Mês de Abril

Aqui você tem uma mensagem bíblica de força e conforto espiritual para cada um dos 30 dias do mês de Abril. Este é o quarto mês do Ano. É também o mês de aniversário de meu primeiro filho, Lucas Daniel no dia 20 e de meu cunhado Ricardo no dia 29.No mesmo dia 20 de meu filho Lucas, meu outro cunhado José Carlos também aniversaria.

Lembre-se: é muito importante que você ore a Deus todos os dias e o busque de todo o teu coração.

Nesta página estão as mensagens somente do mês de abril, mas todas as mensagens dos demais meses também podem ser lidas mês a mês aqui no site através dos seguintes Links:  Mês de Janeiro -Mês de FevereiroMês de MarçoMês de Abril – Mês de Maio – Mês de Junho - Mês de Julho – Mês de Agosto – Mês de Setembro – Mês de Outubro – Mês de Novembro – Mês de Dezembro

ABRIL

1º de Abril

Eu sei em quem tenho crido. (2 Tm 1.12.)

“Na tempestade”, disse um velho marujo, “só há uma coisa que se pode fazer — uma só: pôr o navio em determinada posição, e conservá-lo nela.” Crente, é isso que temos que fazer.

Às vezes, como Paulo, não vemos nem o sol nem as estrelas, e a tempestade que cai não é pequena. Só há uma coisa a fazer — uma só. A razão não nos pode ajudar; as experiências passadas não nos trazem luz. Até a oração parece não trazer consolo. Só resta um caminho.

Temos que pôr a alma em determinada posição, e ali ficar. Temos que estar escorados no Senhor; e venha o que vier — onda ou vento, trovões ou raios, vagalhões ou rochedos perigosos — não importa o quê, nosso lugar é estar atado ao leme, na certeza de que Deus é fiel; de que ele assumiu um compromisso para conosco em Sua aliança; de que Ele nos tem amor eterno em Cristo Jesus. — Richard Fuller

Melhor lugar não há De pouso e segurança Que os braços do Senhor. Eu fico ali; Espero ali; Ali me escondo e abrigo; Eu moro ali. Pois nele achei: Meu Deus, Meus Pai, Meu Salvador, Meu Mestre, Meu Amigo. – C. M.

2 de Abril

Olharam… e eis que a glória do Senhor apareceu na nuvem. (Êx 16.10.)

Cultivemos o hábito de procurar nas nuvens a borda iluminada, e, achando-a, continuemos a olhar para ela, em vez de ficar olhando para o cinzento escuro do centro. Não nos entreguemos ao desânimo, por mais oprimidos ou molestados que estejamos. A pessoa desanimada nada pode fazer.

Nesse estado, ela não consegue resistir aos ardis do inimigo, nem prevalecer em oração pelos outros. Fujamos de qualquer indício desse inimigo mortal, como fugiríamos de uma víbora. Não nos demoremos em virar-lhe as costas, ou acabaremos lambendo o pó, em amarga derrota.

Olhemos para as promessas de Deus, e digamos a respeito de cada uma delas: “Esta promessa é para mim.” E se algum sentimento de dúvida ou desânimo ainda persistir, derramemos o coração diante de Deus e peçamos-lhe que repreenda o inimigo que tão impiedosamente nos inquieta.

No momento em que o nosso coração rejeita a desconfiança ou o desânimo, o Espírito Santo desperta em nós a fé e sopra em nossa alma o vigor divino.

A princípio não temos consciência disto, mas, se com o coração resoluto, e sem olhar para os lados, continuarmos desprezando toda dúvida e depressão que nos assalta, logo teremos consciência de que os poderes das trevas estão recuando.

Se os nossos olhos pudessem enxergar o exército de força e poder que está atrás de nós cada vez que tomamos posição contra as hostes das trevas e em direção a Deus, quanto terreno o inimigo perderia em seus esforços para nos deprimir e desanimar!

Pois se o crente mais fraquinho submeter-se ao Senhor e recorrer a Ele no nome de Jesus e com a fé singela de uma criança, todo o poder de Deus estará ao seu lado. Certo dia de outono, vi uma águia mortalmente ferida por um tiro. Seus olhos ainda brilhavam como um aro luminoso.

Ali, vagarosamente, ela virou ainda a cabeça e lançou para as alturas um olhar ansioso. As alturas tinham sido o seu domínio. Mas agora lá estava à morte, porque, por um momento, esquecida, tinha voado baixo demais. A nossa alma é como essa águia. Aqui em baixo não é o seu lugar.

Ela não pode perder aquele olhar em direção ao alto. Temos de guardar a fé, guardar a esperança, guardar a coragem, conservar os olhos em Cristo. Se não vamos ser corajosos, é melhor abandonarmos já o campo de batalha, pois a hora não é para covardia. Õ minha alma, guarda os teus olhos no alto! Olhando para o ocidente, não veremos o sol nascer. — Provérbio Japonês

3 de Abril

Provei-te na fornalha da aflição. (Is 48.10.)

Atentemos para a palavrinha na. Devemos honrar o Senhor na aflição — naquilo que de fato é uma aflição. Embora tenha havido casos em que Deus não permitiu que Seus servos sentissem as chamas, contudo, regra geral, o fogo traz dor.

Mas aí mesmo é que devemos glorificá-lo, pela nossa perfeita fé na Sua bondade e amor, que permitiram a vinda de todas essas coisas sobre nós.

E mais do que isto, devemos crer que dessa situação virá alguma coisa mais para o Seu louvor, do que viria sem essa dura prova. Algumas provas só podemos atravessar com uma grande fé; uma fé pequena não agüentaria.

Precisamos conhecer a vitória na aflição. — Margaret Bottome A fidelidade do crente é comprovada no tempo da aflição. Os moços que foram lançados na fornalha ardente saíram como entraram — exceto quanto aos cordões que os amarravam.

Quantas vezes, na fornalha da aflição, Deus nos arranca os cordões! O corpo daqueles moços ficou ileso — sua pele nem se chamuscou. Nem tampouco seus cabelos ou suas roupas, e nem cheiro de fogo passou sobre eles. E assim é que os crentes devem sair da fornalha da aflição: libertos dos cordões que os amarram e não tocados pelas chamas. Triunfando deles na cruz. (Cl 2.15.)

Esse é o verdadeiro triunfo — triunfar sobre a doença, na doença; triunfar sobre a morte, morrendo; triunfar sobre as circunstâncias adversas, estando nelas. Sim, creia-me, irmão, há um poder capaz de fazer-nos vitoriosos na luta.

Há uma alta posição a ser conquistada, de onde poderemos contemplar as regiões de onde viemos e cantar o nosso cântico de triunfo, e isso, ainda nesta vida. Sendo pobres, podemos levar muitos a nos considerarem ricos, e em nossa pobreza podemos enriquecer a muitos.

O nosso triunfo é na circunstância. O triunfo de Cristo foi na Sua humilhação. Possivelmente o nosso triunfo também será manifestado naquilo que aos outros parece humilhação. — Margaret Bottome

Há algo de cativante na figura de um crente cheio de tribulações, e tendo contudo o coração firme e cristalino. Não é verdade que há algo de valor contagiante na visão de alguém grandemente tentado, mas mais do que vencedor? Não é um tônico para o coração, vermos um peregrino, quebrado no corpo, mas conservando o esplendor de uma paciência não quebrada? Que testemunho do poder da graça! —J. H. Jowett

4 de Abril

Orou Eliseu e disse: Senhor, peço-te que lhe abras os olhos para que veja. (2 Rs 6.17.)

Esta é a oração que precisamos fazer por nós mesmos e uns pelos outros: “Senhor, abre os nossos olhos para que vejamos”; pois, à nossa volta, como foi com o profeta, estão carros de Deus e seus cavaleiros, esperando para levar-nos a vitórias gloriosas.

E quando os nossos olhos são assim abertos, podemos ver em todos os aconteci-mentos da vida — grandes ou pequenos, alegres ou tristes — um “carro” para a nossa alma.

Tudo o que nos vem pode tornar-se um carro, se o tratarmos como tal; e por outro lado, a mais leve dificuldade pode ser um peso esmagador e deixar-nos em miséria e desespero, se assim a conside-rarmos.

Cabe a nós mesmos escolher o que cada circunstância será. Tudo depende não dos acontecimentos em si, mas de como os tomamos.

Se nos deixamos abater em face deles e permitimos que nos esmaguem, tornam-se para nós como o carro de Jaganata, que transportava o ídolo do deus e debaixo do qual os fiéis se lançavam; mas se subimos neles como num carro de vitória e os fazemos carregar-nos para diante e para o alto em triunfo, tornam-se para nós os carros de Deus. — Hannah Whitall Smith

O Senhor não pode fazer muito com o crente abatido; por isso o inimigo procura sempre levar o povo do Senhor ao desespero e ao sentimento de que nada podemos fazer pela nossa situação ou pela situação da igreja.

Alguém já disse que um exército desanimado vai para a batalha com a certeza da derrota. Contou-nos uma missionária, que foi levada de volta para a pátria, inválida, porque, como o seu espírito desmaiou, em conseqüência o seu corpo desmaiou também.

Precisamos entender melhor estes ataques do inimigo sobre o nosso espírito e aprender como resistir a eles. Se o inimigo não consegue deslocar-nos da nossa posição, então procura consumir-nos (Dn 7.25) por um cerco prolongado, para que, por fim, pelo total abatimento, emudeça o nosso grito de vitória.

5 de Abril

Fecha a porta sobre ti e sobre teus filhos. (2 Rs 4.4.)

Deviam ficar a sós com Deus, pois não estavam lidando com as leis da natureza, nem com governos humanos, nem com a igreja ou os sacerdotes; nem ainda com o grande profeta de Deus.

Deviam estar ali a sós, isolados de qualquer outra pessoa, de qualquer apoio em circunstâncias, de qualquer apoio em raciocínios humanos, e lançados no espaço, por assim dizer, dependendo de Deus somente, em contato com a fonte dos milagres.

Aí está um outro aspecto do plano de operações de Deus, um quarto secreto de intercessão e fé onde todo crente que deseja produzir frutos precisa entrar. Há ocasiões em que Deus nos cerca com um muro misterioso e nos tira todos os pontos de apoio, todas as maneiras de agir a que estamos acostumados.

Ele nos fecha e nos deixa entregues à Sua maneira de agir, maneira inteiramente nova e inesperada para nós, muito diferente dos nossos antigos padrões. É uma situação em que não sabemos exatamente o que vai acontecer; em que Deus está cortando o pano de nossas vidas dentro de um novo molde; e ele nos faz olhar somente para Ele mesmo.

A maioria das pessoas religiosas vive numa espécie de rotina invariável e cansativa, em que podem calcular quase tudo o que vai acontecer. Mas aqueles que Deus está tirando do contexto comum e colocando num contexto especial, bem perto dele, Ele os fecha num lugar onde tudo o que sabem é que Deus os tem em Sua mão e os está provando.

E então esperam nele somente. Como aquela viúva, precisamos estar desligados do que é exterior e ligados interiormente ao Senhor apenas, a fim de ver as Suas maravilhas. — Soul Food

É muitas vezes nas provas mais duras que Deus nos permite fazer as mais preciosas descobertas de Si mesmo. — Gems

6 de Abril

Pôr-me-ei na minha torre de vigia, colocar-me-ei sobre a fortaleza, e vigiarei para ver o que Deus me dirá. (Hc 2.1.)

Nós só conhecemos o que é esperar em Deus e o que é receber auxílio de Deus, quando há uma expectação vigilante da nossa parte. Se alguma vez deixamos de receber dEle força e proteção, é porque não estamos realmente contando com elas.

Muitos socorros que nos são oferecidos do céu passam por nós sem que os gozemos! Por quê? Porque não estamos em nossa torre de vigia para avistar, de longe, que eles vêm chegando, e escancarar as janelas do coração para recebê-los. Quem não está vigilante, à espera do auxílio, pouco receberá.

Estejamos atentos à espera da intervenção de Deus nos acontecimentos da nossa vida. Há um provérbio simples que diz: “Quem espera pela Providência terá sempre providências a esperar.” E podemos mudá-lo da seguinte maneira: “Quem não espera providências, nunca terá providências a esperar.” Se não pusermos nossas vasilhas na chuva, não apanharemos água.

Precisamos ser mais objetivos e usar mais o bom senso, quando clamamos pelas promessas de Deus. Se víssemos um homem entrar e sair de um banco várias vezes no dia, apenas pondo um cheque sobre o balcão, para tirá-lo em seguida, creio que logo veríamos barrada a entrada dele ali.

Quem vai a um banco e apresenta um cheque, espera ali até receber a importância correspondente, e só então se retira; não sai sem haver completado a transação. Não apresenta o cheque e simplesmente discute sobre o valor da assinatura e a excelência do documento; não, a pessoa quer a importância que lhe cabe, e não se contenta sem ela. Não fica ali só passando o tempo. Pois há muitas pessoas que estão como que brincando com a oração. Não esperam de Deus uma resposta. Assim, só estão passando tempo. Quando oramos, o Pai celestial quer que façamos com ele uma transação real. — C. H. Spurgeon

“Não será frustrada a tua esperança.”

7 de Abril

No sossego e na confiança estará a vossa força. (Is 30.15.)

Para conhecermos realmente a Deus é absolutamente necessário haver silêncio em nosso interior. Lembro-me de quando, pela primeira vez, percebi isto. Havia surgido uma situação de grande emergência em minha vida.

Cada parte do meu ser parecia tremer de ansiedade, e a necessidade de uma ação imediata e decisiva parecia impelir-me com força; no entanto, as circunstâncias eram tais que eu não podia fazer nada, e a pessoa que podia, não fazia um movimento sequer. Por um pequeno espaço de tempo, foi como se eu fosse ficar em pedaços, por causa do tumulto interior em que me achava; de repente uma voz mansa e delicada segredou no profundo do meu ser: “Aquietai-vos, e sabei que eu sou Deus”.

A palavra veio com poder, e eu atendi. Sujeitei meu corpo a uma grande quietude, obriguei meu conturbado espírito a acalmar-se, olhei para cima e esperei; então “conheci” que era Deus, Deus mesmo, que vinha, naquela emergência e dificuldade, para resolver meu problema; descansei nele.

Foi uma experiência que eu não quereria ter perdido por preço algum; e devo acrescentar também que desta quietude pareceu surgir um novo poder para enfrentar a dificuldade, que em pouco tempo a trouxe a bom termo. Aprendi então, efetivamente, que em estar quieta estava a minha força. — Hannah Whitall Smith

Existe uma certa passividade que não é indolência, é uma quietude viva, nascida da confiança. Tensão quieta não é confiança. É simplesmente ansiedade reprimida.

8 de Abril

Pelo que sinto prazer nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias por amor de Cristo. Porque quando estou fraco então sou forte. (2 Co 12.9.)

Aqui está o segredo para experimentarmos a suficiência de Deus: chegar ao fim de nós mesmos e dos nossos recursos. Quando chegamos a esse ponto, paramos de pedir a compaixão dos outros pela nossa situação ou pelo tratamento que recebemos; pois reconhecemos nas circunstâncias as próprias condições de bênção, e nos voltamos delas para Deus. Vemos nelas uma oportunidade para lançar mão das suas promessas. — A. B. Simpson

George Matheson, o bem conhecido pregador cego da Escócia, disse certa vez: “Meu Deus, eu nunca Te agradeci por meu espinho, Muitas vezes Te agradeci por minhas rosas, mas nem uma vez por meu espinho.

Sempre sonhei com um mundo onde obterei uma compensação pela minha cruz; mas nunca pensei em minha cruz como sendo, ela mesma, uma glória presente. “Ensina-me a glória da minha cruz; ensina-me o valor do meu espinho. Mostra-me que é pela vereda da dor que tenho subido a ti. Mostra-me que as lágrimas formam na minha vida um arco-íris.”

9 de Abril

Todas estas coisas vieram sobre mim. (Gn 42.36.) Todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus. (Rm 8.28.)

Muitas pessoas estão querendo poder. Mas como se obtém poder? Outro dia passamos por uma casa de máquinas, onde certos aparelhos são movidos por eletricidade.

Ouvimos o ruído de inúmeras rodas, e perguntamos ao nosso amigo: “Como é produzida a energia?” “Bem”, disse ele, “pelo giro daquelas rodas e a fricção que produzem. A fricção cria a corrente elétrica.”

E assim é: quando Deus quer trazer mais poder à nossa vida, Ele nos traz mais pressão. Ele está fazendo gerar a força espiritual, através de uma forte fricção.

Alguns não gostam da operação e procuram escapar da pressão em que se encontram, em vez de obter o poder e usá-lo para se erguerem acima das pressões. Para o verdadeiro equilíbrio de forças, é necessária a oposição.

As forças centrípeta e centrífuga, agindo em oposição uma à outra, mantêm nosso planeta em órbita. Uma impelindo, a outra repelindo, de tal forma agem e reagem, que em vez de sair voando a esmo pelo espaço, a terra segue sua órbita equilibrada em volta do sol. Assim Deus guia as nossas vidas.

Não basta termos uma força propulsora, precisamos igualmente de uma força de repulsão, e assim ele nos contém — por meio das provações da vida, das pressões da tentação e da dificuldade, e de tudo que parece estar contra nós.

Estas dificuldades, na realidade, estão favorecendo o avanço da nossa caminhada e firmando o nosso andar. Agradeçamos a Deus por ambas. Tomemos os pesos, bem como as asas. E assim, impelidos por Deus, avancemos com fé e paciência em nossa soberana e celeste vocação. — A. B. Simpson

10 de Abril

Faze-me saber por que contendes comigo. (Jó 10.2.)

Você que está sendo provado, quem sabe se o Senhor está fazendo isto para desenvolver as virtudes que há em você. Algumas delas que nunca teriam sido descobertas se não fossem as provações.

A fé aparece muito mais sublime no inverno do que no verão, você sabia? O amor também, muitas vezes, é como o vagalume, mostrando pouca luz, exceto no escuro. A própria esperança como as estrelas — não é vista enquanto o sol da prosperidade está brilhando, aparece só na noite da adversidade.

Muitas vezes as aflições são o pano escuro sobre o qual Deus coloca as virtudes de Seus filhos, para fazer sobressair o seu brilho. Há pouco tempo, de joelhos, você orou: “Senhor, eu receio não ter fé; faze-me ver que eu tenho fé.”

Não era esta, embora de modo inconsciente, uma oração pedindo provações? Pois como podemos saber se temos fé enquanto a fé não é exercitada? Note bem isto: Deus muitas vezes nos envia provas, a fim de que sejam reveladas as virtudes existentes em nós, e para que nos certifiquemos de que elas são reais.

Aliás, não se trata apenas disso, mas de um verdadeiro crescimento na graça, que é produzido pelas provações que vêm de Deus.

Deus treina os Seus soldados, não em tendas de comodismo e luxo, mas forçando-os a sair e usando-os em marchas forçadas e serviço árduo. Ele os faz escalar montes, lutar contra correntezas, atravessar rios a nado e fazer longas caminhadas levando às costas pesadas mochilas.

Bem, crente, será que isto explica as tribulações por que você está passando? Não será esta a razão pela qual Ele está contendendo com você? — C. H. Spurgeon

Não estar sendo molestado por Satanás não é evidência de bênção.

11 de Abril

O que vos digo às escuras, dizei-o às claras. (Mt 10.27.)

O Senhor está sempre trazendo-nos a um canto escuro a fim de nos fazer revelações. O escuro do lar ensombreado, onde o luto cerrou as cortinas; o escuro da vida solitária e desolada, onde alguma enfermidade encobre de nós a luz e nos arrefece o ânimo de viver; o escuro de algum desapontamento ou tristeza esmagadora.

Então Ele nos conta os Seus segredos, grandes e estupendos, eternos e infinitos; os olhos que estavam ofuscados pelo brilho da terra, ele leva a contemplar as constelações celestes; e leva o ouvido a perceber os meios-tons suaves da Sua voz, muitas vezes sufocada pelo tumulto dos estridentes gritos da terra.

Mas tais revelações sempre implicam em responsabilidade — “dizei-o às claras… pregai-o…” Não é para ficarmos sempre no escuro ou permanecermos no quarto fechado; há um momento em que somos conclamados a tomar o nosso lugar na marcha e no tumulto da vida; e, chegada a nossa hora, devemos dizer e proclamar o que aprendemos.

Isto dá um novo significado ao sofrimento, pois, muitas vezes, o elemento mais triste do sofrimento é a sua aparente inutilidade. “Como sou inútil!” “O que estou fazendo para o bem da humanidade?” “Por que desperdiçar desta forma o precioso nardo da minha alma?” Assim se lamenta aquele que sofre.

Mas Deus tem um propósito naquilo tudo. Ele chamou à parte aquele Seu filho, para ter comunhão com Ele numa esfera mais alta, a fim de que possa ouvir o seu Deus face a face e levar a mensagem para os seus semelhantes que estão ao pé do monte.

Foram desperdiçados os quarenta dias que Moisés passou no Monte, ou foi desperdício o tempo que Elias passou em Horebe, ou o foram os anos que Paulo passou na Arábia? Na vida de fé não há atalho, e a fé é a condição vital para uma vida santa e vitoriosa.

Nós precisamos de períodos de comunhão e meditação a sós com Deus. É indispensável que subamos ao monte da comunhão, que cheguemos ao vale de repouso tranqüilo à sombra de uma grande rocha, e que tenhamos noites sob as estrelas — em que a escuridade esconde o mundo material, silencia o burburinho da vida humana e abre a visão para o que é infinito e eterno — sim, é tão indispensável quanto o é o alimento para os nossos corpos. Só assim pode a consciência da presença de Deus tornar-se um fato real para nós, capacitando-nos a dizer repetidamente com o salmista: “Tu estás perto, Senhor”. — F. B. Meyer

“Alguns corações, como certas flores, abrem-se com maior beleza nas sombras da vida”.

12 de Abril

Jesus, cheio do Espírito Santo, voltou do Jordão, e foi guiado pelo mesmo Espírito, ao deserto, durante quarenta dias, sendo tentado pelo diabo. (Lc 4.1,2.)

Jesus estava cheio do Espírito Santo, e, contudo, foi tentado. Muitas vezes a tentação assalta a um homem, e mais forte ainda, quando ele está mais perto de Deus. Como alguém já disse, “O inimigo alveja alto”.

Ele levou um apóstolo a dizer que nem conhecia a Cristo. Poucos homens experimentaram tantos conflitos com o diabo, como Martinho Lutero. Por quê? Porque Martinho Lutero ia sacudir o próprio reino do inferno.

Ah, e que conflitos experimentou João Bunyan! Se um homem está cheio do Espírito de Deus, ele terá grandes conflitos com o tentador. Deus permite a tentação porque ela nos faz o que as tempestades fazem aos carvalhos — ela nos enraíza; e o que o fogo faz nas pinturas em porcelana — ele as fixa. Nunca reconhecemos melhor o quanto estamos presos a Cristo e como Cristo nos tem presos a Ele, como quando o inimigo está usando toda a força para nos atrair e afastar dEle; nessa hora sentimos o puxar da mão de Cristo. — Selecionado

Não devemos encarar as aflições fora do comum como sendo a punição de algum pecado fora do comum; às vezes elas vêm para pôr à prova graças fora do comum.

Deus tem muitos instrumentos cortantes e lixas ásperas para o polimento de Suas jóias; e aqueles que Ele particularmente ama e deseja tornar bem resplendentes, neles muitas vezes aplica esses instrumentos. —Arcebispo Leighton

Eu dou meu testemunho de que devo mais ao fogo, ao martelo e à lixa do que a qualquer outro instrumento da oficina do Senhor. Às vezes me pergunto se eu teria jamais aprendido qualquer coisa a não ser por meio da vara. Quando minha aula é no escuro é que eu vejo mais. — C. H. Spurgeon

13 de Abril

A mão do Senhor veio sobre mim, e ele me disse: Levanta-te, e sai para o vale, onde falarei contigo. (Ez 3.22.)

Você já ouviu falar em alguém muito usado por Cristo que não tenha tido primeiro um tempo de espera ou não tenha sofrido o transtorno completo de todos os seus planos? Sempre foi assim desde que Paulo foi enviado por três anos aos desertos da Arábia (quando devia estar transbordante da boa-nova), até os nossos dias.

Você estava ansioso por anunciar a confiança em Cristo, na Síria; então Ele lhe diz: “Eu quero que você mostre o que é confiar em mim, aí onde está, sem esperar pela Síria.” A minha experiência foi bem mais simples, mas, em princípio, é a mesma.

Quando pensei que a porta estava aberta para eu me lançar no trabalho literário, veio a barreira, e o médico se interpôs, dizendo simplesmente: “Nunca! Ela precisa escolher entre escrever ou viver, não dá para ambos.”

Isso foi em 1860. Então, em 1869 saí da concha, com o livro: “Ministério do Cântico”, e compreendi a grande sabedoria de Deus em me guardar na sombra por nove anos.

Como o amor de Deus não muda, Ele está-nos amando mesmo quando não vemos nem sentimos Seu amor. Também, Seu amor e Sua sabedoria funcionam juntos, e em todas as situações; Ele sabe melhor o que realmente contribuirá para o amadurecimento e progresso da Sua obra em nós. — Memorials of Frances Ridley Havergal

14 de Abril

Porquanto o Senhor mesmo, dada a sua palavra de ordem, ouvida a voz do arcanjo, e ressoada a trombeta de Deus, descerá dos céus, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro; depois nós, os vivos, os que ficarmos, seremos arrebatados juntamente com eles, entre nuvens, para o encontro do Senhor nos ares, e assim estaremos para sempre com o Senhor. (1 Ts 4.16,17.)

Foi “de madrugada, sendo ainda escuro”, que Jesus ressuscitou dos mortos. Não o sol, mas só a estrela da alva brilhava sobre o Seu túmulo, quando se abriu.

As sombras da noite ainda não tinham ido embora, os cidadãos de Jerusalém ainda não estavam acordados. Ainda era noite, hora de sono e escuridão, quando Ele ressurgiu. E a Sua ressurreição não interrompeu o sono da cidade.

Assim será — “de madrugada, sendo ainda escuro”, nada brilhando senão a estrela da manhã — que o corpo de Cristo, a Igreja, ressuscitará. Como Ele, Seus santos despertarão quando os filhos da noite e das trevas estiverem ainda dormindo seu sono de morte.

Em seu despertar, a ninguém perturbam. O mundo não ouve a voz que conclama os filhos de Deus.

Como o Senhor os fez repousar, cada um em seu silencioso túmulo qual criança nos braços da mãe, assim também, em igual quietude, em igual suavidade, despertarão eles ao chegar a hora. Vêm a eles as palavras vivificantes: “Despertai e exultai, os que habitais no pó” (Is 26.18).

É nos seus túmulos que entram os primeiros raios da glória. E são eles que bebem dos primeiros albores da manhã, quando nas nuvens do nascente só há ligeiros prenúncios da aurora.

São eles que sorvem a fragrância, a quietude, o frescor, a doce solidão, a pureza do alvorecer! Tudo tão cheio de dignidade e de esperança! Oh que contraste entre estas coisas e a negra noite que atravessaram! Oh que contraste entre tudo isto e o túmulo de onde se levantaram!

E enquanto lançam de si o pó que os limitou, deixando atrás a mortalidade, levantando-se em corpos glorificados para encontrar-se com o Senhor nos ares, são iluminados e guiados para cima — através do caminho ainda não trilhado — sobre os raios da Estrela da manhã, a qual, como a estrela de Belém, os conduz à presença do Rei. “O choro pode durar uma noite, mas a alegria vem pela manhã.” — Horatius Bonar

“Vem, Senhor Jesus.” Disse um soldado: “Quando eu morrer, não quero toques de silêncio à minha sepultura, mas de despertar, o toque da alvorada, a ordem de levantar.”

15 de Abril

Confio na tua palavra. (Sl 119.42.)

A nossa fé será mais fraca ou mais forte, exatamente na proporção em que crermos que Deus fará o que disse. A fé nada tem a ver com sentimentos ou impressões, com improbabilidades ou com aparências externas.

Se desejarmos ligar as duas coisas — fé e sentimentos, fé e aparência — não estaremos descansando na Palavra de Deus, porque a fé não precisa de coisa alguma desse tipo. A fé descansa na Palavra de Deus.

Quando cremos na Sua Palavra, o nosso coração descansa. Deus tem prazer em exercitar a nossa fé; porque é bênção para nós, depois porque é bênção para a Igreja, e também para os de fora.

Mas nós evitamos o exercício, em vez de o recebermos como um bem. Quando vêm as provas, deveríamos dizer: “Meu Pai Celestial põe nas minhas mãos este cálice de aflição, para que eu possa ter alguma coisa agradável depois.” As aflições alimentam a fé.

Ah, deixemo-nos nas mãos do Pai Celestial! Seu coração tem prazer no bem de Seus filhos. Mas as aflições e dificuldades não são os únicos meios pelos quais a fé é exercitada e aumentada. Há a leitura das Escrituras, através da qual podemos conhecer de perto a Deus, como Ele Se revelou na Sua palavra.

Será que podemos dizer, pelo conhecimento que temos de Deus, que Ele é um Ser realmente desejável? Se não, instemos com Deus para que nos leve a isso, de modo que possamos admirar o Seu coração de amor e bondade, e sejamos capazes de dizer como Ele é bom e como tem prazer em fazer o bem a Seus filhos.

E quanto mais nos aproximamos desta realidade, mais prontos estamos a descansar em Suas mãos, satisfeitos com tudo o que ele nos reserva. E quando vier a aflição, diremos: “Eu vou esperar para ver qual a bênção que Deus trará por meio dela, pois sei que Ele vai fazê-lo.” Assim daremos um testemunho digno diante do mundo e isso servirá para fortalecer a fé de outras pessoas. — George Müller

16 de Abril

Pela fé Abraão, quando chamado, obedeceu, afim de ir para um lugar que devia receber por herança. (Hb 11.8.)

Ele não sabia para onde ia; bastava-lhe saber que ia com Deus. Não era tanto nas promessas que ele se apoiava, mas naquele que prometera.

Não olhava para as dificuldades do que estava à sua frente, mas para o Rei, eterno, imortal, invisível, o único Deus sábio, que havia assumido o compromisso de dirigir o seu caminho e que por certo honraria o Seu próprio nome. Gloriosa fé! Esta é a tua tarefa e estas são as tuas possibilidades.

Devemos nos contentar em sair do porto com as ordens em envelope fechado, tendo toda a confiança na sabedoria do Comandante em chefe; devemos estar prontos a levantar, deixar tudo e seguir a Cristo, pela segurança que possuímos de que o máximo da terra não se pode comparar com o mínimo do céu. — F. B. M.

Não basta partirmos com Deus para uma aventura de fé. Abandonemos qualquer itinerário que a nossa imaginação tenha traçado para a jornada.

Nada será como esperamos. Nosso Guia não Se prenderá a caminhos já trilhados. Ele nos guiará por um caminho que jamais sonhamos ver. Ele não conhece temor, e espera que nada temamos enquanto Ele está ao nosso lado. “… e saiu, sem saber para onde ia”..

Porém, Deus o sabia, e ele andava com Deus, Eu também me entreguei a Deus um dia. Vou por onde me guia. Ele É fiel.

17 de Abril

Qual entre todos estes não sabe que a mão do Senhor fez isto? (Jó 12.8.)

Há anos achou-se na África um dos mais magníficos diamantes da história. Foi oferecido ao Rei da Inglaterra, para fulgurar na sua coroa. O Rei enviou-o a Amsterdam para ser lapidado, e foi posto nas mãos de um especialista.

E o que fez ele? Tomou a valiosa gema e fez nela uma marca. Então deu-lhe com seu instrumento um golpe seco. E pronto, lá estava a soberba pedra dividida em dois pedaços! Que imprudência, que desperdício, que descaso criminoso! De modo algum.

Por dias e semanas aquele golpe havia sido estudado e planejado. Desenhos e modelos haviam sido feitos da pedra. Suas qualidades, seus defeitos, as linhas do corte, tudo havia sido estudado com extremo cuidado.

O homem a quem ela estava entregue era um dos mais hábeis lapidários do mundo. Então aquele golpe foi um erro? Absolutamente. Foi o clímax do engenho do lapidário. Quando ele desferiu o golpe, fez aquilo que traria a pedra à sua mais perfeita forma, brilho e esplendor.

Aquele golpe que parecia arruinar a magnífica preciosidade, era na verdade a sua redenção. Pois daquelas duas metades saíram as duas soberbas gemas que o olho hábil do lapidário enxergou escondidas na pedra bruta que veio da mina.

Assim, às vezes Deus deixa cair sobre a nossa vida um golpe cortante. O sangue jorra. Os nervos retraem-se. Nossa alma grita em agonia. O golpe nos parece um grande erro. Mas não é. Pois somos para Deus uma jóia preciosíssima.

E Ele é o mais hábil lapidário do universo. Um dia iremos fulgurar no diadema do Rei. Agora, enquanto estamos na Sua mão, Ele sabe exatamente como lidar conosco. Não recairá sobre nós nenhum golpe que não seja permitido pelo amor, o qual, das suas profundezas, opera bênçãos e enriquecimentos espirituais que nunca vimos nem procuramos. — James H. MacConkey

Num dos livros de Jorge MacDonald aparece este fragmento de conversa: “Eu imagino por que Deus me fez”, disse o Sr. F. “Estou certo de que não adiantou nada fazer-me!” “Talvez não tenha adiantado muito ainda”, disse D., “mas Ele ainda não acabou de fazer você. Ele ainda o está fazendo; e você está questionando o processo.” Se os homens apenas cressem que estão no processo de criação, e consentissem em ser feitos — em deixar o Criador moldá-los como o oleiro ao barro, submetendo-se aos movimentos da sua roda — dentro de pouco tempo estariam louvando a Deus pelas vezes que a Sua mão os pressionou, mesmo que lhes tivesse causado dor; e por vezes, não seriam apenas capazes de crer, mas reconheceriam o fim que Deus tem em vista, que é trazer um filho à glória.

18 de Abril

E ele o fará. (Sl 37.5.)

Primeiro eu pensava que, depois de orar, eu devia fazer tudo o que estivesse ao meu alcance para a concretização da resposta. Ele me ensinou um caminho melhor, e mostrou-me que meu esforço próprio sempre atrapalhava a Sua operação; e que quando eu orava e cria definidamente nele para um determinado fim, Ele queria que eu esperasse em espírito de louvor e só fizesse o que Ele me mandasse.

Parece uma coisa tão insegura, simplesmente ficar quieto e não fazer nada, senão confiar no Senhor; às vezes, é tremenda a tentação de tomarmos a batalha em nossas próprias mãos. Todos sabemos como é difícil salvar de afogamento uma pessoa que procura ajudar quem a socorre.

Assim também, nós impossibilitamos o Senhor de combater os nossos combates, quando insistimos em procurar combatê-los nós mesmos. Não é que Ele não queira, mas não pode. Nossa interferência impede a Sua operação. — C.H.P.

As forças espirituais não podem operar enquanto as forças terrenas estão em atividade. Deus precisa de tempo para responder a orações. Muitas vezes falhamos em dar oportunidade a Deus a este respeito. Leva tempo para Deus colorir uma rosa. Leva tempo para Ele formar um carvalho.

Leva tempo para Deus tornar em pão um trigal. Ele toma a terra. Ele a amolece. Ele a enriquece. Ele a umedece com chuvas e orvalho. Ele a aquece com vida. Ele dá a lâmina, a haste, o grão dourado, e então, por fim, o pão para o faminto.

Tudo isto leva tempo. Por isso nós semeamos, cultivamos, e esperamos, e confiamos, até que seja cumprido o propósito de Deus. Estamos dando uma oportunidade a Ele. A mesma lição se aplica à nossa vida de oração. Deus precisa de tempo para responder à oração. — J. A. M.

19 de Abril

Aquietai-vos e vede o livramento do Senhor. (Êx 14.13.)

Para o crente que enfrenta grandes dilemas e se encontra em extrema dificuldade, esta é a ordem do Senhor. Quando não pode retirar-se, não pode avançar, está cercado à direita e à esquerda — o que fazer? As palavras do Mestre são: “Aquietai-vos.” Em ocasiões assim deveríamos dar ouvidos somente à Palavra do Mestre, pois maus conselheiros hão de vir com as suas sugestões.

O desespero nos segreda: “Entregue-se e morra; desista de tudo.” Mas Deus deseja ver-nos revestidos de ânimo e coragem e, mesmo nos tempos mais difíceis, regozijando-nos no Seu amor e fidelidade. A covardia diz: “Desista; volte para o mundo; você não pode proceder como cristão; é muito difícil.

Abandone esses princípios.” Mas por mais que Satanás queira inculcar-nos esse comporta-mento, nós não poderemos segui-lo, se somos realmente filhos de Deus. O decreto divino nos manda ir de força em força, e nem a morte nem o inferno podem mover-nos de nosso curso.

Se por um momento somos chamados a ficar quietos, não será para renovarmos as forças para um avanço maior, em tempo oportuno? A nossa precipitação exige: “Faça alguma coisa; mova-se; ficar quieto e esperar é pura indolência.” Nós temos que fazer alguma coisa imediatamente; temos que agir, pensamos, em vez de olhar para o Senhor, que não fará apenas alguma coisa, mas fará tudo.

A nossa presunção se jacta: “Se o mar estiver diante de você, marche sobre ele e espere um milagre.” Mas a fé não dá ouvidos à presunção, nem ao desespero, nem à covardia, nem à precipitação; ela ouve a voz de Deus, dizendo: “Aquietai-vos”, e ali fica, imóvel como uma rocha. “Aquietai-vos” — conservemos a postura do homem reto, pronto para a ação, esperando as ordens que virão, aguardando com ânimo e paciência a voz de comando; e não demorará até que Deus nos diga, tão claramente como Moisés disse ao povo de Israel: marche. — Spurgeon

Em tempos de incerteza, devemos esperar. Sempre que tivermos qualquer dúvida, esperemos. Não nos precipitemos a agir. Se houver constrangimento em nosso espírito, esperemos até que tudo esteja claro.

20 de Abril

Não por força nem por violência, mas pelo meu Espírito diz o Senhor dos Exércitos. (Zc 4.6.)

O meu caminho seguia por uma ladeira, e bem embaixo vi um menino de bicicleta. Ele pedalava ladeira acima, de encontro ao vento, e evidentemente achava bastante difícil a tarefa. Enquanto ele se esforçava penosamente, apareceu uma camioneta, subindo na mesma direção.

Quando ela passou perto dele, o menino pegou-lhe numa alça traseira e lá foi morro acima, como um passarinho. Então acudiu-me um pensamento: “Ora, no meu cansaço e fraqueza eu sou como aquele menino de bicicleta.

Estou pedalando morro acima, contra todo tipo de oposição, e estou quase liqüidada ante a tarefa. Mas aqui, à mão, está disponível um grande recurso: a força do Senhor Jesus. “Tenho simplesmente que tocá-lo e manter comunicação com Ele, embora através de um simples dedo de fé.

Isso será o bastante para que eu tenha o Seu poder, na execução deste serviço que está parecendo demais para mim.” Recebi auxílio para vencer o cansaço e compreender esta verdade. — The Life of Fuller Purpose

Tu que tens o nome excelso De Jesus, o Salvador, Que morreste, mas que vives E conosco estás, Senhor, Oh quão bom é confiar Sempre, em Ti, e descansar! Tu és Quem, onipotente, Podes, de cair, guardar Os meus pés, tão vacilantes E seguro me levar. Salvador! Ó meu Jesus, Guarda-me na Tua luz. Oh que dita conhecer-Te: Tu, da morte Vencedor! Aprender de dia em dia, Como Tu és Salvador!… Mais e mais, Senhor, provar, Que nos podes Tu salvar! Faze que na minha vida Possa, meu Jesus, sentir Mais do Teu poder imenso,

— Tua vida refletir; Que se veja em mim, Senhor, Tua graça, Teu amor. H.M. Wright

21 de Abril

Estando plenamente convicto de que ele era poderoso para cumprir o que prometera. (Rm 4.21.)

Lemos que Abraão, embora vendo seu corpo já amortecido, não desanimou, porque não estava olhando para si, mas para o Todo-Po-deroso.

Ele não vacilou ante a promessa, mas ficou firme, e não se deixou esmagar pela grandeza da bênção a ele prometida; e quanto mais as dificuldades surgiam, em vez de fraquejar, ele se fortalecia, robustecendo-se ainda mais; glorificando a Deus por Sua suficiência, e estando “plenamente convicto” de que Ele era não apenas capaz, mas … abundantemente capaz, generosamente capaz, capaz com recursos ilimitados, infinitamente capaz de “cumprir o que prometera”.

Ele é um Deus de recursos infinitos. Nós é que somos limitados. O nosso pedir, o nosso pensar e o nosso orar são muito pequenos; nossas expectações são muito limitadas. Ele quer elevar-nos a uma noção mais alta e atrair-nos a uma expectação maior e uma apropriação maior dos Seus recursos.

Ah, e trataremos a Deus com descaso? Não há limite para o que podemos pedir e esperar do nosso glorioso El-Shaddai; só há uma medida dada para a Sua bênção, e é “segundo o poder que em nós opera”. —A. B. Simpson

“Suba à casa do tesouro das bênçãos, pela escada feita de promessas divinas. Com uma promessa, como se fosse uma chave, abra a porta das riquezas da graça e favor de Deus.”

22 de Abril

Ele sabe o meu caminho. (Jó 23.10.)

Crente! Que gloriosa segurança! Esse seu caminho — talvez torcido, misterioso, emaranhado — esse caminho de provação e lágrimas — Ele o conhece.

A fornalha aquecida sete vezes — Ele a acendeu. Há um Guia todo-poderoso conhecendo e dirigindo os nossos passos, seja às águas amargas de Mara, seja ao gozo e refrigério de Elim.

Aquele caminho, escuro para os egípcios, tem seu pilar de nuvem e fogo para Israel. A fornalha é quente, mas não somente podemos confiar na mão que a acendeu, como também estar seguros de que o fogo está aceso não para consumir, mas para refinar; certos de que, terminado o processo de refinamento (não mais cedo, nem mais tarde), Ele tira para fora o Seu povo, como ouro.

Quando os Seus pensam que Ele não está tão perto, muitas vezes Ele está ainda mais perto. Será que nós conhecemos a visita, em nosso quarto, já com os primeiros raios da manhã, daquele que é mais fulgente que o esplendor do sol? E conhecemos um olhar cheio de compaixão, que nos acompanha por todo o dia e sabe o nosso caminho? O mundo, com seu vocabulário frio, na hora da adversidade fala da “Providência” — “a vontade da Providência” — “os golpes da Providência”.

Providência! O que é isso? Por que destronar da Sua soberania na terra um Deus que vive e governa? Por que substituir um Jeová pessoal, operante, controlador, por uma abstração inanimada e fúnebre?

Se encarássemos as grandes provações como Jó o fazia, isso tornaria o sofrimento suportável: nas horas de dor mais profunda, quando toda a esperança terrena se desvanecia a seus pés, ele viu a mão divina, e não outra.

Ele viu aquela mão, atrás das espadas dos sabeus; ele a viu, atrás do fogo; ele a viu, atrás do temporal; ele a viu, no terrível silêncio de sua casa saqueada. “O Senhor o deu, e o Senhor o tomou; bendito seja o nome do Senhor!” Assim, vendo a Deus em tudo, sua fé alcançou o clímax quando este príncipe do deserto, uma vez poderoso, sentou-se sobre a cinza e disse: “Ainda que ele me mate, nele esperarei.”

23 de Abril

Andando eu no meio da angústia, tu me revivificarás. (Sl 138.7.)

A ideia no hebraico é: “Quando eu estou andando no centro, mesmo, da tribulação…” Como essas palavras descrevem bem a situação! Nosso coração clamou a Deus no meio da angústia; clamamos por suas promessas de libertação, e nenhuma libertação veio; o inimigo continuou oprimindo, até nos encontrarmos no meio da peleja, no centro da tribulação e da angústia.

Por que incomodar mais o Mestre? Quando Marta disse: “Senhor, se estivesses aqui, meu irmão não teria morrido”, o Senhor respondeu à sua falta de esperança com mais uma promessa: “Teu irmão há de ressuscitar.” Quando andamos “no centro da tribulação” e somos tentados a pensar como Marta que o tempo do livramento já passou, Ele vem ao nosso encontro também, com uma promessa da Sua Palavra. “Andando eu no meio da angústia, tu me revivificarás”

Embora Sua resposta esteja demorando tanto, embora possamos ainda continuar “andando” no meio da angústia, o centro da angústia é o lugar onde Ele nos vivifica, não o lugar em que Ele falha para conosco.

Quando estamos num lugar sem esperança, esse lugar sem esperança é a ocasião em que Ele estende a mão contra a ira dos nossos inimigos e aperfeiçoa o que nos concerne; é a ocasião em que Ele fará malograr e cessar o ataque. Então, por que desanimar? — Aphra White

24 de Abril

A fé é … a convicção de fatos que se não vêem. (Hb 11.1.)

A fé verdadeira coloca a sua carta na caixa do correio e a deixa ir. A desconfiança a segura por uma ponta, e fica imaginando por que a resposta não vem. Eu tenho algumas cartas na minha escrivaninha, escritas já há semanas, mas, como não havia muita certeza quanto ao endereço ou ao conteúdo, não foram postas no correio.

Ainda não cumpriram nada, quer a meu favor, quer dos outros. E nunca terão nenhuma finalidade, enquanto não saírem das minhas mãos e não forem entregues ao correio. Assim acontece quando temos fé verdadeira.

Entregamos o problema a Deus; e Ele então opera. É tão boa aquela passagem no Salmo 37: “Entrega o teu caminho ao Senhor, confia nele, e o mais ele fará.” Mas Ele nunca poderá fazer nada, se não Lhe fizermos a entrega. Fé é tomar para si as dádivas oferecidas por Deus.

Nós podemos crer, entregar e descansar; mas não compreenderemos todo o alcance da bênção que é nossa, enquanto não começarmos a receber, e assumirmos a atitude de permanecer ali e tomar posse. — Days of Heaven upon Earth

Um servo de Deus, Dr. Payson, quando jovem, escreveu a uma mãe idosa, oprimida por grande ansiedade a respeito da condição de um filho seu: “A senhora se angustia demais por ele.

Depois de ter orado por ele, como tem feito, e de o ter entregado a Deus, não deveria então parar de sentir ansiedade? O mandamento: ‘Não estejais inquietos por coisa alguma’ é ilimitado; e assim também a palavra: ‘Lançando sobre ele toda a vossa ansiedade’.

Se lançamos as nossas cargas sobre outra pessoa, será que elas continuam pesando sobre nós? Se voltamos com elas do trono da graça, é evidente que não foram deixadas lá.

Com referência a mim mesmo, tenho feito disto um teste para minhas orações: se depois de entregar qualquer problema a Deus eu posso, como Ana, voltar com um semblante que já não está triste, um coração que não está mais sob peso e ansiedade, tomo isto como prova de que orei com fé; mas se trago comigo o meu fardo, concluo que a fé não foi posta em prática.”

25 de Abril

Achavam-se ali, sentadas em frente da sepultura, Maria Madalena e a outra Maria. (Mt 27.61.)

Que coisa sem sentido é a mágoa. Ela nos impede de aprender e conhecer, e até mesmo de querer aprender. Quando aquelas mulheres sentaram-se tristes junto ao sepulcro do Filho de Deus, acaso viram os dois mil anos de triunfo que chegaram até nós? Não.

Elas nada viram senão isto: “Nosso Cristo se foi!” O nosso Cristo veio daquela perda que elas sofreram! Milhares de corações que choram têm tido ressurreição, no meio de sua tristeza; mas os observadores chorosos olham para o prenuncio de vida que ali desponta, e nada vêem.

O que as mulheres contemplavam como o fim da vida era exatamente a preparação para a coroação: pois Cristo estava no silêncio, para que pudesse viver outra vez com toda a exuberância de poder. Elas não viam isto. Lamentaram, e choraram, e foram-se; depois voltaram ao sepulcro, movidas pelo coração.

Ainda não passava de um sepulcro — sem futuro, sem mensagem, sem significado. Conosco também é assim. O homem senta-se em frente ao sepulcro no seu jardim, e diz: “Esta tristeza é irremediável. Não vejo nela benefício algum.

Não tirarei dela consolação.” Contudo, muitas vezes é nas piores adversidades que está o poder de Cristo, esperando o momento de entrar em cena para nos livrar. Onde parece estar a nossa morte, está o nosso Salvador.

Onde termina a esperança, aí está o mais promissor começo dos frutos. Onde a treva é mais densa, aí está para raiar a fulgurante luz que não conhece ocaso. Quando a experiência toda está consumada, nós descobrimos que o jardim não é desfigurado pela presença do sepulcro.

Nossas alegrias se tornam melhores se há tristeza no meio delas. E as nossas tristezas são iluminadas pelas alegrias que Deus plantou à sua volta.

As flores podem não ser as de que mais gostamos, mas são flores do coração — amor, esperança, fé, alegria, paz — estas são as flores plantadas ao redor de cada sepultura cavada no coração do crente.

26 de Abril

Na verdade tenho também como perda todas as coisas, pela excelência do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor. (Fp 3.8.)

Brilhar custa sempre alguma coisa. A luz só brilha às custas daquilo que a produz. Uma vela não produz luz se não for acesa. Ela precisa arder, para brilhar. Nós não podemos ser de grande utilidade para os outros sem que isso nos custe.

Arder sugere sofrimento. E sempre nos retraímos à ideia de sofrer. Somos inclinados a pensar que estamos fazendo o maior bem ao mundo, quando somos fortes e capazes para o dever ativo e quando temos o coração e as mãos cheios de bons serviços.

Quando somos chamados de parte e nos sobrevém o sofrimento, quando estamos doentes, quando estamos consumidos de dor, quando todas as nossas atividades têm que ser deixadas, sentimos que não temos utilidade alguma, que nada estamos fazendo.

Mas, se formos pacientes e submissos, é quase certo que somos maior bênção para o mundo em nosso tempo de sofrimento e dor, do que nos dias em que pensávamos estar fazendo o máximo do nosso trabalho.

Estamos ardendo, agora, e brilhando, porque estamos ardendo. — Evening Thoughts

“A glória de amanhã tem suas raízes no sofrimento de hoje.” Muitos querem a glória sem a cruz, o brilho sem a queima; porém, antes da coroação vem a crucificação.

Com Tua mão, a Tua mão ferida, Quebra a dureza deste coração! Unta com óleo esta cerviz erguida, Dobra-a de todo sob a Tua mão!

Quero provar a Cruz em minha vida; Provar a vida de ressurreição; Provar as glórias da alma redimida; A plenitude desta salvação! És meu. Sou Teu. Eu sei que foi ouvida De Ti, Senhor, a minha petição. Ao pé da Cruz, minha alma já rendida, De fé em fé, siga na Tua unção!

27 de Abril

E o que vivo e fui morto, mas eis aqui estou vivo para todo o sempre. (Ap 1.18.)

As árvores, as flores, as borboletas, a primavera, as vozes da natureza nos falam da ressurreição. Meditemos e deixemos a nossa alma impregnar-se desta esperança, desta certeza. Até que, como Paulo, mesmo caminhando para a morte, sigamos triunfantes, em certeza de fé e com o rosto sereno e brilhante. Ele vive! — Adaptado

Levou todas as dores o Cordeiro. Só; rejeitado; verme; ensanguentado… “Homem de dores”, tão desfigurado… Todas as dores sobre Si levou. As minhas dores sobre Si levou. Levou os pecados todos o Cordeiro. O oculto; o “leve”; o torpe; o hediondo e cru.

Morreu. Desamparado, exposto, nu. Todo o pecado sobre Si levou. O meu pecado sobre Si levou. Levou todas as mortes o Cordeiro. Trevas.

Potências. Desamparo e brado, Terremoto e furor! — “É consumado!” E toda a morte sobre Si levou. A minha morte sobre Si levou. Manhã.

Silêncio.Túmulo vazio. Paz; salvação: Perdão, graça, vitória, Vida — Vida abundante, eterna! Glória! Tudo pra mim.

Um pastor estava em seu escritório escrevendo um sermão de Páscoa, quando um pensamento tomou conta dele: seu Senhor estava vivo!

Pôs-se de pé num salto, alegremente, e, andando de lá para cá, repetia para si mesmo: “Pois Cristo está vivo, Ele não é o grande ‘Eu era’, mas o grande ‘Eu sou’!” Sim, Ele não é apenas um fato, mas um fato vivo.

Gloriosa verdade da Páscoa! Nós cremos num Senhor ressurreto. Não nos voltemos para o passado para adorá-lo junto ao túmulo, mas olhemos para cima e para a Sua presença em nós, para que adoremos o Cristo vivo. E porque Ele vive, nós também viveremos. — Abbott

28 de Abril

E os filhos de Israel clamaram ao Senhor, e o Senhor levantou aos filhos de Israel um libertador, e os libertou… irmão de Caleb, mais novo do que ele. E veio sobre ele o Espírito do Senhor. (Jz 3.9,10.)

Deus está preparando os Seus heróis; e quando a oportunidade chega, Ele pode colocá-los em seu lugar, num momento; e o mundo se admira, pensando de onde terão vindo. Deixemos que o Espírito Santo nos prepare através das disciplinas da vida; e quando tiver sido dado ao mármore o toque final, será fácil para Deus colocar-nos no pedestal e ajustar-nos em nosso nicho.

Vem vindo um dia em que, como Otniel, nós também julgaremos as nações e governaremos e reinaremos com Cristo na terra, no milênio. Mas até à chegada daquele dia glorioso, precisamos deixar que Deus nos prepare — como fez com Otniel em Quiriate-Sefer — entre as aflições e as pequenas vitórias da presente vida, cujo significado talvez nem sonhemos. Estejamos seguros disto, e se o Espírito Santo tiver um Otniel pronto, o Senhor do céu e da terra terá um trono preparado para ele. —A. B. Simpson

Pai, dá-me a mão; Eu sei que é só um túnel, Porém é muito escuro e nada vejo. Quero sentir-Te a mão, Ouvir-Te a voz. Fala sempre comigo, E mais depressa Verei passar o tempo deste escuro. Até que chegue ali, à plena luz, E receba a coroa, após a cruz.

“Toda estrada da vida humana desce de vez em quando ao vale. Todo homem tem que atravessar o túnel da tribulação antes de poder viajar pela estrada elevada do triunfo.”

29 de Abril

Elias era homem sujeito às mesmas paixões que nós. (Tg 5.17.)

Graças a Deus por isso! Ele deitou-se em baixo de um zimbro, como você e eu já fizemos tantas vezes; queixou-se e murmurou, como nós também fazemos tantas vezes; foi incrédulo, como tantas vezes temos sido.

Mas, quando realmente tocou a Deus, não foi isso que aconteceu. Embora “homem sujeito às mesmas paixões que nós”, “ele orou em oração”. É interessante observar que o original não diz “fervorosamente”, mas “ele orou em oração”.

Ele continuou orando. Qual a lição aqui? Precisamos continuar orando. Venha ao cume do Carmelo e veja aquela admirável lição de fé e vista. O necessário agora não era a descida de fogo, mas de água; e o homem que pode ordenar a vinda de um, pode ordenar a vinda de outro, pelos mesmos meios e métodos.

Lemos que ele se prostrou com o rosto entre os joelhos; isto é, fechou-se de tudo o que entrasse pela vista ou pelos ouvidos. Colocou-se numa posição em que, sob seu manto, não podia ver nem ouvir o que se passava em volta.

E disse ao servo: “Sobe, e olha.” O servo foi, voltou e disse: “Não há nada.” Dizemos: “É exatamente como eu pensei!” e desistimos de orar. Foi o que Elias fez? Não, ele disse: “Volta.” O servo voltou e veio outra vez, dizendo: “Nada!” “Volta.” “Nada!” Mas uma vez ele voltou, dizendo: “Eis aqui uma pequena nuvem, como a mão de um homem”.

A mão de um homem estivera erguida numa súplica, e em breve caiu a chuva; e Acabe não teve tempo de voltar até à porta de Samaria com todos os seus rápidos cavalos. Eis uma lição de fé e vista — a fé, fechando-se a sós com Deus; a vista, observando e nada vendo; a fé, prosseguindo, e “orando em oração”, ainda com as desesperançosas notícias da vista.

Você sabe como orar dessa maneira, como orar prevalecendo? Traga a vista as desanimadoras notícias que trouxer, não lhes dê atenção. O Deus vivo ainda está nos céus, e mesmo a demora é parte da Sua bondade. —Arthur T. Pierson

30 de Abril

As vacas feias à vista, e magras, comiam as sete formosas à vista, e gordas. …As espigas mirradas devoravam as sete espigas grandes e cheias. (Gn 21.4,7.)

Há uma advertência para nós neste sonho: os melhores anos da nossa vida, as melhores experiências, as melhores vitórias conquistadas, o melhor serviço prestado, podem ser devorados por tempos de fracasso, derrota, desonra e inutilidade no reino de Deus.

Algumas vidas, que tanto prometiam e já realizavam bastante, terminaram dessa maneira. É doloroso pensar, mas é verdade. Contudo, não é necessário que seja assim.

Como disse S. D. Gordon, a única certeza de segurança contra essa tragédia é “um sempre renovado contato com Deus”, diariamente, de momento a momento.

As experiências benditas, frutíferas e vitoriosas de ontem não só não valem para mim hoje, como na verdade serão devoradas ou anuladas pelos fracassos de hoje, a menos que sirvam de incentivo para experiências melhores e mais ricas.

A única maneira de conservar fora da minha vida as vacas magras e as espigas mirradas é permanecer em Cristo, num “sempre renovado contato com Deus”. —Messages for The Morning Watch Perto de Deus — Andando todo o dia Perto de Deus, na Sua companhia. Trazendo os fardos para Deus levar; E os meus caminhos, para Deus guiar; Trazendo as dores, falhas e pecado; NEle esperando, nEle só firmado; DEle escutando que sou filho amado!… Andando em meu viver, Perto de Deus.

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