Mês de Novembro

Nesta seção, você tem uma mensagem bíblica de Força e Conforto Espiritual para cada um dos 30 dias do mês de Novembro. Este é o penúltimo mês do presente ano. Neste mês, meu amado filho caçula,Pedro Vítor, faz aniversário no dia 28.

Lembre-se: é muito importante que você ore a Deus todos os dias e o busque de todo o teu coração.

Não procure somente falar mas busque principalmente ouvir o que Deus quer te dizer através da Bíblia Sagrada. 

As mensagens dos outros meses também podem ser lidas mês a mês através dos seguintes Links: Mês de Janeiro -Mês de Fevereiro – Mês de Março – Mês de Abril - Mês de Maio - Mês de Junho - Mês de Julho - Mês de Agosto – Mês de Setembro - Mês de Outubro - Mês de Novembro - Mês de Dezembro

 

1° de Novembro

Quando a nuvem se detinha … então os filhos de Israel … não partiam. (Nm 9.19.)

Este era o maior teste de obediência. Era relativamente fácil levantar acampamento, quando os flocos da nuvem iam-se ajuntando devagar e erguendo-se de cima do Tabernáculo e ela passava a flutuar majestosamente diante da multidão. A mudança de ares é sempre agradável; e havia emoções e interesses na caminhada, nos cenários e em saber como seria o próximo ponto de parada. Mas a espera… Ali, por mais mormacenta ou sem atrativos que fosse a região, por mais irritante que fosse à carne e ao sangue, por muito cansativa que fosse ao coração impaciente e por mais perigosa que fosse — não havia escolha, senão ficarem acampados. O salmista diz: “Esperei com paciência no Senhor, e ele se inclinou para mim, e ouviu o meu clamor/’ E o que Ele fez pelos santos do Velho Testamento, fará pelos crentes de todas as épocas. Deus muitas vezes ainda nos deixa esperando.

Face a face com inimigos ameaçadores, no meio de situações alarmantes, cercados de perigos, sob uma pedra que está para rolar. Não poderemos sair dali? Não será hora de levantar acampamento? Já não sofremos até o limite? Não podemos trocar este calor e esta claridade que dói na vista, por pastos verdes e águas tranqüilas? Não há resposta. A nuvem não se move, e precisamos ficar ali, embora seguros do maná, da água da rocha, do abrigo, da proteção.

Deus nunca nos conserva num lugar sem nos assegurar da Sua presença e mandar-nos suprimentos diários. Espere, jovem, não se apresse em mudar as coisas! Pastor, fique no seu posto! Enquanto a nuvem não se mover claramente, você não deve se mover. Espere, pois, a boa hora do seu Senhor! Ele chegará no tempo certo! — Daily Devotional Commentary

2 de Novembro

Mas havia oração… (At 12.5.)

A oração é o elo que nos põe em contato com Deus. É a ponte que liga quaisquer distâncias, e nos carrega por sobre qualquer abismo de perigo ou necessidade. Que significativo quadro da Igreja apostólica: Pedro, na prisão; os judeus, triunfantes; Herodes, supremo; a arena dos martírios esperando o raiar do dia, para beber o sangue do apóstolo. Tudo contra ela. “Mas havia oração incessante a Deus por parte da igreja a favor dele”, de Pedro. E qual o resultado? A prisão, aberta; o apóstolo, em liberdade; os judeus, confundidos; o ímpio rei, comido de bichos — um espetáculo em substituição ao da arena, embora às ocultas; — e a palavra de Deus, propagando-se com maior vitória.

Conhecemos o poder da nossa arma espiritual? Atrevemo-nos a usá-la com a autoridade de uma fé que não só pede, mas reclama o que é seu? Deus nos batize com uma santa ousadia e divina certeza! Ele não está esperando por grandes homens, mas por homens que ousem pôr à prova a grandeza do seu Deus. Sim, Deus! Sim, a oração! — A. B.Simpson

Na sua oração, tenha cuidado, acima de tudo, de não limitar a Deus; não só por incredulidade, mas por imaginar que já sabe o que Ele pode fazer. Espere coisas inesperadas, além de tudo o que pedimos ou pensamos. Toda vez que interceder, fique quieto, primeiro, e adore a Deus na Sua glória. Pense no que Ele pode fazer, em como Ele tem prazer em ouvir a Cristo, e pense na sua posição em Cristo; e espere grandes coisas. —Andrew Murray As nossas orações são as oportunidades de Deus. Você está em tristeza? A oração pode tornar suave a sua aflição e fazer dela um meio de fortalecimento de sua vida. Você está alegre? A oração pode acrescentar à sua alegria alguma coisa do céu.

Está em extremo perigo ante inimigos externos ou internos? A oração pode trazer à sua mão direita um anjo, cujo toque reduziria uma mó a um pó mais fino que o trigo por ela triturado, e cujo olhar fulminaria um exército. O que a oração fará por você? Eu respondo: tudo o que Deus pode fazer. “Pede o que queres que te dê.” — Farrar

3 de Novembro

Em todos os altos desnudos terão o seu pasto. (Is 49.9.)

Brinquedos e jóias sem valor são facilmente obtidos, mas o que é de real valor custa caro. As alturas do poder são sempre compradas a preço de sangue. Você pode obter as mais elevadas vitórias, se tiver sangue bastante para dar por elas. Essa é a condição de conquista das santas altitudes, em toda parte. A história de verdadeiro heroísmo é sempre uma história de sangue e sacrifício. Os mais altos valores da vida e do caráter não são assoprados para o nosso caminho por ventos casuais. As grandes almas têm grandes dores.

Deus me mostrou verdades muito grandes E eu as amei, tomei-as para mim. Mas foi no andar diário ano após ano, Dor após dor e lutas após lutas, Que elas tomaram posse, então, de mim. Quando Deus nos coloca em circunstâncias difíceis, que nos obrigam a exercitar fé, nossa capacidade de conhecer a Deus é aumentada. Assim, quando muitas dificuldades assediarem o nosso caminho, demos graças a Deus por Ele estar-Se ocupando de nós, e descansemos completamente nele. Não peço de ti, filho meu, grandes coisas, Mas teu coração.

Pra Mim algo existe que É mais do que coisas: É ter a ti mesmo; E ter comunhão. Não queiras pra ti, filho meu, grandes coisas, Que todas têm fim. Que sejas, meu filho, homem de uma só coisa: Que queiras a Mim.

4 de Novembro

Estando eu no meio dos cativos, junto ao rio Quebar, se abriram os céus, e eu vi visões de Deus… e ali esteve sobre ele a mão do Senhor. (Ez 1.1,3.)

Não há comentarista da Escritura que seja tão valioso como o cativeiro. Os velhos Salmos soam com nova profundidade e paixão aos nossos ouvidos, quando nos sentamos junto aos rios da Babilônia; vibram para nós com nova alegria, quando saímos do nosso cativeiro “como as correntes no sul”. O homem que passou por muitas aflições não abrirá mão facilmente do seu exemplar da Bíblia.

Aos olhos dos outros o seu livro poderá parecer idêntico a outros livros, mas não para ele. Pois sobre as páginas da sua velha Bíblia marcada de lágrimas, ele escreveu, com caracteres visíveis só a seus olhos, o registro de suas experiências. E aqui e ali ele chega às colunas de Betei ou às palmeiras de Elim, que são para ele memoriais de algum capítulo crítico de sua história.

Para sermos beneficiados através do nosso cativeiro, precisamos aceitar a situação e torná-la no melhor meio possível de lucro. Ficar indignado porque uma coisa nos foi tirada ou porque fomos tirados daqui ou dali não irá melhorar nada, irá, sim, impedir-nos de melhorar o que nos resta.

Se esticarmos a linha, o nó ficará ainda mais cego. O cavalo que não se submete ao cabresto, acaba estrangulando-se na própria baia. O animal muito fogoso, que se agita sob o jugo, apenas fere o dorso. É conhecida a diferença entre o impaciente estorninho, que bate as asas contra a gaiola, gritando, como a dizer: “Não consigo sair! Não consigo sair!”, e o dócil canário, que canta na sua prisão.

Nenhuma calamidade poderá ser vista como somente um mal para nossa vida, se a levarmos diretamente a Deus em fervente oração. Pois assim como alguém que se abriga sob uma árvore pode encontrar nela inesperados frutos, assim quem se refugia sob as asas de Deus sempre encontrará nele muito mais do que já tinha visto ou conhecido.

É assim que, através das nossas provas e aflições, Deus nos dá novas revelações de Si mesmo; e o vau de Jaboque nos leva a Peniel, onde, como resultado da luta ali travada, vemos a Deus “face a face” e a nossa vida é salva. Você que está em algum cativeiro, tome isto para si; e o Senhor lhe dará “cânticos na noite” e mudará “a sombra da noite em manhã”. — Wm. Taylor

Submissão à vontade do Senhor é o mais macio travesseiro.

5 de Novembro

Haverá coisa alguma difícil ao Senhor? (Gn 18.14.)

Hoje há um desafio de Deus a você e a mim. Ele quer que pensemos no mais profundo, mais digno, mais alto desejo e aspiração que temos — alguma coisa que desejamos muito para nós mesmos ou para alguém que amamos, e que, como não vemos realizar-se e já faz tanto tempo, contamos como uma aspiração perdida — algo que poderia ter-se concretizado, mas que agora não pode mais; e então perdemos a esperança de vê-lo concretizado nesta vida. Essa coisa, se está na linha do que sabemos ser vontade expressa de Deus (como era a dádiva de um filho a Abraão e Sara), Ele tenciona fazer para nós, embora o achemos impossível, ao ponto de rirmos do absurdo de alguém pensar que possa acontecer. Essa coisa Deus tenciona fazer para nós, se apenas lhe permitirmos.

“Haverá coisa alguma difícil demais para o Senhor?” Não, se confiamos nele o suficiente para prosseguirmos fazendo a Sua vontade e deixando o impossível com Ele. Mesmo Abraão e Sara poderiam ter impedido o plano de Deus se continuassem a descrer. A única coisa difícil para o Senhor é a incredulidade deliberada e contínua, quanto ao Seu amor e poder, bem como a nossa rejeição cabal de Seus planos para nós. Nada é difícil demais para o Senhor fazer aos que confiam nele. — Messages for the Morning Watch

6 de Novembro

Eu repreendo e castigo a todos quantos amo. (Ap 3.19.)

Deus toma os mais escolhidos de Seus servos para as Suas mais escolhidas aflições. Os que têm recebido maior graça da parte de Deus são capazes de suportar maiores aflições vindas de Deus. As aflições não atingem os santos por acaso; são-lhes endereçadas por Deus. Deus não lança suas setas ao acaso.

Cada uma delas leva um recado especial e só atinge o coração para o qual foi apontada. Não há somente graça, mas glória, no crente que pode suportar quietamente a aflição. — Joseph Caryl

Se fosse, só, meu dia-a-dia, Esta palavra o que me falaria — Que “toda lágrima ele limparia’ E: “Dai descanso pra o que está cansado” Teria isto algum significado, Se eu não soubesse o que é me fatigar? Se não tivesse alguém na sepultura.

Quanto veria, pois, nesta Escritura em que Ele diz: ‘Eu sou a ressurreição”? A sepultura, a lágrima, o cansaço, Podem ser toques do divino braço Pra nos trazer a bênçãos mui reais; E se não gosto quando vão chegando. Bem sei que é Deus que assim me vai levando A conhecê-lo e amá-lo mais e mais!… Adaptado

“Os crentes que têm aprendido lições mais profundas são geralmente os que têm experimentado as chamas esquadrinhadoras de profunda angústia de alma.

Se você tem orado pedindo para conhecer mais de Cristo, não fique surpreso se Ele o levar à parte a um lugar deserto ou o guiar a uma fornalha de aflição. Não me castigues, Senhor, tirando a minha cruz, mas conforta-me, submetendo-me à tua vontade e fazendo-me amar a cruz. Dá-me aquilo através de que eu possa servir-te melhor … e que eu o receba como sendo a maior das tuas misericórdias; para que possas glorificar o Teu nome em mim segundo a Tua vontade. — A Captive’s Prayer

7 de Novembro

Mas o que para mim era ganho reputei-o perda por Cristo. (Fp 3.7.)

Quando sepultaram aquele pregador cego, George Matheson, cercaram sua sepultura de rosas vermelhas, em memória do sacrifício de amor que fora sua vida. Foi esse homem, tão lindamente honrado, que escreveu:

Ó Santo Amor que não me deixas só! Descanso em Ti minha alma fatigada. Dou-Te de volta o que ganhei de Ti -A vida – pra que em Ti multiplicada Seja bênção aqui. Ô Santa Luz que estás a me seguir: Entrego-Te esta chama arrefecida; Meu coração Te dá o que recebi, Pra que em Teu Sol, a chama, renascida, Resplandeça por Ti! Ô Santo Gozo que me vens na dor, Diante de Ti tenho a minha alma aberta!… Aprendo a ver que a noite nunca é vã, E que a promessa desejada é certa, De uma eterna manhã. Ó Santa Cruz que vens do pó me erguer! Quero provar-te, ó Cruz, em minha vida. Glórias terrenas eu sepulto aí Ao ressurgir terei, imerecida, Glória vinda de Ti! – Adaptado

Conta uma lenda, que certo artista havia descoberto o segredo de um vermelho extraordinário que nenhum outro conseguia imitar. O segredo de sua cor morreu com ele. Porém, após sua morte descobriram-lhe no peito uma ferida antiga, sobre o coração. Isso revelou a fonte do inigualável tom de suas pinturas. A lenda ensina que nenhuma grande conquista poderá ser feita, nenhum alto ideal será alcançado, coisa alguma de valor será realizada em prol do mundo, a não ser a preço de sangue vertido do coração.

8 de Novembro

Tomou consigo a Pedro, a João e a Tiago, e subiu ao monte a orar. E estando ele orando, transfigurou-se a aparência do seu rosto, e o seu vestido ficou branco e mui resplandecente… viram a sua glória. (Lc 9.28, 32.)

Se tenho achado graça aos teus olhos, rogo-te que agora me faças saber o teu caminho. (Êx 33.13.)

Quando Jesus levou os três discípulos à parte, àquele monte, atraiu-os a uma íntima comunhão com Ele. A ninguém viram, senão somente a Jesus; e era bom estar ali. O céu não está longe dos que ficam no monte com o seu Senhor. Quem, em momentos de meditação e oração, já não teve vislumbres do céu aberto? Quem, no lugar secreto de bendita comunhão, já não sentiu alguma onda de santa emoção — antegosto do gozo dos bem-aventurados? O Mestre tinha ocasiões e lugares para uma conversa quieta com Seus discípulos; uma vez no cume do Hermom; mais freqüentemente, porém, nas encostas do monte das Oliveiras. Cada crente deve ter o seu monte das Oliveiras. A maioria de nós, principalmente os das cidades grandes, vive sob grande pressão. Desde cedinho até à hora de deitar estamos expostos ao redemoinho.

No meio desse burburinho todo, quão pouca oportunidade temos para uma quieta reflexão, para a Palavra de Deus, para oração e comunhão de coração para coração com Ele! Daniel precisou do monte das Oliveiras em seu quarto, no meio dos rugidos e da idolatria da Babilônia. Pedro o encontrou no terraço em Jope; e Martinho Lutero o encontrou no “Cenáculo” de Wittemberg, conservado ainda hoje como coisa sagrada.

O servo de Deus Dr. Joseph Parker disse certa vez: “Se não voltarmos às visões, aos vislumbres do Céu, à consciência da glória mais elevada e da vida mais plena, perderemos nossa espiritualidade; nosso altar se tornará uma simples pedra, se não tiver a bênção de visitas do Céu.” Eis a necessidade do mundo de hoje: homens que vejam a face do seu Senhor. — The Lost Art Chegue perto dele! Ele poderá levá-lo hoje ao cume do monte, pois se levou ali a Pedro, o impetuoso, e a Tiago e João, os filhos do trovão, que vez após outra compreenderam mal o Mestre e Sua obra, não há razão por que não possa levá-lo ali. Por isso, não se ponha a um lado, dizendo: “Aquelas visões e revelações extraordinárias do Senhor são para espíritos seletos!” Não. Elas podem ser para você. — John Mc Neill

9 de Novembro

Os que se assentam de novo à sua sombra voltarão; serão vivificados como o cereal e florescerão como a vide. (Os 14.7)

O dia terminou com um pesado aguaceiro. As plantas do meu jardim foram encurvadas pela força da chuva. Uma flor de que eu gostava muito e havia admirado por sua beleza e perfume, lá estava exposta ao temporal. Sua haste encurvou-se. A flor pendeu-se. Cerrou as pétalas.

Vi o fim da sua glória. E pensei: “Tenho de esperar um ano inteiro para ver outra beleza igual.” A noite passou e veio a manhã; novamente o sol; e o ar da manhã trouxe novas forças à flor. A luz olhou para ela e ela olhou para a luz. Houve contato e comunhão, e energia passou para a flor. Ela ergueu a cabeça, abriu as pétalas, retomou a sua glória e pareceu mais bela do que antes.

Fico pensando como se terá passado isso — aquela coisa fraca, entrando em contato com a forte, ganhando força! Eu não sei dizer como é que através de comunhão com Deus eu posso receber dentro de mim o poder de fazer coisas e de suportar coisas, mas sei que é um fato. Você está em perigo, através de alguma provação pesada e esmagadora? Busque essa comunhão com o Senhor, e receberá força; e será capaz de vencer. “Eu te fortaleço.”

10 de Novembro

Abraão, esperando contra a esperança, creu. (Rm 4.18.)

A fé de Abraãc parecia estar em inteira correspondência com o poder e a fidelidade de Jeová. Nas circunstâncias em que se encontrava, já velho, ele não tinha em seu próprio corpo o necessário para que esperasse o cumprimento da promessa. No entanto, creu na Palavra do Senhor e ergueu o olhar para o tempo em que sua descendência seria como as estrelas do céu em multidão.

Ó minha alma, você não tem só uma promessa, como Abraão, mas mil promessas, e muitos exemplos de crentes fiéis: cabe a você, portanto, apoiar-se confiantemente na Palavra de Deus. E embora Ele tarde e o mal pareça crescer mais e mais, não se enfraqueça, antes fortaleça e se alegre, pois que as mais gloriosas promessas de Deus são geralmente cumpridas de maneira tão extraordinária, que ele vem salvar-nos na hora em que menos parece possível.

Comumente ele traz Seu socorro em nossa maior necessidade, para que se possa ver que foi mesmo a Sua mão que nos livrou. E ele escolhe este método para que não confiemos em coisa alguma que vemos ou sentimos, como somos tão inclinados a fazer, mas só e simplesmente na Sua Palavra, da qual podemos depender em qualquer situação. — CM.Von Bogatsky

Lembre-se de que o momento para a fé entrar em ação é justa-mente quando acaba o que se vê. Maiores as dificuldades, mas fácil para a fé. Enquanto existem alguns recursos naturais a fé não avança tão facilmente como quando esses recursos falham. — George Muller

11 de Novembro

Seja ele como a chuva que desce sobre a campina ceifada. (Sl 72.6.)

Amós fala das ceifas do rei. O nosso Rei tem muitas segadeiras, e está continuamente aparando os Seus gramados. Quando se ouve o tinido da pedra de amolar sobre a lâmina da segadeira, já se sabe que milhares de folhas verdes de grama e centenas de florinhas vão ser cortadas. Tão bonitas que estavam pela manhã, mas dentro de uma ou duas horas estarão empilhadas em longas fileiras — murchas.

Assim, na vida humana, nós apresentamos um belo espetáculo antes que venha a segadeira da dor, a tosquia do desapontamento, a foice da morte. Não há método de se obter um gramado aveludado, senão através de repetidas aparas; e não há maneira de se desenvolver um espírito tenro, equilibrado e compassivo senão através das aparas de Deus.

Quantas vezes a Palavra compara o homem à erva, e a sua glória à flor da erva! Mas quando a erva é ceifada e seus tenros brotos estão sangrando, e onde havia flores há desolação, temos a melhor hora para caírem as chuvas suaves e mornas. Ó alma, você foi tosada! O Rei vem a você com Sua afiada segadeira! Não tema a segadeira — depois dela virá a chuva de bênçãos. — F. B. Meyer

12 de Novembro

Estes eram oleiros … moravam ali com o rei para o servirem. (1 Cr 4.23.)

Em qualquer lugar e em qualquer circunstância nós podemos morar com o rei para o servir. Pode ser que o lugar seja desfavorável e não pareça condizer com moradas de rei; pode ser mesmo uma vida no campo, com muito pouco à nossa volta que se pareça com “as saídas” do Rei; talvez o nosso lugar seja entre cercas, com obstáculos de todos os lados; e pode ser, além do mais, que as nossas mãos estejam cheias dos potes e vasos de nossos afazeres diários.

Não importa! O Rei que nos colocou “a/f virá e morará conosco; se há cercas, está bem, pois senão ele as tiraria. E talvez o que nos parece obstáculo seja para a nossa própria proteção. E quanto aos potes e vasos, bem, isso é exatamente o que ele achou por bem colocar em nossas mãos, e portanto é, para o momento, o “Seu serviço”. — Frances Ridley Havergal

O belo pôr-de-sol e o céu estrelado, a soberba montanha e o mar azul, bosque fragrante e as flores coloridas não têm a beleza da alma que está servindo por amor ao Senhor Jesus, no vaivém comum de uma vida sem poesia. — Faber

Há vidas muito santas em pessoas que nunca se distinguiram como autores nem deixaram alguma obra distinta que as faça lembradas no mundo, mas que viveram como anjos, tendo produzido suas flores suaves, escondidas como o lírio no vale isolado à beira da límpida corrente. — Keneth Digby

13 de Novembro

Eu o tenho conhecido, que ele há de ordenar a seus filhos e a sua casa depois dele. (Gn 18.19.)

Deus quer pessoas de quem ele possa depender. Ele pôde dizer de Abraão: “Eu o tenho conhecido, que ele há de ordenar a seus filhos… para que o Senhor faça vir sobre Abraão o que acerca dele tem falado.” De Deus se pode depender; Ele quer que nós sejamos, à Sua semelhança, firmes, apoiáveis e estáveis.

E é isto que é fé. Deus está procurando homens em quem Ele possa pôr o peso de todo o Seu amor, Seu poder e Suas fiéis promessas. As máquinas de Deus são bastante fortes para arrastar qualquer peso que prendamos a elas. Infelizmente o cabo que ligamos à máquina muitas vezes é fraco demais para segurar o peso da nossa oração.

Por isso, Deus está-nos exercitando e disciplinando para ficarmos estáveis e seguros na vida de fé. Que aprendamos as lições e sejamos firmes. — A. B. Simpson

Deus sabe que você poderá suportar essa provação, senão Ele não a teria enviado. É a confiança dele em você que explica as tribulações da vida, por mais amargas que sejam. Deus conhece as nossas forças, e mede-as até ao último centímetro. Nunca foi dada a ninguém uma provação maior do que as suas forças, por meio de Deus, pudessem suportar.

14 de Novembro

Se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer, fica ele só; mas se morrer, dá muito fruto. (Jo 12.24.)

Vá ao antigo Campo Santo de Northampton, Massachussets, e visite o túmulo de David Brainerd; a seu lado está o de Jerusha Edwards, que ele amou mas não chegou a desposar. Quantas esperanças e expectações pela causa de Cristo desceram para o túmulo com a forma desgastada do jovem missionário.

E nada ficava, senão a lembrança querida e um punhado de índios convertidos! Mas o valoroso santo puritano, Jonathan Edwards, pai de Jerusha, que havia esperado ter o jovem como filho, juntou num pequeno livro as memórias de Brainerd.

E o livro criou asas e voou além dos mares, e iluminou a mesa de estudos de um estudante de Cambridge: Henry Martin. Pobre Martin! Por que haveria ele de jogar a vida assim, com todo o seu estudo, talento e oportunidades? O que havia ele realizado, quando regressava das costas de coral da Índia? Quando, com a saúde arruinada, só conseguiu arrastar-se até o sombrio caravançará nas proximidades do mar Negro, em Tocat — onde rastejava sob os arreios empilhados, para de encontro à terra refrescar-se da febre escaldante — e ali morrer só? Para que esse desperdício?… Da sepultura de Brainerd que morreu tão jovem e do túmulo isolado de Martin, brotou o nobre exército dos missionários de hoje. — Lord Wooley Bacon

15 de Novembro

Acima das nossas forças. (2 Co 1.8.) Para que sobre mim repouse o poder de Cristo. (2 Co 12.9.)

Deus permitiu que a crise se apertasse em torno de Jacó, naquela noite em que ele se inclinou em súplicas em Peniel, a fim de levá-lo a apoderar-se de Deus, pois sem a crise ele não teria chegado a esse ponto. E por causa daquele lugar estreito de perigo, Jacó teve a sua fé alargada e cresceu no conhecimento de Deus, como também no poder de uma vida nova e vitoriosa.

Deus teve de fazer Davi passar por uma disciplina longa e penosa, para que ele viesse a conhecer a onipotência e a fidelidade do seu Deus e para que se gravassem aqueles princípios de fé e piedade que eram indispensáveis à sua gloriosa carreira como rei de Israel.

Paulo só pôde conhecer todo o significado da promessa “A minha graça te basta”, através das situações extremas em que foi colocado. E assim ele aprendeu a fazer uso dela, e através dele a igreja o tem aprendido. Só as provações e os perigos que atravessamos é que poderiam ter levado alguns de nós a conhecê-lo como o conhecemos, a confiar nele como confiamos.

As nossas situações desesperadoras é que nos obrigaram a tomar dele toda a graça de que precisávamos. As dificuldades e obstáculos são os desafios que Deus lança à nossa fé. Quando encontramos obstáculos no caminho do dever, precisamos considerá-los como vasilhas que a fé tem diante de si para encher da plenitude e suficiência de Jesus; e à medida que avançamos, confiando simples e inteiramente nele, podemos ser provados, podemos ter de esperar e deixar que a paciência tenha a sua obra completa, mas no fim acharemos a pedra removida do sepulcro e o Senhor esperando para nos recompensar em dobro pelo nosso tempo de prova. — A. B. Simpson

16 de Novembro

Eles o venceram pelo sangue do Cordeiro… e não amaram as suas vidas até à morte. (Ap 12.11.)

Quando Tiago e João vieram a Cristo com sua mãe, pedindo-lhe para lhes dar o melhor lugar do reino, Ele não lhes recusou o pedido, mas disse que seriam atendidos, se pudessem fazer a Sua obra, beber o Seu cálice e ser batizado com o Seu batismo. Queremos nós a competição? As coisas melhores estão sempre cercadas pelas mais difíceis, e nós também encontraremos pela frente montanhas, florestas e carros de ferro.

O sofrimento é o preço da coroação. Arcos de triunfo não são entretecidos com rosas e cordões de seda, mas com golpes rijos e cicatrizes sangrentas. As próprias dificuldades que você está enfrentando na vida hoje são lhe dadas pelo Mestre com o propósito explícito de capacitá-lo a ganhar a sua coroa.

Não fique esperando uma situação ideal, por alguma dificuldade romântica, por alguma emergência distante. Levante-se para enfrentar as condições que a providência de Deus colocou à sua volta hoje.

A sua coroa de glória está engastada no centro dessas coisas; dessas dificuldades e provas que o estão apertando neste momento, nesta semana, neste mês da sua vida. As coisas mais difíceis não são as que o mundo vê. Lá no fundo da sua alma, invisível a todos, menos a Jesus, há uma certa provação que você não se atreveria a mencionar, e que para você é mais difícil de suportar do que o martírio. Ali, amado, está a sua coroa. Deus o ajude a vencer e a usá-la um dia. — Selecionado

17 de Novembro

Ouvi o que diz esse juiz injusto. E não fará Deus justiça aos seus escolhidos, que dia e noite clamam a ele, já que é longânimo para com eles? (Lc 18.6,7.)

Os tempos de Deus não estão às suas ordens. Se o primeiro atrito da pedra não produz fogo, você tem que tentar de novo. Deus ouvirá a oração, mas Ele pode não responder na hora marcada pela nossa mente.

Ele Se revelará ao nosso coração que busca, mas não exatamente no momento que marcamos em nossa expectação. Daí a necessidade de perseverança, importunação e súplica.

No tempo em que se produzia fogo pelo atrito de pedra e aço, e dos fósforos de enxofre, tínhamos de fazer o atrito e riscar o fósforo muitas vezes até conseguirmos uma centelha que pegasse no material inflamável; e ficávamos bem contentes quando por fim o conseguíamos. E não seremos assim perseverantes e esperançosos quanto às coisas celestiais?

Neste assunto há razão para mais certeza de sucesso do que com aqueles fósforos, pois temos aqui promessas de Deus. Nunca percamos a esperança. O tempo de Deus mostrar misericórdia chegará.

Sim, já chegou, se já chegou o tempo de nós crermos. Peça com fé, não duvidando; mas não cesse de pedir, se o Rei está demorando a responder. Risque o fósforo outra vez. Faça voarem as faíscas e tenha preparado o seu material inflamável. Breve você terá fogo. — C. H. Spurgeon

Eu não creio que haja na história do reino de Deus o caso de uma só oração certa, feita no espírito certo, que seja deixada para sempre sem resposta. — Theodore L. Cuyler

18 de Novembro

Bem-aventurado é aquele que não achar em mim motivo de tropeço. (Lc 7.23.)

Às vezes é bem difícil não achar motivo de tropeço em Jesus Cristo. Os tropeços podem estar na esfera das circunstâncias. Suponhamos: eu esperava encontrar grandes oportunidades, no entanto, encontro-me numa prisão — seja uma esfera estreita de convívio ou de serviço, seja um quarto de enfermidade, seja uma posição mal-vista. Sim; mas ele sabe o que é melhor para mim.

Meu ambiente é determinado por Ele. Ele tem em vista fortalecer a minha fé, atrair-me para maior comunhão com Ele, tornar maduro o meu poder. A minha alma prosperará na prisão.

O tropeço pode estar nos domínios da mente. Sou assaltado por perplexidades, indagações que não sei solucionar. Eu havia pensado que, entregando-me a Ele, meu céu estaria sempre claro; porém, muitas vezes está encoberto por névoas e nuvens.

Contudo, deixe-me crer que, se as dificuldades permanecem, é para que eu aprenda a confiar nele ainda com mais singeleza — a confiar e não temer. Sim, e por meio dos meus conflitos mentais sou treinado a ser instrutor para outros homens açoitados por semelhantes tempestades.

O tropeço pode estar na ordem espiritual. Eu tinha imaginado que dentro do Seu aprisco nunca sentiria os ventos cortantes da tentação. Mas é melhor como está, pois a Sua graça é magnificada; o meu caráter é amadurecido; e o Repouso com Ele será mais doce, no fim do dia. Dali olharei para as curvas e provas do caminho e cantarei os louvores do meu Guia. Assim, venha o que vier, aceitarei Sua vontade; e recusarei deixar-me tropeçar no meu amoroso Senhor. — Alexander Smellis

19 de Novembro

Tu, que me tens feito ver muitos males e angústias, me darás ainda a vida e me tirarás dos abismos da terra. (Sl 71.20.)

Deus nos mostra, nos faz ver, males e angústias. Assim, enquanto está sendo processada essa parte da nossa educação, temos às vezes de descer aos “abismos da terra”, temos de atravessar passagens subterrâneas, temos de ficar enterrados entre os mortos — mas a corda da nossa comunhão com Deus nunca será esticada, demais, a ponto de arrebentar; e Deus a puxará— Ele nos tornará a trazer das profundezas. Nunca duvide de Deus! Nunca diga que ele o esqueceu ou abandonou.

Nunca pense que Ele não Se compadece de nós. Ele dará ainda a vida. Em todo emaranhado de fios, há sempre um fio liso, em ordem. Por longo que seja o dia, virá o repouso da noite. As neves do inverno ficam algum tempo sobre a terra, mas finalmente se acabam. Seja firme, seu trabalho não é vão.

Deus ainda virá e o consolará. E quando Ele vem, o coração que havia esquecido o seu cântico rompe em notas alegres, como o salmista: “Eu te louvarei, cantar-te-ei com harpa, meus lábios exultarão.” — Selecionado

Se recebemos o bem, O mal não receberemos, Que da mesma Mão provêm? É a Mão de Alguém que nos ama, Que bem sabe o que fazer E o propósito que tem.

20 de Novembro

Bem-aventurado o que espera. (Dn 12.12.)

Esperar pode parecer uma coisa fácil, mas é uma das disposições de espírito que o soldado cristão só aprende a ter após anos de ensino. Para o guerreiro de Deus a marcha, e a marcha acelerada são muito mais fáceis do que ficar parado. Há horas de perplexidade, em que o espírito mais pronto, mais desejoso de servir ao Senhor, não sabe que direção tomar.

O que fazer então? Agitar-se em desespero? Voltar atrás covardemente, tomar a direita em temor, avançar presunçosamente? Não, simplesmente esperar. Esperar em oração, todavia. Clame ao Senhor e coloque o caso perante Ele; conte-Lhe a dificuldade e clame por Sua promessa de auxílio. Esperar com fé. Expresse a sua firme confiança nEle. Creia que, embora Ele o conserve esperando até a meia noite, virá, contudo, no tempo certo; a visão virá, e não tardará. Esperar em quieta paciência.

Não murmure contra a fonte aparente da adversidade, como fizeram os filhos de Israel contra Moisés. Aceite o caso como é, e ponha-o exatamente assim na mão do Deus do concerto — simplesmente, de todo o coração e sem a interferência da sua vontade — dizendo: “Agora, Senhor, não se faça a minha vontade, mas a Tua. Eu não sei o que fazer; estou num ponto extremo; mas esperarei até que Tu abras as águas ou afastes os meus inimigos. Esperarei, ainda que me faças esperar muitos dias, pois meu coração está firmado só em Ti, ó Deus, e meu espírito espera por Ti, na plena convicção de que ainda serás o meu gozo e a minha salvação, o meu refúgio e a minha torre forte.” — Morning by Morning

21 de Novembro

Entrega o teu caminho ao Senhor. (Sl 37.5.)

Alguma coisa o está perturbando? Seja o que for, vá e conte-o ao Pai. Entregue toda a questão na mão dele, e você ficará livre daquele peso que deixa o coração dividido e perplexo, e de que o mundo está tão cheio. Quando você estiver para fazer ou sofrer alguma coisa, quando estiver diante de algum negócio ou empreendimento, vá e conte-o a Deus; ponha-o bem a par do assunto; sim, sobrecarregue-o com o assunto; e você estará livre de cuidado.

Não mais o cuidado, mas haverá uma calma diligência no serviço e quieta dependência dele para o desenrolar dos seus assuntos. Entregue o seu cuidado, e entregue-se também com ele, como um só fardo, nas mãos do Senhor. — R. Leighton

Veremos que é impossível entregar nosso caminho ao Senhor se for um caminho que Ele não aprova. É só pela fé que alguém é capaz de entregar o seu caminho ao Senhor; se houver a mínima dúvida no coração, de que o “nosso caminho” seja bom, a fé se recusará a tomar parte. Este entregar do nosso caminho precisa ser um ato continuado, uma atitude, não um ato isolado. Por extraordinária e inesperada que possa parecer a direção de Deus, por próximo que esteja do precipício o caminho por onde Ele vai levá-lo, você não pode tomar da mão dele as rédeas da direção.

Estamos prontos a submeter todos os nossos caminhos a Deus, para que Ele pronuncie juízo sobre eles? Não há nada que um crente precise examinar tão cuidadosamente como os seus hábitos e pontos-de-vista já estabelecidos.

Pois é fácil achar que Deus automaticamente os aprova. Por que alguns crentes são tão ansiosos, tão temerosos? Evidentemente porque não deixaram o seu caminho com o Senhor. Levaram o fardo a Ele mas o trouxeram de volta consigo. — Selecionado

Ontem Te levei meu fardo, Porém o trouxe comigo… Agora venho outra vez E quero deixá-lo aí. — Graças por Tua paciência! Porque me ensinas, Senhor. Graças porque me perdoas. — Eu confio nesse amor!

22 de Novembro

Credes que posso fazer isso? (Mt 9.28.)

Deus lida com impossibilidades. Nunca é tarde para Ele operar, quando um impossível Lhe é trazido em inteira certeza de fé, por alguém em cuja vida e circunstâncias precisa realizar-se o impossível para que Deus seja glorificado.

Se em nossa vida tem havido rebelião, incredulidade, pecado e desastre, nunca é tarde demais para Deus tratar em triunfo com esses trágicos fatos, se forem trazidos a Ele em plena sujeição e confiança. Tem sido dito muitas vezes, e com verdade, que o cristianismo é a única religião que pode resolver a questão do passado do homem. Deus pode “restituir… os anos que a locusta comeu” (Jl 2.25); e Ele o fará, quando pusermos toda a situação, e a nós mesmos, confiantes e sem reservas, na Sua mão.

E isto, não por causa do que nós somos, mas do que Ele é. Deus perdoa, e sara, e restaura. Ele é “o Deus de toda a graça”. Louvemos o Seu nome, e confiemos nEle. — Sunday School Times Nós temos um Deus que Se deleita nos impossíveis. Nada é difícil demais para Ele. — Andrew Murray

23 de Novembro

Fizeste ver ao teu povo duras coisas. (Sl 60.3.)

Eu sempre me alegro em que o salmista tenha dito a Deus que algumas coisas eram duras. Não há engano sobre isto; há coisas duras na vida. Neste verão ganhei umas flores cor-de-rosa muito bonitas, e assim que as peguei, perguntei: “Que flores são estas?” E a resposta foi: “São flores das rochas; crescem e florescem só nas rochas onde não se vê terra.” Então pensei nas flores de Deus que crescem em lugares duros. E penso que de alguma forma Ele deve ter para com as Suas “flores das rochas” uma ternura particular, que talvez não tenha para com os Seus lírios e rosas. — Margaret Bottome

As provas da vida não visam a nos destruir, mas construir. A tribulação pode demolir os negócios de um homem, mas também edifica o seu caráter. O golpe no homem exterior pode ser a maior bênção para o homem interior.

Então, se Deus põe ou permite alguma coisa dura em nossa vida, estejamos certos de que o perigo real, o problema real, está no que perderemos se nos rebelarmos ou recuarmos. — Maltbie D. Babcock

Seus pensamentos a meu respeito são pensamentos de paz. Ele é meu Deus, meu refugio; Meu Criador, Redentor; Pra Si me fez e comprou-me — O que pensa a meu respeito São pensamentos de amor. “É dos montes de aflição que Deus toma os Seus melhores soldados.

24 de Novembro

Aquietai-vos, e sabei que eu sou Deus. (Sl 46.10.)

Haverá em todo o coral uma só nota musical tão poderosa como o é a ênfase da pausa? Já percebeu como nos Salmos é eloqüente a palavra Selah (pausa)? Haverá silêncio mais palpitante do que a quietude que precede a tempestade, e a estranha calma que parece cair sobre a natureza antes de alguma convulsão ou fenômeno? Haverá alguma coisa capaz de nos tocar o coração como o poder da tranqüilidade? Aquele que pára de operar com as suas próprias mãos, encontra “a paz de Deus, que excede todo o entendimento”;

há um “sossego e confiança” que é fonte de toda a força; uma doce paz que nada pode abalar; um profundo descanso que o mundo não pode dar nem tampouco tirar. Há no mais profundo da alma uma recâmara de paz onde Deus habita; e se entrarmos ali e afastarmos todos os outros sons, poderemos ouvir a Sua voz mansa e delicada.

Quando uma roda gira bem velozmente em torno do próprio eixo, há um lugar, bem no centro, onde não há movimento; assim, na vida mais ocupada pode haver um lugar onde ficamos a sós com Deus em constante quietude. Só há uma maneira de se conhecer a Deus: “Aquietai-vos, e sabei”. “O Senhor está no seu santo templo; cale-se diante dele toda a terra.” — Selecionado

“Amoroso Pai, nós andamos algumas vezes sob céus sem estrelas, que derramavam escuridão como chuva. Ansiávamos por estrelas, ou lua, ou aurora. Mas a escuridão espessa pousava sobre nós como se fosse durar para sempre. E daquelas trevas, nenhuma voz de calma vinha confortar o nosso coração. Teríamos saudado alegremente até o soar de um trovão que nos quebrasse o silêncio torturante daquela noite densa.

“Mas o amoroso segredar do Teu amor eterno falou mais doce à nossa alma esmagada e sangrando, que a música dos ventos numa harpa eólica. Foi a Tua “voz mansa e delicada’ que nos falou. Estávamos escutando, e ouvimos.

Olhamos e vimos a Tua face radiante de luz e amor. E quando ouvimos a Tua voz e vimos o Teu rosto, voltou-nos nova vida, como volta a vida às flores pendidas que bebem a chuva de verão.”

25 de Novembro

Toma as flechas. … Atira-as contra a terra: ele a feriu três vezes e cessou. Então o homem de Deus se indignou muito contra ele, e disse: Cinco ou seis vezes a deverias ter ferido. (2 Rs 13.18,19.)

Como é penetrante e eloqüente a mensagem destas palavras! Joás pensou que tivesse feito bem, quando duplicou e triplicou o que para ele era um extraordinário ato de fé. Mas o Senhor e o profeta estavam profundamente desapontados, porque ele tinha parado na metade do caminho.

Ele alcançou alguma coisa. Ele alcançou muito. Ele alcançou exatamente o que creu, no teste final; mas não alcançou tudo o que tinha em vista o profeta nem tudo o que o Senhor queria dar.

Ele perdeu muito do que a promessa continha e da plenitude da bênção. Obteve algo melhor do que o simplesmente humano, mas não obteve o melhor de Deus. Amado, como é solene a aplicação disto! Como é esquadrinhadora a mensagem de Deus para nós! Como é importante que aprendamos a orar até prevalecer!

Tomaremos nós toda a plenitude da promessa e todas as possibilidades da oração que crê? —A. B. Simpson “Aquele que é poderoso para fazer tudo muito mais abundante-mente além daquilo que pedimos ou pensamos…” (Ef 3.20.)

Não há nos escritos de Paulo outra seqüência de palavras como estas: “muito mais abundantemente além”, e cada palavra está cheia de infinito amor e poder para “fazer”, para operar em favor dos Seus santos quando oram.

O poder que nos salvou, que nos lavou com Seu próprio Sangue, que nos encheu de força pelo Seu Espírito, que nos guardou em muitas tentações, trabalhará para nós, vindo ao encontro de cada emergência, cada crise, cada circunstância e cada adversário. — The Alliance

26 de Novembro

Caleb lhe perguntou: Que desejas? Respondeu ela: Dá-me um presente: deste-me terra seca, dá-me também fontes de água. Então lhe deu as fontes superiores e as inferiores. (Js 15.18,19.)

Existem fontes superiores e inferiores. São fontes, não águas estagnadas. Há alegrias e bênçãos que se derramam de cima, através do verão mais intenso e sobre a terra mais deserta pela provação e dor.

As terras de Acsa eram “terras do sul”, que ficavam sob um sol escaldante e muitas vezes se apresentavam crestadas por causa do intenso calor. Mas dos outeiros vinham sem falta as águas das fontes, que refrescavam e fertilizavam a terra toda.

Sim, há fontes que se derramam nos lugares baixos da vida, nos lugares difíceis, nos lugares desertos, solitários, nos lugares comuns; e não importa qual seja a nossa situação, podemos sempre achar essas fontes. Abraão achou-as entre as colinas de Canaã. Moisés achou-as entre as rochas de Midiã.

Davi encontrou-as no meio das cinzas de Ziclague quando perdeu a propriedade, a família foi levada cativa e seu povo falava em apedrejá-lo. Mas “Davi se reanimou no Senhor seu Deus”. Habacuque as encontrou quando a figueira não deu flores e os campos não produziram, mas ao beber delas pôde cantar: “Todavia eu me alegrarei no Senhor; exultarei no Deus da minha salvação”.

Isaías achou-as nos terríveis dias da invasão de Senaqueribe, quando as montanhas pareciam rolar para o meio dos mares, mas a fé pôde cantar: “Há um rio cujas correntes alegram a cidade de Deus.

Deus está no meio dela; não será abalada.” Os mártires acharam-nas entre as chamas, e os reformadores, entre os seus inimigos e conflitos; e nós podemos achá-las o ano todo, se tivermos o Consolador em nosso coração e aprendermos a dizer como Davi: “Todas as minhas fontes estão em ti.” Quantas e quão preciosas são essas fontes, e quanto mais ainda há para possuirmos da plenitude de Deus! —A. B. Simpson

27 de Novembro

Para Deus nada é impossível. (Lc 1.37.)

Lá nas concavidades dos Alpes, todos os anos, Deus opera uma de Suas maravilhas. Formam-se ali poças de neve; seus bordos ficam como que debruados de gelo endurecido por causa da exposição ao sol do dia e frio da noite; e através daquela crosta de gelo, surgem, preservadas, mimosas flores.

No verão anterior, a pequena soldanela (florinha dos Alpes) espalhou até longe suas folhas, bem rente ao chão, para beber os raios de sol, e os armazenou em suas raízes durante o inverno.

Então veio a primavera e despertou-a, mesmo sob a neve. Ela brotou, e foi-lhe dado calor, em tão estranha medida que derreteu uma pequena abóbada de neve, acima de sua cabeça, formando uma bolsa de ar. E a plantinha cresceu. E sempre, acima dela, foi subindo a bolsa de ar, até se formar o botão, seguro ali dentro. Finalmente o gelo que cobria a bolha de ar cedeu, e a flor encontrou o caminho para o sol.

E a textura cristalina de suas pétalas lilases brilha como a própria neve, como se ela trouxesse em si os traços do caminho por onde passou. E a florinha frágil faz vibrar em nossos corações uma corda que nenhuma das belas flores aqui de baixo seria capaz de atingir: Nós gostamos de ver acontecer o impossível.

E Deus também. Persista ousadamente até o fim; lance fora toda sombra de esperança no lado humano, pois que é um total obstáculo ao divino; ajunte todas as dificuldades conhecidas e ainda todas as outras que encontrar, pois nada poderá jamais ultrapassar a capacidade de Deus de operar o impossível. Estenda a Ele a mão da fé. Ele é o Deus dos impossíveis. — Selecionado Operando eu, quem impedirá? (Is 43.13.)

28 de Novembro

Tu fazes alegres as saídas da manhã e da tarde. (Sl 65.8.)

Levante-se cedo e vá à montanha, e de lá veja Deus fazer uma manhã. O cinzento baço vai abrindo caminho, à medida que Deus empurra o sol para o horizonte; e haverá tons e pinceladas de todos os matizes, que se irão fundindo numa luz perfeita até surgir em cheio o sol redondo.

E enquanto ele caminha majestosamente acima do horizonte, a natureza banhada de luz parece entoar hinos à sua vista. A luz clara e pura da manhã fez-me desejar a verdade no meu coração, pois só ela me poderia fazer puro e claro como a luz e afinar-me conforme o tom do concerto da natureza à minha volta.

O vento do amanhecer fez-me esperar no Deus que soprou nas minhas narinas o fôlego da vida, no desejo de que Ele me enchesse do Seu sopro, da Sua mente, do Seu Espírito; para que eu viesse a pensar só os Seus pensamentos e viver a Sua vida, achando aí a minha vida, infinitamente glorificada. Que seríamos nós, pobres seres humanos, sem as tardes e manhãs de Deus? — George McDonald

Mais um dia. Pela frente Trabalho, surpresas, lutas. Alegrias? Dissabores? É um dia novo. Não sei. Mas eu Te conheço, Mestre; Toma-me e toma o meu dia. É mais um dia — na graça; E na frente — o meu Pastor.

29 de Novembro

Mas depois… (Hb 12.11.)

Conta uma lenda que um barão alemão mandou estender uns fios, de torre a torre do seu castelo, a fim de que os ventos fizessem deles uma harpa eólica.

Mansas brisas volteavam e volteavam o castelo, mas nenhum som musical se ouvia. Certa noite, porém, veio um grande temporal e o monte e o castelo foram vergastados pela fúria dos ventos.

O barão foi espiar da janela o terror da tempestade, e percebeu que a harpa eólica estava enchendo o ar com notas que ressoavam ainda mais alto que o clamor do temporal. Foi necessário uma tempestade para produzir a música.

E não temos nós conhecido vidas que nunca ofereceram música no dia da prosperidade mas que, açoitadas pelo temporal, deixaram pasmos os amigos, pelo vigor e poder da música desprendida? Lendo a Escritura, vejo que em Mara Houve amargura, dupla amargura: Uma das águas, Outra, que lá se fez bem clara -Que estava dentro dos corações e que saiu nas murmurações… Porém a cura foi uma só:

Foi o madeiro, que, ali lançado Trouxe doçura: sarando as águas, Curando as mágoas. E o povo então passou a ver e a conhecer O DEUS QUE SARA!

Mas foi preciso chegar a Mara!… Maras em volta… Que mostram Maras dentro de mim. .. Bendito Lenho que traz doçura! À Cruz eu venho. Toda amargura Derramo ali. Ele a conhece, – Tanto a de fora como a de dentro! – Levou-a toda Já sobre Si. E vindo assim, Experimento que JESUS sara! …Mas foi preciso passar por Mara… (Êx 15.23-26)

Você pode contar com Deus para tornar o “depois” mil vezes mais rico que o “antes”, se conhecida na dificuldade a verdadeira vitória. “Toda correção… não parece ser de gozo … mas depois…” Que colheita!

30 de Novembro

Procuras tu grandezas? Não as procures; porque eis que trarei mal sobre toda carne, diz o Senhor; a ti, porém, eu te darei a tua vida como despojo, em todo lugar para onde fores. (Jr. 45.5.)

Eis uma promessa dada para lugares difíceis, uma promessa de segurança e vida no meio de fortíssima pressão: uma vida “como despojo”. Isto pode bem ajustar-se aos nossos tempos, que estão ficando cada vez mais difíceis à medida que nos aproximamos do fim da era, e da hora da Tribulação.

Que significa a “vida como despojo”? Significa uma vida arrancada das garras do destruidor, como Davi arrebatou do leão o cordeirinho.

Significa, não o sermos retirados do ruído da batalha e da presença dos inimigos; significa, sim, uma mesa no meio dos inimigos, um abrigo no temporal, uma fortaleza entre os adversários, uma vida preservada no meio de contínua pressão: a preservação de Paulo quando agravado além das forças, ao ponto de perder esperança até da vida;o socorro divino a Paulo — quando o espinho na carne permaneceu, mas o poder de Cristo repousou sobre ele e a graça de Cristo lhe foi suficiente.

Senhor, dá-me a minha vida por despojo, e hoje, nos lugares mais difíceis, leva-me em vitória. — Days of Heaven upon Earth

Muitas vezes oramos para sermos livres de calamidades; e até cremos que o seremos. Mas não oramos para sermos feitos o que devemos ser na própria presença das calamidades; viver no meio delas, enquanto durarem, na consciência de que estamos seguros e abrigados pelo Senhor; e de que poderemos, assim, permanecer no meio delas enquanto continuarem, sem que nos façam mal.

Por quarenta dias e quarenta noites o Salvador foi guardado ante a presença de Satanás no deserto, e isso, sob circunstâncias de grande provação, uma vez que Sua natureza humana estava enfraquecida pela falta de alimento e descanso.

A fornalha estava aquecida sete vezes mais do que o comum, mas os três hebreus foram guardados no meio das chamas, tão calmos e bem postos como quando na presença do próprio rei antes que lhes viesse a libertação.

A longa noite de Daniel foi assentar-se ele entre os leões. E quando foi retirado da cova, “nenhum dano se achou nele, porque crera no seu Deus”. Eles habitaram ante a face do inimigo, porque habitavam na presença de Deus.

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2 respostas para Mês de Novembro

  1. Ficamos muito gratos a todas desse site e espero que continuem assim e fiquem na paz do Senhor Jesus Cristo

    • Ismael. É uma alegria servir você da mesa do Senhor. Que as mensagens te fortaleçam e, se puder, divulgue para seus amigos para que eles sejam edificados. Sempre haverá uma boa mensagem de Deus em nosso site que abençoará alguém. Obrigado pela visita.

      Joanilson e Marília

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