caminho de fé, por toda a história da vida humana. O

ponto  notável  nessa  história  é  que  os  lugares  difíceis  e  estreitos  são

entremeados  das  mais  extraordinárias  intervenções  e  providências  de

Deus.

É  comum  pensar-se  que  a  vereda  de  fé  é  semeada  de  flores;  é

comum pensar-se que, quando Deus intervém na vida do Seu povo, fá-lo

numa escala tão extraordinária que somos colocados acima do plano das

dificuldades.  A  realidade,  entretanto,  é  que  a  experiência  mostra  bem  o

contrário.  A  história  da  Bíblia  é  pontilhada  de  provas  e  triunfos,

alternadamente, na vida de cada um dos que formam a grande nuvem de

testemunhas, desde Abel até ao último mártir que houver.

Paulo, mais do que outro qualquer, foi um exemplo de quanto um

filho de Deus pode sofrer sem ser esmagado ou despedaçado no espírito.

Por  causa  de  seu  testemunho  em  Damasco,  foi  perseguido  pelos

adversários  e  obrigado  a  fugir  para  salvar  a  vida.  Mas  não  vemos  uma

carruagem  celeste  cercada  de  raios,  trovões  e  chamas,  arrebatando  o

apóstolo  do  inimigo;  e  sim,  que  o  desceram  pela  muralha  de  Damasco

“dentro de um cesto”, e assim escapou. Num cesto, como uma trouxa de

roupas  sujas,  ou  um  pacote  de  compras  do  empório,  o  servo  de  Jesus

Cristo foi descido por uma janela e fugiu dos inimigos ignominiosamente.

De  outra  vez  o  encontramos  deixado  por  meses  numa  prisão

isolada, e o ouvimos falando de suas vigílias, seus jejuns, da deserção de

amigos,  dos  brutais  e  vergonhosos  açoites.  Em  nosso  texto,  mesmo

depois de Deus ter prometido livrá-lo,  nós o vemos sofrer durante vários

dias os embates de um mar encapelado, obrigado a apaziguar os pérfidos

marinheiros.

Por  fim,  quando  vem  o  livramento,  não  vemos  uma  galera  vindo

do céu para apanhar do naufrágio o nobre prisioneiro, não vemos um anjo

andando sobre as águas e aquietando os furiosos vagalhões, não vemos

nenhum  sinal  sobrenatural  de  que  esteja  sendo  operado  um  milagre

transcendente:  vemos  um  homem  a  segurar-se  a  um  mastro,  outro,  a

uma  tábua  flutuante,  outro  agarrar-se  a  um  destroço  qualquer,  outro,

ainda, a salvar-se a nado.

Aqui está o padrão de Deus para nossa vida. Aqui está uma ajuda

do evangelho para pessoas que têm de viver neste mundo atual, no meio

de  circunstâncias  comuns  e  situações  comuns,  as  quais  têm  de  ser

encaradas de uma maneira totalmente prática.

As promessas de Deus, e as Suas providências, não nos elevam

acima do plano do senso comum e da lida corriqueira, mas é exatamente

através dessas coisas que a fé é aperfeiçoada e que Deus Se agrada de

entretecer, na urdidura da nossa experiência de cada dia, os fios de ouro

do Seu amor. — De Hard Places in the Way of Faith

23 de Agosto

E partiu sem saber aonde ia. (Hb 11.8.)

Isto é fé sem vista. Quando podemos ver não agimos por fé, mas

por  raciocínio.  Atravessando  o  Atlântico,  certa  vez,  pude  observar

exatamente este princípio de fé. Não víamos trilho sobre o ar, nem sinal

de praia. E contudo, a cada dia estávamos marcando o nosso caminho no

mapa,  com  tal  exatidão  como  se  estivéssemos deixando  um  longo  traço

de  giz  sobre  o  mar.  E  quando  estávamos  a  uns  vinte  quilômetros  da

costa,  sabíamos  onde  estávamos  com  tanta  certeza,  como  se  a

tivéssemos  avistado  desde  o  ponto  de  partida  que  ficava  a  três  mil

quilômetros dali.

Como  havíamos  calculado  e  marcado  o  nosso  curso?  Todos  os

dias,  o  capitão  tomava  seus  instrumentos  e,  olhando  para  o  céu,

orientava  a  rota  pelo  sol.  Estava  navegando  de  acordo  com  luzes

celestes, e não terrestres.

Assim, a fé olha para cima e navega pelo grande sol de Deus, não

por uma praia que vê no horizonte,  nem por um farol, nem por  um trilho

que  marque  o  caminho.  Muitas  vezes a  rota  parece  nos  levar  a  uma

completa  incerteza  ou  até  mesmo  a  trevas  e  desastre;  mas  Ele  vai  à

frente, e muitas vezes faz dessas horas escuras as próprias portas do dia.

Avancemos  hoje,  sem  saber,  mas  confiando. — Days  of  Heaven  upon

Earth

Muitos  de  nós  queremos  ver  o  fim  do  caminho  antes  de  nos

lançarmos  na  nova  empresa. Se  o  pudéssemos  ver,  e  víssemos,  como

iríamos  desenvolver  as  nossas  graças  cristãs?  A  fé, a  esperança  e  o

amor não  são  colhidos  de  árvores,  como  as  maçãs. Temos  que  dar  o

primeiro  passo;  e  o  primeiro  passo  é  a  chave  que  libera  a  corrente  do

poder  de  Deus.  E  não  é  verdade  somente  que  Deus  ajuda  a  quem  se

ajuda, mas  também  que  ele  ajuda  aqueles  que  não  podem  ajudar-se.

Podemos depender dEle o tempo todo.”

“Esperar  em Deus  leva-nos  ao  fim da  nossa  jornada  muito  mais

depressa do que os nossos pés.”

A oportunidade muitas vezes é perdida pelo muito calcular.

24 de Agosto

Recebi tudo, e tenho abundância. (Fp 4.18.)

Num  livro  de  jardinagem  que  possuo  há  um  capítulo  com  título

interessante:  “Flores  que  crescem  na  sombra”.  Trata  daqueles  recantos

do jardim, que não recebem sol. E o manual informa quais os tipos de flor

que não temem esses lugares.

Há  similares  no  mundo  espiritual.  Eles  se  manifestam quando  as

circunstâncias  se  tornam  difíceis.  Crescem  nos  lugares  sombrios.  De

outra  forma,  como  poderíamos  explicar  algumas  das  experiências  do

apóstolo Paulo?

Aqui está ele na prisão em Roma.

A  missão  suprema  de  sua  vida  parece  estar  anulada.  Mas  é

justamente  nesta  atmosfera,  que  as  flores  começam  a  mostrar  seu

esplendor  e  glória.  Ele  pode  tê-las  visto  antes,  crescendo  na  estrada

aberta,  mas  nunca  com  o  viço  e  beleza  que  apresentam  agora.  As

palavras  de  promessa  abriram  seu  tesouro  de  um  modo  que  ele  nunca

vira antes.

Entre esses tesouros havia coisas maravilhosas, como a graça e o

amor  de  Cristo,  assim  como  seu  gozo  e  sua  paz;  e  parecia  que  elas

precisavam  ser  cercadas  de  sombra  para  poderem  exteriorizar  seu

segredo  e  sua  glória  interior.  Por  alguma  razão,  essa  atmosfera  de

sombra  tornou-se o  ambiente  de  uma  revelação,  e  Paulo  começou  a

perceber,  como  nunca  dantes,  toda  extensão  e  riqueza  de  sua  herança

espiritual.

Quem  ainda  não  conheceu  pessoas  que,  quando  chegam  a

lugares de sombra e solidão, revestem-se de forças e de esperança como

de um  manto?  Elas  podem  ser  até  aprisionadas,  mas  levam  consigo  o

seu  tesouro.  Ninguém  pode  separá-las  dele.  Poderão  viver  em  um

deserto, mas “o deserto e a terra sedenta se regozijarão; o ermo exultará

e florescerá como o narciso”. — Dr. Jowett

“Toda flor, mesmo a mais bela, produz sombra, enquanto balançar

à luz do sol.”

25 de Agosto

Encerrados para aquela fé. (Gl 3.23.)

No passado, Deus deixou que o homem ficasse sob a guarda da

lei, a fim de que aprendesse o caminho mais excelente da fé. Pois na lei

ele  veria  os  altos  padrões  de  Deus,  e  também  reconheceria  sua  própria

incapacidade;  então  estaria  predisposto  para  aprender  o  caminho  divino

da fé.

Deus  ainda  nos  encerra  para  a  fé.  Nossa  natureza,  nossas

circunstâncias,  provas  e  desilusões,  todas  servem  para  nos  encerrar

guardados, até que vejamos que a única saída é o caminho divino da fé.

Moisés  tentou  conseguir  o  livramento  de  seu  povo  pelo  esforço  próprio,

pela  influência  pessoal,  e  até  pela  violência.  Deus  teve  de  deixá-lo

quarenta anos no deserto, até ele estar preparado para o trabalho.

Paulo  e  Silas  foram  enviados  por  Deus  a  pregar  na  Europa.

Desembarcaram  e  foram  a  Filipos.  Foram  açoitados  e  postos  na  prisão

com os pés no tronco. Ficaram ali encerrados para a fé.

Confiaram em Deus.  Entoaram  louvores  a  Ele  na  hora  mais

escura, e Deus operou livramento e salvação.

João  foi  exilado  na  ilha  de  Patmos:  foi  encerrado  para  a  fé.  Não

tivesse ele sido encerrado, nunca teria visto tão gloriosas visões de Deus.

Amado  leitor, você  está  em  alguma  grande  dificuldade?  Teve

alguma  desilusão?  Sofreu  alguma  dor  terrível,  alguma  perda  muito

grande?  Está  num  lugar  difícil?  Ânimo! Você está  encerrado  para  a  fé.

Aceite  sua  dificuldade  da  maneira  certa.  Entregue-a  a  Deus.  Louve-O

porque Ele faz com que todas as coisas cooperem para o bem e porque

Deus trabalha  para  aquele  que  nele  espera.  Você receberá  bênçãos,

auxílio  e  revelações  de  Deus  que  de  outra  forma  não  lhe  teriam

sobrevindo;  e,  além  de  você,  muitos  receberão  grandes  bênçãos  e

revelações porque a sua vida esteve encerrada para a fé. — C. H. P.

26 de Agosto

Não está em mim. (Jó 38.14.)

Lembro-me  de  que,  certa  ocasião,  eu  disse:  “É do  mar  que  eu

preciso.” E fui passar alguns dias à beira-mar. Mas este parecia dizer-me:

“Não está em mim!” O mar não me deu o que eu esperava. Então pensei:

“É nas montanhas que vou conseguir descansar.” E fui para a montanha.

Quando acordei de manhã, lá estava o grande monte que eu tanto

queria  ver;  mas  ele  disse:  “Não  está  em  mim!”  Ele  não  me  satisfez.  Ah!

Eu precisava era do mar do Seu amor e dos altos montes da Sua verdade

dentro de mim. Foi a sabedoria que as “profundezas” disseram não estar

nelas, e que se não pode comparar a jóias ou pedras preciosas. Cristo é

a  sabedoria,  e  é  a  nossa  mais  premente  necessidade. O  problema de

nossa  inquietação  interior  só  pode  ser  resolvido  pela  revelação  do  Seu

eterno interesse e amor por nós. — Margaret Bottome

Ninguém pode prender uma águia na floresta. Pode-se cercá-la de

um  coro  dos  mais  maviosos  pássaros,  pode-se  dar-lhe  um  poleiro  no

melhor  galho  de  um  pinheiro,  pode-se  encarregar  outras  aves  de  lhe

trazerem as mais deliciosas iguarias: ela desprezará tudo. Ela estenderá

suas  possantes  asas  e  fitando  os  píncaros  dos  montes,  cortará  os  ares

em direção às mansões ancestrais, situadas entre penhas e rodeadas da

música selvagem dos temporais e das cascatas.

A  alma  do  homem,  em  seus  vôos  de  águia,  não  achará  pouso

senão  na  Rocha  Eterna.  Suas  mansões  ancestrais  são  as  mansões  do

céu.  Seus  rochedos  são  os  atributos  de  Deus.  O  impulso  do  seu vôo

majestoso  é  a  eternidade.  “SENHOR,  tu  tens  sido  a  nossa  morada  de

geração em geração.” — Macduff

27 de Agosto

Jesus, tirando-o da multidão, à parte… (Mc 7.33.)

Paulo não só suportou as provas no meio do serviço ativo,  como

na  solidão  da  prisão.  É possível  suportar-se  a  pressão  de  um  trabalho

intenso, acompanhado de severo sofrimento, e depois não resistir quando

deixado  à  parte,  fora  de  toda  atividade  religiosa;  quando  forçado  a  um

estreito confinamento em uma prisão.

Aquela ave nobre, que corta as maiores alturas, alçando-se acima

das  nuvens,  conseguindo  voar  extensões  enormes,  mergulha  no

desespero  quando  é  lançada  numa  gaiola,  e  forçada  a  bater  contra  as

barras  da  sua  prisão  as  asas  impotentes. Você já  viu  uma grande  águia

definhar  em  uma  pequena  cela,  com  a  cabeça  curvada  e  as  asas

pendidas? Que imagem da tristeza e inatividade!

Paulo  na  prisão — uma  outra  visão  da  vida.  Quer  ver  como  ele

enfrenta a situação? Eu o vejo olhando por cima das paredes da prisão e

por  cima  da  cabeça  de  seus  inimigos.  Vejo-o  escrever  um  documento  e

assinar seu nome, não o prisioneiro de Festo, nem de César; não a vítima

do Sinédrio; mas — o “preso do Senhor”.

Ele  via  só  a  mão  de  Deus,  em  tudo  aquilo.  Para  ele  a  prisão  se

torna um palácio. Em seus corredores ecoam brados de triunfante louvor

e gozo.

Impedido  de  realizar  o  trabalho  missionário  que  ele  tanto  amava,

agora  constrói  um  púlpito —  uma  nova  tribuna  de  testemunho —  e

daquele  lugar  de  cativeiro,  vêm  alguns  dos  mais  maravilhosos  e  mais

úteis  serviços  acerca de  liberdade  cristã.  Que  preciosas  mensagens  de

luz vêm daquelas sombras escuras da prisão.

Pense  na  longa  linha  de  santos  aprisionados  que  se  sucederam

no  rastro  do  apóstolo.  Durante  doze  longos  anos,  os  lábios  de  Bunyan

estiveram silenciados na prisão de Bedford. E foi ali que ele fez a maior e

melhor obra de sua vida. Lá ele escreveu “O Peregrino”, o livro mais lido

depois da Bíblia. Assim nos fala: “Na prisão, eu me sentia como em casa;

sentava-me e escrevia, escrevia… pois a alegria me fazia escrever.”

O  sonho  maravilhoso  da  longa  noite  de  Bunyan  tem  iluminado  o

caminho de milhões de peregrinos cansados. Uma mulher francesa, cheia

do Espírito Santo, Madame Gyuon, ficou muito tempo entre as paredes de

uma prisão. Como alguns pássaros cativos cujo canto é mais belo quando

estão confinados, a música de sua alma voou para muito longe daquelas

paredes escuras e tem feito dissipar-se a desolação de muitos corações

desalentados. Oh, a consolação celeste que se tem elevado de tantos lugares de

solidão! — S. C. Rees

28 de Agosto

Ali os provou. (Êx 15.25.)

Estive  certa  vez  na  sala-de-provas  de  uma  grande  indústria  de

aço.  À  minha  volta  achavam-se  pequenas  divisões  e  compartimentos,  e

nelas,  peças  de  aço  que  haviam  sido  provadas.  Cada  uma  estava

marcada com um número que mostrava seu ponto de resistência.

Algumas  haviam  sido  torcidas  até  se  quebrarem,  e  a  força  de

torção estava registrada nelas. Outras haviam sido esticadas até ao ponto

máximo,  e  sua  resistência  à  tração  também  estava  ali  indicada.  Outras,

ainda,  haviam  sido  prensadas  até  ao  máximo,  e  também  estavam

marcadas. O chefe das obras sabia exatamente o que aquelas peças de

aço  suportariam  sob  pressão.  Sabia  exatamente  o  que  agüentariam  se

colocadas  num  grande  navio,  edifício  ou  ponte.  E  sabia  isto porque  a

sala-de-provas o havia revelado.

Muitas  vezes,  isto  acontece  com  os filhos  de  Deus.  Ele  não quer

que  sejamos  como  vasos  de  vidro  ou  porcelana.  Deseja  ver-nos  como

essas  peças  de  aço,  enrijecidas,  capazes  de  suportar  torções  e

compressões até o máximo, sem desfalecer.

Ele  não  quer  que  sejamos  plantas  de  estufa,  mas  carvalhos

batidos  pelas  tempestades;  não  dunas  de  areia,  movidas  por  qualquer

rajada  de  vento,  mas  rochas  de  granito,  arrostando  os  mais  furiosos

temporais.  Para  tornar-nos  assim,  Ele precisa  levar-nos  à  Sua  sala-de-provas do sofrimento.

Muitos  de  nós  não  precisam  de  outro  argumento  que  a  própria

experiência,  para  provar  que  de  fato  o  sofrimento  é  a  sala-de-provas  da

fé. — J. H. McC.

É muito  fácil  falarmos  e  apresentarmos  teorias  sobre  a  fé,  mas,

muitas  vezes,  Deus  nos  lança  no  cadinho  para  provar  o  nosso  ouro  e

para separar dele a escória e as imperfeições. Felizes somos nós, se os

furacões  que  encrespam  o  mar  inquieto  da  vida  têm  o  efeito  de  tornar

Jesus  ainda  mais  precioso  ao  nosso  coração.  É  melhor  a  tempestade

com Cristo do que águas mansas sem Ele. — Macduff

Como  seria,  se  Deus  não  pudesse  usar  o  sofrimento  para

amadurecer a nossa vida?

29 de Agosto

Ele próprio, carregando a sua cruz, saiu… (Jo 19.17.)

Há  uma  poesia  chamada  “A  Cruz  Trocada”,  que  fala  de  uma

mulher  que,  muito  cansada,  achou  que  a  sua  cruz  era  mais  pesada  do

que  a  das  pessoas  à  sua  volta,  e  desejou  trocá-la  por  outra.  Certa  vez

sonhou  que  tinha  sido  levada  a  um  lugar  onde  havia  muitas  cruzes,  de

diversos formatos e tamanhos. Havia uma bem pequena e linda cravejada

de  ouro  e  pedras  preciosas.  “Ah,  esta  eu  posso  carregar  facilmente”,

disse  ela.  Então  tomou-a;  mas  seu  corpo  frágil  estremeceu  sob  o  peso

daquela  cruz.  As  pedras  e  o  ouro  eram  lindos,  mas  o  peso era  demais

para ela.

A seguir viu uma bonita cruz, com flores entrelaçadas ao redor de

seu tronco e braços. Esta seria a cruz ideal, pensou. Então tomou-a, mas

sob as flores havia espinhos, que lhe feriram os ombros.

Finalmente,  mais  adiante,  viu  uma  cruz  simples,  sem  jóias,  sem

entalhes, tendo apenas algumas palavras de amor inscritas nela. Pegou-a, e viu que era a melhor de todas, a mais fácil de carregar. E enquanto a

contemplava  banhada  pela  luz  que  vinha  do  céu,  reconheceu  que  era  a

sua  própria  cruz.  Ela  a  havia  encontrado  de  novo,  e  era  a  melhor  de

todas, e a que lhe pareceu mais leve.

Deus  sabe  melhor  qual  é  a  cruz  que  devemos  levar.  Nós  não

sabemos o peso da cruz dos outros. Invejamos uma pessoa que é rica; a

sua  cruz  é  de  ouro  e  pedras  preciosas,  mas  não  sabemos  o  peso  que

tem.  Ali  está  outra  pessoa  cuja  vida  parece  muito  agradável.  Sua  cruz

está  ornada  de  flores.  Se  pudéssemos  experimentar  todas  as  outras

cruzes que julgamos mais leves do que a nossa, descobriríamos por fim

que  nenhuma  delas  é tão  certa  para  nós  como  a  nossa. — Glimpses

through Life’s Window

30 de Agosto

Aqueles que descem ao mar, embarcando em navios, aqueles que

fazem  tráfego  nas  grandes  águas,  esses  vêem  as  obras  de  Jeová, e  as

suas maravilhas no profundo. (Sl 107.23,24.)

Para  o  céu,  todo  vento  que  sopra  é  bom.  Quem  ainda  não

aprendeu  isto,  ainda  não  é  mestre  na  arte,  é  apenas  aprendiz.  A  única

coisa que não ajuda a ninguém é a calmaria. Norte ou sul, leste ou oeste,

não  importa,  qualquer  vento  pode  nos  levar  em  direção  àquele  porto

bendito.  Procuremos  apenas  uma  coisa: fazer-nos  ao  mar  alto, e  então,

não  tenhamos  medo  de  ventos  tempestuosos. Façamos  nossa  a  oração

daquele  velho  crente:  “Ó  Senhor,  manda-nos  ao  mar  alto,  às  águas

profundas. Aqui, nós estamos tão perto dos recifes que, à primeira brisa

do  inimigo,  seremos feitos  em  pedaços.  Senhor,  manda-nos  ao  mar  alto

— às  águas  profundas,  onde  teremos  espaço  bastante  para  obter  uma

gloriosa vitória.” — Mark Guy Pearse

Lembremo-nos  disto:  nossa  fé  mostra  suas  verdadeiras  dimen-sões na hora da provação.  Aquilo que não suporta o momento de prova

não passa de mera confiança carnal. Fé em tempo de bonança não é fé.

— C. H. Spurgeon

31 de Agosto

Bem-aventurados os que não viram, e creram. (Jo 20.29.)

Como  é  forte  a  cilada  das coisas  visíveis,  e  como  é  necessário

que  Deus  nos  conserve  voltados  para  as  invisíveis!  Se  Pedro  vai  andar

sobre as águas, precisa andar; se vai nadar, precisa nadar; mas não pode

fazer as duas coisas ao mesmo tempo. Se um pássaro vai voar, precisa

afastar-se das cercas e árvores e confiar em suas asas. Mas se procurar

conservar o chão ao seu alcance, seu vôo será bem precário.

Deus  teve  que  levar  Abraão  ao  limite  de  suas  próprias  forças;

mostrando-lhe que em seu próprio corpo ele nada podia. Abraão precisou

chegar a considerar seu corpo como amortecido, para depois esperar que

Deus  realizasse  a  obra  toda;  e  quando  tirou  os  olhos  de  si  mesmo  e

confiou só em Deus, então ficou inteiramente persuadido de que, se Deus

havia feito a ele a promessa, era também poderoso para cumpri-la.

É isso que Deus está-nos ensinando, e muitas vezes Ele tem que

afastar da nossa vida os resultados positivos, até que aprendamos a nEle

confiar,  sem  o  apoio  deles.  Então  terá  prazer  em  tornar  a  Sua  Palavra

bem real para nós por meio de fatos visíveis, assim como já nos é real por

meio da fé.

Você foi abençoado com o que recebeu nesta página? Então agradeça a Deus e compartilhe com outras pessoas, para que elas sejam abençoadas também!

Se puder, abençoe nosso ministério, o qual não é financiado ou patrocinado por nenhuma igreja, por isso, dependemos da Generosidade de corações como o teu.

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Você pode escolher a melhor forma de fazer a sua doação (de qualquer valor) de qualquer lugar do mundo:  Cartão de Crédito – Cartão de Débito – Boleto Bancário. Basta clicar na imagem abaixo e seguir as instruções.

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1- PAGSEGURO em português:    https://pagseguro.uol.com.br/sobre_o_pagseguro.jhtml

2- PAGSEGURO in English:

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